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Com informações Estadão Conteúdo
Fenômeno El Niño, poluição e ação do homem no oceano Atlântico podem influenciar o destino de pinguins que saem da Patagônia em busca de comida
(Jupiterimages/ThinkStock/VEJA)
Os pinguins saem da Patagônia em busca de comida
e chegam à costa gaúcha pelas correntes marítimas
O número de pinguins encontrados mortos no litoral gaúcho neste ano está chamando a atenção de pesquisadores. Segundo levantamento do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS ), cerca de 1.100 animais foram encontrados sem vida nas areias do Estado - em um raio de 150 quilômetros - nos últimos três meses.
Os chamados pinguins-de-magalhães encontrados mortos são, em sua maioria, jovens e não possuem manchas de óleo no corpo. Para os especialistas, uma das causas da mortandade é a dificuldade de os animais, ainda imaturos, encontrarem alimentos em alto-mar. Eles deixam os ninhos na Patagônia e pegam carona nas correntes marítimas em direção ao Norte à procura de comida.
É normal que os mais fracos e menos aptos morram. Nesta última temporada, contudo, as mortes aumentaram - só em julho, por exemplo, foram 439 pinguins. A poluição e a ação do homem no Atlântico - que vai desde a presença de sacolas plásticas a redes de pesca em alto-mar - também são fatores a serem levados em conta. Uma questão natural a ser considerada é a ação do El Niño, fenômeno climático que altera as correntes marítimas.
