sexta-feira, julho 18, 2014

Lobão diz que distribuidoras de energia terão novo empréstimo. Mas isto não é solução, é desespero

Veja online
Com informações Agência Reuters

Segundo o ministro, o governo está calculando valor extra a ser incluído como aditivo ao crédito de 11,2 bilhões de reais já disponibilizado às concessionárias

(ABR) 
Ajuda extra está sendo calculada por Ministério da Fazenda 
com "suporte técnico" do ministério de Minas e Energia, diz Edison Lobão 

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quinta-feira que a nova ajuda financeira às distribuidoras do setor elétrico será feita por meio de um aditivo ao empréstimo acertado no início do ano pelo setor com bancos. O valor dessa ajuda extra ainda está sendo calculado pelo Ministério da Fazenda com "suporte técnico" do ministério de Minas e Energia, mas uma fonte que acompanha as negociações afirmou à agência Reuters na semana passada que o valor do aditivo deve superar a casa dos 2 bilhões de reais.

Elétricas endividadas — 
Como o leilão de contratação de energia — quando as geradoras vendem a energia a ser produzida para as distribuidoras — do ano passado não atendeu toda a demanda de eletricidade do país, as concessionárias precisaram comprar mais energia no mercado à vista, a preços mais altos do que os que são praticados nos leilões. Além disso, com a diminuição das chuvas e das reservas das usinas hidrelétricas, as térmicas precisaram ser acionadas e essas usinas têm custos de produção bem maiores que outras fontes. Assim, a conta final das distribuidoras aumentou muito neste ano. 

Em abril, o governo, juntamente com um consórcio de dez bancos, decidiu disponibilizar um empréstimo de 11,2 bilhões de reais às distribuidoras, dinheiro que seria repassado, conforme a necessidade, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Participaram do arranjo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil, Citibank, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan e Credit Suisse. Os recursos, que deveriam cobrir a exposição das empresas até o fim do ano, terminaram em junho. Para que as distribuidoras não sejam obrigadas a repassar ao consumidor os valores altos (e aumento da inflação em ano eleitoral), o governo estuda uma forma de continuar ajudando as empresas do setor.

Na quarta-feira, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que se nada for feito em breve para amenizar o problema, pelo menos uma dezena de distribuidoras terão de repassar o aumento de gastos aos clientes, entre elas Celesc (SC), a CEB (DF) e a Celg (GO). "Aquilo que não tiver uma solução via empréstimo ou qualquer outra fonte de recurso, será refletido no processo tarifário“, disse Rufino a jornalistas, após ter sua recondução ao cargo de diretor-geral na Aneel aprovada pela Comissão de Infraestrutura do Senado.

A Aneel já adiou a liquidação dos débitos das empresas referente às operações de maio do dia 11 para 31 de julho, de modo a ganhar tempo para chegar a uma nova solução. Deverão ser pagos até o fim do mês 1,3 bilhão de reais.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Apenas para complementar o comentário feito no post anterior, e conforme já informamos aqui, o rombo causado pela intervenção destrambelhada da senhora Rousseff no setor de energia, já ultrapassou a barreira dos R$ 50 bilhões.

Em entrevistas à rede Al Jazhira, conforme publicou a Folha de São Paulo, esta senhora teve a desfaçatez de afirmar que merece ser reeleita. Que Deus livre o Brasil desta maldição. Reeleger esta senhora é levar o país ladeira abaixo. 

Não há um único indicador econômico que se preze que possa digamos... patrocinar a ideia de reeleição da senhora Rousseff.  O Brasil, em quatro anos, piorou em todos os cenários possíveis de avançar, e sequer se realizou as reformas estruturais urgentes para impulsionar novo ciclo de crescimento.