Míriam Leitão
O Globo
Gabriel de Paiva
Na imagem, fila do emprego faz a curva |
A queda da taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto é uma boa notícia, até porque caiu mais do que o previsto, mas não é suficiente. Ainda são 13,7 milhões de brasileiros em busca de uma vaga.
O que a PNAD do IBGE mostra que cresceu principalmente o emprego informal. Atualmente, correspondem a 41% da população ocupada. Na média, são trabalhadores que ganham menos, sem recolhimento para o INSS. Além de mostrar a precarização do emprego.
A previsão mediana das consultorias e instituições financeiras era de uma taxa de desemprego de 13,5% no trimestre terminado em agosto. O intervalo das estimativas era de 13,2% a 14%. O segundo semestre sempre tem uma redução no índice de desemprego, vão se criando vagas temporárias de final de ano e há uma oscilação natural.
A criação de empregos é até natural depois da queda do ano passado e em decorrência do crescimento de 5% do PIB deste ano. Não é uma retomada da economia. Para o ano que vem, os analistas estão projetando uma estagnação da economia. Tanto que a projeção é que o número de desempregados para o final de 2022 será maior do que este ano.
A queda na renda real reflete também o forte aumento da inflação nos últimos meses.