quarta-feira, julho 23, 2014

Aneel concede diferimento tarifário à Copel

Exame.com
Eduardo Rodrigues, Estadão Conteúdo

O aumento médio nas contas de luz da empresa caiu de 35,05% para 24,86%

Marcos Santos/USP Imagens 
Conta de luz: o diferimento tarifário 
é equivalente a uma arrecadação de R$ 616,311 mi

Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atendeu o pedido da Copel e concedeu o diferimento parcial do reajuste anual de 2014 da distribuidora de eletricidade paranaense.

Com isso, o aumento médio nas contas de luz da empresa caiu de 35,05% para 24,86%. Para alta tensão, como a indústria, o reajuste cai de 37,35% para 26,28%. Já para os clientes ligados na baixa tensão, como residências e comércio, a queda é de 33,49% para 23,89%.

De acordo com a Aneel, o diferimento tarifário é equivalente a uma arrecadação de R$ 616,311 milhões, e seus efeitos serão incorporados nos próximos reajustes da companhia.

"Se a empresa pediu esse diferimento após a aprovação dos seus acionistas, isso significa que ela tem condições de absorver essa redução de arrecadação até o próximo reajuste", avaliou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

A Aneel aprovou o reajuste da Copel em 24 de junho, mas o governador do Paraná, Beto Richa, anunciou no mesmo dia que iria pedir o diferimento para reduzir o porcentual aplicado às conta de luz do Estado.

Em 2013, o órgão regulador já havia aprovado um diferimento a pedido da empresa.

No ano passado, o reajuste médio aprovado inicialmente era de 14,61%, mas o governo paranaense optou por aplicar uma correção de apenas 9,55% nas tarifas das 4,2 milhões de unidades consumidoras atendidas pela companhia.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Na época em que a ANEEL autorizou um aumento de mais de 35% nas tarifas de energia elétrica para o Paraná, levantamos a voz para protestar e até aplaudir a decisão do governo estadual em não atender ao aumento abusivo. Achávamos, e ainda achamos, que os consumidores não podem ser penalizados pela intervenção destrambelhada da senhora Rousseff, razão pela qual o setor elétrico brasileiro mergulhou em profunda crise. Tanto era abusiva os 35% que a ANEEL, a pedido da COPEL reviu aquele percentual reduzindo-o para 24,86% que ainda é alto. 

Aliás, bem que o governo do estado poderia se sensibilizar e parcelar este aumento em três fatias para não corroer ainda mais a renda das pessoas, já atormentados pela inflação e juros altos, principalmente dos mais pobres, que não tiveram nem metade disto no reajuste de seus salários.