domingo, janeiro 26, 2020

Mortes por coronavírus na China aumentam para 56 e número de infectados chega a 1.975

Da redação, 
O Estado de S.Paulo
Com Agências Internacionais

Governo chinês já isolou 13 cidades e anunciou a construção de um hospital de mil leitos

  Foto: Alex Plavevski/EFE/EPA
Bebê usa máscara no aeroporto de Guangzhou, na província de Guangdong, 
na China, para se proteger de possíveis infecções como o coronavírus 

A Comissão Nacional de Saúde da China informou neste sábado, 25, que o número de mortes decorrentes da infecção por coronavírus subiu para 56. O país registra 1.975 pessoas com diagnóstico da doença. O informe mais recente sobre o vírus relatou 15 novas mortes e 688 novos contágios. O aumento de casos ocorre no mesmo dia que a doença chegou à Europa, com três casos confirmados na França, de acordo com o Ministério da Saúde do país. Entre os pacientes, há 324 em estado grave e outros 49 conseguiram superar a infecção, tendo recebido alta, informou a comissão. O vírus tem origem na cidade de Wuhan, na região de Hubei, e já se espalhou para Pequim e Xangai, além de ter chegado a outros países como os Estados Unidos, Tailândia, Coreia do Sul, Japão, Austrália, França e Canadá.

O último país a confirmar um caso da doença foi a Malásia. O país é o primeiro do sudeste da Ásia a confirmar infecções por coronavírus. O ministro da Saúde, Dzulkefly Ahmad, disse que os três indivíduos infectados estavam relacionados ao homem de 66 anos que foi confirmado pelas autoridades de saúde de Cingapura como positivo para o vírus. 

No fim da noite de sexta-feira, a Austrália também confirmou seu primeiro caso de coronavírus. O paciente australiano é do estado de Victoria e a novidade foi anunciada no momento em que o governo pede aos cidadãos australianos que não viajem para a província de Hubei, na China, epicentro do surto.

Com isso, além da China, onde o surto começou, já são 12 os países com casos da doença confirmados: França, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Estados Unidos, Vietnã, Arábia Saudita, Taiwan, Nepal, Tailândia, Austrália e, agora, Malásia. Nos EUA, dois casos já foram confirmados e mais de 60 registros suspeitos estão em investigação.

No Brasil, o Ministério da Saúde colocou o País em alerta para o risco de transmissão do  coronavírus, mesmo sem nenhum caso suspeito em território nacional. Profissionais de saúde e hospitais já estão sendo orientados de como agir caso o vírus chegue. O ministério descartou os cinco casos suspeitos que foram notificados por não se enquadrarem na definição estabelecida pela OMS. 

Para ser classificado como caso suspeito, o paciente precisa apresentar os sintomas da doença (febre, tosse e dificuldade para respirar) e ter histórico de viagem para a região chinesa onde há surto.

A Secretaria da Saúde de São Paulo anunciou um plano para o monitoramento e resposta de casos suspeitos. A mobilização vai englobar os principais hospitais de referência, como Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital das Clínicas, e profissionais estão sendo treinados para fazer a detecção e notificação de possíveis casos da doença.