Tales Faria – Informe JB
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O recado foi dado ontem na votação em que a Câmara indicou o deputado oposicionista Aroldo Cedraz (PFL-BA) para assumir a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Poucas horas antes, o governo e o PT haviam comemorado a escolha do deputado Paulo Delgado (PT-MG) como o candidato da bancada governista, em uma votação prévia reunindo os deputados dos partidos que apóiam o governo e são maioria na Câmara.
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Nos corredores do Congresso, à boca pequena, só circulava uma explicação: forçados a participar das prévias, os deputados do PMDB decidiram simplesmente passar a perna no governo. Votaram inicialmente num petista, fingindo aceitar a derrota do representante do partido - no caso, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) - e depois, em plenário, na votação para valer, ficaram com o pefelista. O mesmo fenômeno deve ter ocorrido com outros partidos aliados, como o PTB, que tinha o deputado Luiz Antônio Fleury (SP) como candidato.
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A votação para a vaga do TCU foi, na verdade, uma prévia da disputa para presidente da Câmara. O PT insistiu na candidatura de Paulo Delgado mesmo sabendo que o deputado não conta com a simpatia de seus colegas. Os partidos aliados acham que o PT já tem o presidente da República e pastas demais na Esplanada dos Ministérios. No Congresso, deveria dividir mais os postos com os aliados.
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O PT não aceita esse raciocínio. Quer forçar a eleição do líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para presidente da Câmara da mesma forma que, no passado recente, tentou forçar a reeleição de João Paulo Cunha (PT-SP) contra a vontade dos aliados. O partido acabou indicando Luiz Eduardo Greenhalg (SP) para a disputa, mas a oposição e a aliança governista elegeram um representante do baixo clero, Severino Cavalcanti (PP).
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Aroldo Cedraz é uma espécie de Severino Cavalcanti. E um recado para o governo: no Congresso, os aliados não aceitarão imposições do PT. É pegar ou largar.
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Nem o amigo do rei
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fechado em copas em relação à reforma ministerial. Em recente conversa com assessores palacianos, o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, desafiou quem soubesse exatamente o que passa pela cabeça do presidente. "Nem eu sei", justificou.
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A cabeça! A cabeça!
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Depois de seu duro discurso sobre o apagão aéreo, o senador petista Delcídio Amaral (MS) foi abordado por um repórter, perguntando por que ele não pediu logo a cabeça do ministro da Defesa. Resposta de Delcídio: "Não pedi? Presta atenção nas entrelinhas do meu discurso".
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Baixa altitude
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Uma das maiores empresas do Brasil pensava que seus executivos nem seus planos de trabalho seriam atingidos pelo apagão aéreo. Afinal, os jatinhos da empresa dariam conta do recado. Ledo engano! Os pilotos dos jatinhos explicaram que todos estão sendo obrigados agora a voar em baixa altitude, com controle visual, o que complica muito as viagens e cria uma área congestionada de tráfego aéreo.
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O recado foi dado ontem na votação em que a Câmara indicou o deputado oposicionista Aroldo Cedraz (PFL-BA) para assumir a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Poucas horas antes, o governo e o PT haviam comemorado a escolha do deputado Paulo Delgado (PT-MG) como o candidato da bancada governista, em uma votação prévia reunindo os deputados dos partidos que apóiam o governo e são maioria na Câmara.
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Nos corredores do Congresso, à boca pequena, só circulava uma explicação: forçados a participar das prévias, os deputados do PMDB decidiram simplesmente passar a perna no governo. Votaram inicialmente num petista, fingindo aceitar a derrota do representante do partido - no caso, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) - e depois, em plenário, na votação para valer, ficaram com o pefelista. O mesmo fenômeno deve ter ocorrido com outros partidos aliados, como o PTB, que tinha o deputado Luiz Antônio Fleury (SP) como candidato.
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A votação para a vaga do TCU foi, na verdade, uma prévia da disputa para presidente da Câmara. O PT insistiu na candidatura de Paulo Delgado mesmo sabendo que o deputado não conta com a simpatia de seus colegas. Os partidos aliados acham que o PT já tem o presidente da República e pastas demais na Esplanada dos Ministérios. No Congresso, deveria dividir mais os postos com os aliados.
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O PT não aceita esse raciocínio. Quer forçar a eleição do líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para presidente da Câmara da mesma forma que, no passado recente, tentou forçar a reeleição de João Paulo Cunha (PT-SP) contra a vontade dos aliados. O partido acabou indicando Luiz Eduardo Greenhalg (SP) para a disputa, mas a oposição e a aliança governista elegeram um representante do baixo clero, Severino Cavalcanti (PP).
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Aroldo Cedraz é uma espécie de Severino Cavalcanti. E um recado para o governo: no Congresso, os aliados não aceitarão imposições do PT. É pegar ou largar.
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Nem o amigo do rei
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fechado em copas em relação à reforma ministerial. Em recente conversa com assessores palacianos, o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, desafiou quem soubesse exatamente o que passa pela cabeça do presidente. "Nem eu sei", justificou.
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A cabeça! A cabeça!
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Depois de seu duro discurso sobre o apagão aéreo, o senador petista Delcídio Amaral (MS) foi abordado por um repórter, perguntando por que ele não pediu logo a cabeça do ministro da Defesa. Resposta de Delcídio: "Não pedi? Presta atenção nas entrelinhas do meu discurso".
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Baixa altitude
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Uma das maiores empresas do Brasil pensava que seus executivos nem seus planos de trabalho seriam atingidos pelo apagão aéreo. Afinal, os jatinhos da empresa dariam conta do recado. Ledo engano! Os pilotos dos jatinhos explicaram que todos estão sendo obrigados agora a voar em baixa altitude, com controle visual, o que complica muito as viagens e cria uma área congestionada de tráfego aéreo.