sexta-feira, julho 18, 2014

Israel inicia invasão terrestre à Faixa de Gaza

O Globo 
Com informações Agências Internacionais

Movimento ocorre após fim do cessar-fogo temporário para permitir envio de ajuda humanitária ao território palestino

JACK GUEZ / AFP
 Merkava, tanques israelenses, se aproximam 
da Faixa de Gaza após o cessar-fogo temporário  

JERUSALÉM — As Forças Armadas de Israel iniciaram uma invasão terrestre à Faixa de Gaza nesta quinta-feira, 10 dias após o início da operação "Limite Protetor", que matou ao menos 240 pessoas, incluindo mulheres e dezenas de crianças. O movimento ocorre após o fim de um cessar-fogo temporário para levar ajuda humanitária à Gaza. Áreas no Norte, no Sul e no Centro de Gaza já foram tomadas pelas forças israelenses, de acordo com o Exército.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o objetivo da invasão terrestre é destruir os túneis palestinos que levam a Israel e que poderiam ser utilizados para ataques terroristas. Apesar da trégua, foguetes foram disparados de Gaza em direção ao Estado vizinho por cerca de duas horas após o início do cessar-fogo, segundo a mídia israelense. A quebra do pacto faz parte da justificativa israelense para a invasão.

“Somos forçados a defender nossos cidadãos”, disse o governo em comunicado. O Exército israelense afirma já ter destruído cerca de 30 alvos em Gaza que seriam utilizados para atividades terroristas.

O Hamas disse nos últimos dias que todos os israelenses eram alvos em potencial para seus ataques e prometeu cobrar um "preço alto" pela invasão terrestre.

A invasão terrestre ao território palestino que sofreu mais de mil ataques nos últimos dias ocorre após um reforço da “Limite Protetor” com uma onda de ataques aéreos e de artilharia combinados. Segundo a mídia israelense, moradores de Gaza relataram que as tropas israelenses "atiravam para todos os lados" e que "tudo estava tremendo".

O gabinete de defesa de Israel se reunirá na sexta-feira para discutir a expansão da "Limite Protetor". Segundo a mídia israelense, o Exército recebeu a autorização de convocar mais 18 mil reservistas para a campanha militar. Cerca de 56 mil já haviam sido autorizados desde o início da ofensiva.

A escalada começou com o sequestro de três jovens israelenses em um assentamento na Cisjordânia. Ao menos seis palestinos morreram em operações de busca pelos adolescentes e centenas foram presos. Logo após os corpos serem encontrados um jovem palestino foi sequestrado e assassinado em Israel, despertando a indignação dos palestinos.