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Gustavo Freire, para Estadão on-line
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BRASÍLIA - O fluxo cambial (entrada de dólares no País por operações financeiras e comerciais) de novembro ficou positivo em US$ 5,5 bilhões, de acordo com informação divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC). O valor é superior aos US$ 3,187 bilhões de fluxo positivo registrado em outubro e também é maior do que os US$ 2,769 bilhões de novembro do ano passado. No acumulado de 2006, o fluxo cambial está positivo em US$ 40,733 bilhões. O valor já é maior que o dobro do resultado de todo o ano passado, de US$ 18,819 bilhões.
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O segmento financeiro do mercado de câmbio teve fluxo positivo em novembro de US$ 410 milhões, com US$ 17,319 bilhões de entradas e US$ 16,909 bilhões de saídas. Em outubro, o fluxo do segmento financeiro tinha ficado positivo em US$ 452 milhões, e em novembro do ano passado, tinha sido negativo em US$ 548 milhões.
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No segmento comercial do mercado de câmbio, o fluxo ficou positivo em US$ 5,090 bilhões, com US$ 12,751 bilhões de câmbio para exportação e US$ 7,661 bilhões para importação. Em outubro, o fluxo comercial tinha sido positivo em US$ 2,735 bilhões, com US$ 11,690 bilhões de câmbio para exportação e US$ 8,955 bilhões para importação. Em novembro do ano passado, o resultado tinha ficado positivo em US$ 3,317 bilhões, com US$ 10,429 bilhões de exportação e US$ 7,112 bilhões para importação.
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Reforma da Previdência não está na pauta, diz ministro
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BRASÍLIA - O fluxo cambial (entrada de dólares no País por operações financeiras e comerciais) de novembro ficou positivo em US$ 5,5 bilhões, de acordo com informação divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC). O valor é superior aos US$ 3,187 bilhões de fluxo positivo registrado em outubro e também é maior do que os US$ 2,769 bilhões de novembro do ano passado. No acumulado de 2006, o fluxo cambial está positivo em US$ 40,733 bilhões. O valor já é maior que o dobro do resultado de todo o ano passado, de US$ 18,819 bilhões.
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O segmento financeiro do mercado de câmbio teve fluxo positivo em novembro de US$ 410 milhões, com US$ 17,319 bilhões de entradas e US$ 16,909 bilhões de saídas. Em outubro, o fluxo do segmento financeiro tinha ficado positivo em US$ 452 milhões, e em novembro do ano passado, tinha sido negativo em US$ 548 milhões.
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No segmento comercial do mercado de câmbio, o fluxo ficou positivo em US$ 5,090 bilhões, com US$ 12,751 bilhões de câmbio para exportação e US$ 7,661 bilhões para importação. Em outubro, o fluxo comercial tinha sido positivo em US$ 2,735 bilhões, com US$ 11,690 bilhões de câmbio para exportação e US$ 8,955 bilhões para importação. Em novembro do ano passado, o resultado tinha ficado positivo em US$ 3,317 bilhões, com US$ 10,429 bilhões de exportação e US$ 7,112 bilhões para importação.
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Reforma da Previdência não está na pauta, diz ministro
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Adriana Fernandes, para Estadão on-line
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BRASÍLIA - A reforma da Previdência está fora da pauta do governo. O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Nelson Machado, explicou que uma proposta de reforma constitucional da Previdência, que inclua a introdução da idade mínima para concessão da aposentadoria, ao Congresso não será analisada neste momento. Machado confirmou, porém, informação divulgada pela Agência Estado nesta quarta de que o governo estuda mudanças nas regras de concessão de pensões. "Estamos levantando a questão das pensões", afirmou o ministro, sem no entanto, dar detalhes.
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Após reunir-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que o governo estuda medidas de alteração da legislação, mas focadas na melhoria de gestão e combate a fraudes.
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O ministro afirmou que na reunião apresentou ao presidente Lula um balanço da gestão da Previdência no último ano para a melhoria do atendimento e combate a fraudes. Segundo ele, o número de pessoas nas filas das agências do INSS caiu de uma média de 80 para 20 e que, na maioria dos postos de atendimento, não há filas. Machado declarou que nas agências onde ainda há filas será feita análise pontual para identificar os problemas localizados.
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Machado disse que apresentou a Lula um balanço do censo previdenciário, que teve início em outubro de 2005, cujo impacto total será sentido somente em setembro do ano que vem. De acordo com o ministro, 14 milhões dos 17 milhões de beneficiários convocados já fizeram o recenseamento com muita cala e tranqüilidade.
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Propostas
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Machado informou ainda que apresentou ao presidente Lula um balanço das medidas para conter o aumento dos gastos da Previdência com o pagamento dos benefícios com auxílio-doença. Ele disse que essas medidas permitiram a contenção do crescimento dos gastos e também comemorou a aprovação hoje pelo Senado do Projeto de Lei 261, que estabelece um teto para o pagamento do benefício do auxílio-doença. Pelas regras atuais, há casos em que o beneficiário acaba recebendo mais quando está de licença por meio do auxílio-doença, do que na ativa.
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O ministro não quis fazer previsões futuras sobre quanto o governo pode economizar nos próximos quatro anos com medidas de gestão da Previdência. "Eu prefiro falar do passado." O ministro disse que no início deste ano a previsão do déficit da Previdência era de R$ 50 bilhões e agora é projetado em cerca de R$ 42,5 bilhões. Essa redução, segundo ele, foi obtida com medidas de gestão que vêm sendo adotadas.
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Machado evitou comentar o reajuste do salário mínimo, previsto para 2007, que corrige os benefícios previdenciários. "Essa é uma discussão que ainda vai acontecer", afirmou.
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Desemprego recua na América Latina, mas cresce no Brasil
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BRASÍLIA - A reforma da Previdência está fora da pauta do governo. O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Nelson Machado, explicou que uma proposta de reforma constitucional da Previdência, que inclua a introdução da idade mínima para concessão da aposentadoria, ao Congresso não será analisada neste momento. Machado confirmou, porém, informação divulgada pela Agência Estado nesta quarta de que o governo estuda mudanças nas regras de concessão de pensões. "Estamos levantando a questão das pensões", afirmou o ministro, sem no entanto, dar detalhes.
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Após reunir-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que o governo estuda medidas de alteração da legislação, mas focadas na melhoria de gestão e combate a fraudes.
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O ministro afirmou que na reunião apresentou ao presidente Lula um balanço da gestão da Previdência no último ano para a melhoria do atendimento e combate a fraudes. Segundo ele, o número de pessoas nas filas das agências do INSS caiu de uma média de 80 para 20 e que, na maioria dos postos de atendimento, não há filas. Machado declarou que nas agências onde ainda há filas será feita análise pontual para identificar os problemas localizados.
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Machado disse que apresentou a Lula um balanço do censo previdenciário, que teve início em outubro de 2005, cujo impacto total será sentido somente em setembro do ano que vem. De acordo com o ministro, 14 milhões dos 17 milhões de beneficiários convocados já fizeram o recenseamento com muita cala e tranqüilidade.
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Propostas
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Machado informou ainda que apresentou ao presidente Lula um balanço das medidas para conter o aumento dos gastos da Previdência com o pagamento dos benefícios com auxílio-doença. Ele disse que essas medidas permitiram a contenção do crescimento dos gastos e também comemorou a aprovação hoje pelo Senado do Projeto de Lei 261, que estabelece um teto para o pagamento do benefício do auxílio-doença. Pelas regras atuais, há casos em que o beneficiário acaba recebendo mais quando está de licença por meio do auxílio-doença, do que na ativa.
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O ministro não quis fazer previsões futuras sobre quanto o governo pode economizar nos próximos quatro anos com medidas de gestão da Previdência. "Eu prefiro falar do passado." O ministro disse que no início deste ano a previsão do déficit da Previdência era de R$ 50 bilhões e agora é projetado em cerca de R$ 42,5 bilhões. Essa redução, segundo ele, foi obtida com medidas de gestão que vêm sendo adotadas.
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Machado evitou comentar o reajuste do salário mínimo, previsto para 2007, que corrige os benefícios previdenciários. "Essa é uma discussão que ainda vai acontecer", afirmou.
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Desemprego recua na América Latina, mas cresce no Brasil
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Rodrigo Petry, Estadão On-line
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SÃO PAULO - Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta Quarta-feira mostrou que a taxa de desemprego caiu em toda a América Latina, mas cresceu no Brasil. Apesar disso, o Panorama Laboral 2006, relatório do órgão sobre a situação do mercado de trabalho, mostrou avanços na diminuição das desigualdades dos rendimentos dos trabalhadores brasileiros e da renda. Os dados referem-se aos três primeiros trimestres deste ano em relação a igual período de 2005.
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Segundo a OIT, no Brasil houve um crescimento do poder de compra do salário mínimo e, conseqüentemente, a redução do coeficiente de Gini (indicador da distribuição de renda), que reduziu de 0,585, em 2004, para 0,544, em 2005. Já a taxa de desemprego urbano no País apresentou leve aumento de 10,0% para 10,2%, na comparação entre os terceiros trimestres de 2006 e 2005. Na América Latina, o desemprego de 9,5% para 9,0%, na mesma base de comparação.
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Para a OIT, "o Brasil acompanhou a tendência geral na América Latina e Caribe de melhoria dos indicadores do mercado de trabalho". O desemprego entre os adolescentes de 15 a 17 anos diminuiu para 33,1%, contra os 34,0% do terceiro trimestre do ano anterior; enquanto que entre os jovens de 18 a 24 anos a taxa elevou-se ligeiramente para 21,5%, em relação aos 21,1% de 2004, no mesmo período.
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"Embora o país venha reduzindo suas taxas de informalidade, basicamente através da expressiva criação e formalização de postos de trabalho com carteira assinada, a informalidade no país atinge 46,6% dos homens e 52,4% das mulheres", diz o estudo.
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América Latina
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O Panorama Laboral destaca ainda que, na América Latina, apesar dos avanços observados, a porcentagem de emprego no setor informal ainda é alta: corresponde a 48,5% do total de ocupados urbanos. Por sua vez, cinco de cada dez novas ocupações nas zonas urbanas da América Latina e do Caribe entre 2002 e 2005 foram geradas na economia informal.
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A taxa de desemprego urbano no terceiro trimestre de 2006 diminuiu em quase todos os países da região. As maiores quedas ocorreram na Venezuela (12,9% a 10,4%), Honduras (7,1% a 5,2%), Panamá (12,1% a 10,4%), Argentina (12,1% a 10,7%), Colômbia (14,6% a 13,3%) e Peru (10,1% a8,8%). Os países que tiveram reduções modestas foram Equador (11,1% a 10,3%), México (4,9% a 4,6%) e Chile (8,4% a 8,3%). A taxa de desemprego urbano se manteve igual no Uruguai (12,2%).
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SÃO PAULO - Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta Quarta-feira mostrou que a taxa de desemprego caiu em toda a América Latina, mas cresceu no Brasil. Apesar disso, o Panorama Laboral 2006, relatório do órgão sobre a situação do mercado de trabalho, mostrou avanços na diminuição das desigualdades dos rendimentos dos trabalhadores brasileiros e da renda. Os dados referem-se aos três primeiros trimestres deste ano em relação a igual período de 2005.
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Segundo a OIT, no Brasil houve um crescimento do poder de compra do salário mínimo e, conseqüentemente, a redução do coeficiente de Gini (indicador da distribuição de renda), que reduziu de 0,585, em 2004, para 0,544, em 2005. Já a taxa de desemprego urbano no País apresentou leve aumento de 10,0% para 10,2%, na comparação entre os terceiros trimestres de 2006 e 2005. Na América Latina, o desemprego de 9,5% para 9,0%, na mesma base de comparação.
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Para a OIT, "o Brasil acompanhou a tendência geral na América Latina e Caribe de melhoria dos indicadores do mercado de trabalho". O desemprego entre os adolescentes de 15 a 17 anos diminuiu para 33,1%, contra os 34,0% do terceiro trimestre do ano anterior; enquanto que entre os jovens de 18 a 24 anos a taxa elevou-se ligeiramente para 21,5%, em relação aos 21,1% de 2004, no mesmo período.
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"Embora o país venha reduzindo suas taxas de informalidade, basicamente através da expressiva criação e formalização de postos de trabalho com carteira assinada, a informalidade no país atinge 46,6% dos homens e 52,4% das mulheres", diz o estudo.
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América Latina
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O Panorama Laboral destaca ainda que, na América Latina, apesar dos avanços observados, a porcentagem de emprego no setor informal ainda é alta: corresponde a 48,5% do total de ocupados urbanos. Por sua vez, cinco de cada dez novas ocupações nas zonas urbanas da América Latina e do Caribe entre 2002 e 2005 foram geradas na economia informal.
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A taxa de desemprego urbano no terceiro trimestre de 2006 diminuiu em quase todos os países da região. As maiores quedas ocorreram na Venezuela (12,9% a 10,4%), Honduras (7,1% a 5,2%), Panamá (12,1% a 10,4%), Argentina (12,1% a 10,7%), Colômbia (14,6% a 13,3%) e Peru (10,1% a8,8%). Os países que tiveram reduções modestas foram Equador (11,1% a 10,3%), México (4,9% a 4,6%) e Chile (8,4% a 8,3%). A taxa de desemprego urbano se manteve igual no Uruguai (12,2%).