sexta-feira, julho 18, 2014

DECLARAÇÃO ESTÚPIDA: “não há mais trabalhadores para empregar no Brasil”. SANTO DEUS!

Diário do Poder
Nivaldo Souza, Agência Estado

Ministro afirmou que redução na criação de vagas se deve à falta de trabalhadores para empregar


Ministro de Trabalho minimizou a redução de 33% 
na previsão de criação de vagas de trabalho em 2014

Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou nesta quinta-feira, 17, que a meta do governo é de criar 1 milhão de empregos este ano. A meta é menor que a apresentada no início de 2014, quando o governo confiava na geração de 1,4 milhão a 1,5 milhão de postos de trabalho até 31 de dezembro. Apesar da redução, o ministro disse que a economia brasileira está consolidada. “Acho que o Brasil não tem mais como retroceder. O Brasil é uma economia consolidada”, disse. Em 2013, foram gerados 1,1 milhão de vagas.

Ao ser questionado sobre a meta para este ano sinalizar uma geração de empregos no segundo mestre menor que nos primeiros seis meses de 2014, Dias se disse surpreendido pelo desempenho da indústria de transformação, que pontuou o terceiro mês consecutivo de demissões no Caged de junho. No acumulado do ano até junho, a criação líquida de empregos formais é de 588.671 vagas, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta.

“Havia no início do ano uma outra expectativa. Não havia essa questão da indústria, por exemplo. Nos três primeiros meses, a indústria vinha gerando empregos, o setor automobilístico batia recordes e havia indicativos de que manteríamos aquele ritmo. Mas certamente vamos retomar a reposição (das demissões)”, disse.

O ministro avaliou que o pacote de medidas anunciado pelo governo para o setor industrial, no mês passado, deverá ajudar na retomada. Dias considerou, ainda, que o País não tem “mais trabalhadores para empregar, na medida em que atingimos o pleno emprego”.

Dias afirmou que o fraco desempenho das gerações de vagas em junho, de apenas 25.363 no mês – a pior desde 1998 – frustrou as expectativas do governo. “Esperava mais, porque não havia nenhum indicativo dessa situação”, disse. “O grande fato causador da diminuição foi a indústria, que no ano ainda continua positiva”, disse.

O ministro, contudo, voltou a dizer que o mercado de trabalho vai se reaquecer ao longo do segundo semestre. “O mês que vem (julho, em relação a junho) já começam as encomendas para o Natal, e as contratações da indústria já visando o dia dos pais e o fim do ano”, disse.

Sobre o setor da construção civil, que demitiu 12.401 trabalhadores no mês, a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida irá puxar contratações. “O novo Minha Casa, certamente, vai estimular a retomada da construção civil”, confiou.

Estímulo
Diante do quadro regressivo da economia brasileira, com a geração de empregos em junho menor que a esperada, o governo deve adotar medidas nos próximos dias para estimular as micro, pequenas e médias empresas, sinalizou o ministro. “O governo vai baixar, nos próximos dias, medidas para atender a micro, pequena e média empresas. Vai melhorar em todas ações de facilitação dos processos”, disse.

O ministro não quis precisar quais seriam as medidas, indicando apenas que elas visam melhorar o ambiente burocrático entre governo e empresas. Dias sinalizou, contudo, que pode haver desonerações de impostos. “Está sendo discutida também (a redução tributária)”, afirmou. 

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

É nisso que dá colocar como ministro político estúpido, completamente alienado e que sequer se dá ao trabalho de ler e se informar. Fosse menos preguiçoso, e este senhor poderia, por exemplo, visitar os postos de colocação de emprego do próprio ministério  que faz de conta comandar, o SINE.  São imensas filas de pessoas buscando uma colocação honesta de ganhar a vida.

Poderia também, ao invés de dar declarações idiotas, visitar os postos de atendimento do seguro desemprego, onde o mau atendimento é constante. Além de buscar melhorias para que o cidadão comum se sinta ao menos respeitado por um serviço público, perceberia a imensidão de pessoas que ficaram sem emprego e buscam no seguro um meio de manter-se a si e seus familiares. 

Poderia, o ministrinho em questão, dar alguns telefonemas para o IBGE e pedir, já que preguiça é uma de suas maiores virtudes, que alguém lhe relatasse as pesquisas sobre emprego no Brasil e descobriria coisas do tipo: são mais de 60 milhões de brasileiros que desistiram de procurar emprego e que, por esta razão, deixaram de constar nas estatísticas de desemprego. 

Se tivesse real interesse em servir dignamente ao seu país, exercendo adequadamente o cargo que ocupa, não se transformando  num parasita inútil e caro, poderia tomar conhecimento junto ao mesmo IBGE de que a atual força de trabalho é representada, formalmente, por apenas 25 milhões de pessoas, isto para um contingente de trabalhadores em idade ativa de aproximadamente 100 milhões. Saberia, deste modo, que boa parte do déficit da Previdência Social resulta desta distorção na formalidade do emprego, uma vez que, mesmo os que nada contribuem para a Previdência, cedo ou tarde tornar-se-ão seus beneficiários. 

É impressionante constatar que gente do “quilate” do senhor Manoel Dias tenha conseguido ser nomeado ministro de estado. Com tamanha desinformação e pequenez, provavelmente, sequer conseguiria eleger-se síndico de um prédio de periferia. 

E, se analisarmos mais profundamente, perceberemos, também, a razão que torna o governo da senhora Rousseff tão medíocre: tendo à sua volta ministros submissos, incapazes de dizer “não” (e por isso nomeados), acabou compondo um dos ministérios mais incompetentes da história republicana. E, como resultado é o que interessa, o resto é besteira, a senhora Rousseff, quando assumiu, encontrou um país com crescimento médio anual em torno de 4% ao ano, e vai entregá-lo completamente estagnado.

Dado o próprio destempero e arrogância da presidente, cercada de ministros patéticos e ridículos  quanto o é o senhor Manoel Dias, fica fácil entender por que o país parou.