Francisco Bendl
Tribuna da Imprensa
Peço licença para trazer mais uma vez à baila a medida estapafúrdia levada a efeito na passagem do Dia das Mães em escolas municipais da cidade de São Paulo, pois até agora não obtive resposta de qualquer petista ou de simpatizante deste partido.
Pesquisando melhor a respeito da extinção de se comemorar os Dias dos Pais e das Mães em algumas escolas do município de São Paulo, a verdade é que a decisão partiu da Secretaria de Educação, que assim se pronunciou a respeito, conforme a seguinte nota:
“Hoje em dia, a família é composta por diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de Quem Cuida de Mim.”
A decisão é contraditória e absurdamente paradoxal, porque se eliminam as comemorações dos Dias dos Pais e das Mães para serem substituídos pelo Dia de Quem Cuida de Mim, sob argumento de que “a família é composta por diferentes núcleos de convívio”. Ou seja, elimina-se a família devidamente constituída, pretendo a destruição desta instituição social por conta das crianças que infelizmente dela não desfrutaram!
AUTORIZAÇÃO OFICIAL
Portanto, houve autorização, consentimento da Secretaria, porque obviamente consultada para que esta triste ideia fosse adotada. A eliminação dos Dias dos Pais e das Mães não seria ilegal, pois não são leis para serem desobedecidas; entretanto, valores e princípios se sobrepõem a medidas que balizem comportamentos e punem quem os ofendam.
A educação que se obtém de casa. São nossos pais e parentes que nos ensinam como nos comportar na sociedade, de modo que não soframos as consequências de atitudes que contrariam o bem comum. Independente de haver lei que determina que não se pode matar, pela moral transmitida e pelas determinações familiares as pessoas têm conhecimento de que este gesto é proibido.
Eliminar essas datas tradicionais seria romper com a educação que nossos pais nos deram para enfrentarmos a vida. Seria esquecer que devemos agradecer pelo esforço que destinaram para nos criar e nos moldar como pessoas de bem. Substituir essas datas de maior significado e importância na vida de uma pessoa pelo Dia de Quem Cuida de Mim é desprezar as nossas raízes, negar a nós mesmos, é sequer admitir que o nosso próprio “cuidador” também teve pai e mãe!
E, decididamente, a existência do “cuidador” não é garantia de que a criança será bem cuidada. Ao contrário, podem haverá lacunas que, por melhor que seja a sua boa vontade, jamais consiga compensá-las.
DESCONSTRUÇÃO DA FAMÍLIA
Quanto ao aspecto político, percebe-se a desconstrução da família, última resistência do ser humano a lhe fazer ver a realidade e a lhe abrir as portas da socialização.
Sou absolutamente contrário a esta decisão bizarra, inconsequente, deplorável, injustificável e inexplicável.
Não há “núcleos de convívio” capazes de compensar as ausências de pai e mãe, salvo no tocante ao sustento, mas sempre faltarão a menos os reais sentimentos do amor materno e paterno.
Infeliz decisão, assim como tem sido infelizes as gestões petistas ao longo dos doze anos que nos governam quanto aos “cuidados” que têm demonstrado com setores como Educação, Saúde e Segurança!
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A medida por si só é abjeta, para não dizer coisa pior. Mas faço uma pergunta aos tais casais gays que fizeram este lobby estúpido: eles nasceram como, dentro de um ovo? Trata-se de uma aberração um grupo que representa 10% da população, e não mais do que isso, reprimir um direito que pertence aos 90% restantes. Se quiserem ser respeitados em seus direitos, que saibam, primeiro, respeitar o direito desta imensa maioria a qual não pertencem. Porque, seja gay masculino ou feminino ninguém brota em árvores. Todos têm mãe, e todas merecem respeito. Não entender tal princípio, é perder ou jogar no lixo toda nossa essência humana.
