Redação
O Estado de São Paulo
O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou os bancos brasileiros ao jornal Financial Times e disse que as instituições financeiras estão "tentando afetar" a eleição do ano que vem, na qual o presidente Jair Bolsonaro deve tentar um segundo mandato. Para Guedes, os bancos fazem isso quando preveem um cenário desafiador ao Brasil, com a perspectiva dos juros altos inibirem o crescimento econômico.
"É claro que (os bancos) estão errados. Ou estão errados ou são politicamente militantes. Eles estão tentando afetar a eleição... Eles ainda não aceitaram a eleição de Bolsonaro", afirmou o ministro.
Para ele, é mais provável que o Brasil tenha algum crescimento e inflação resiliente em 2022 do que inflação mais baixa e nenhum crescimento.
Guedes reiterou que os críticos à gestão econômica têm errado consistentemente suas previsões. "Vamos voltar a surpreender o mundo", disse Guedes, pouco depois de regressar de uma missão comercial e de investimentos ao Golfo Pérsico. "Não estou me gabando do Brasil, estou apenas dizendo que vocês sempre nos subestimaram."
******* COMENTANDO A NOTÍCIA:
O grande problema de Guedes é a língua. Fala muito e faz quase nada. É muito blá-blá-blá e muito pouca ação. Só vou lembrar dois fatos. Em janeiro de 3.029, Guedes prometeu que entregaria, no mês seguinte, o projeto de Reforma Administrativa. De lá para cá, ele só renovou a promessa. Quanto a Reforma Tributária, a que está em análise no Congresso, é da lavra dos próprios parlamentares. E eles cansaram de esperar por Guedes.
No fundo, o ministro está percebendo sinais de que Bolsonaro pode não se reeleger e aí, com a língua solta e fácil, já estão arrumando culpados pela derrota. Eita gente cretina!