quinta-feira, dezembro 07, 2006

O mal que Lula fez e faz !

COMENTANDO A NOTICIA: Quando FHC criou e implementou um leque de proteção social, junto, porque inerente, cada programa trazia em seu bojo algumas reciprocidades a que o cidadão ficava submetido para merecer o programa mas, também, para que se abrisse a porta de saída para todos. Assim, tivemos o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, o PETI, o Vale Gás, que dentre outras coisas, produziu a quase totalidade de crianças em idade escolar matriculadas e estudando, redução do trabalho infantil e o decréscimo da mortalidade infantil. Ganhos que a sociedade comemorou e a ONU elogiou e premiou. Lula recebeu isto pronto. Bastava incrementar e tornar os programas mais universais, ampliando, por outro lado, os investimentos do Estado em programa de planejamento familiar, e ações de urbanização de favelas, saneamento básico, programas qualificados de saúde pública, moradia própria, etc. Além disto, pouco fez FHC para "vender" o programa como moeda de troca eleitoral e política. O que, em termos de Brasil, se trata de algo inédito. Todo o político neste quadrante do mundo, não faz absolutamente nada em troca de uma, digamos, satisfação pessoal, por ter ajudado sua comunidade, ter contribuido para uma melhora no padrão de vida das pessoas de sua cidade, de seu bairro, de seu estado.
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Não, isto não. Político brasileiro que se preze, por ter uma natureza salafrária e uma natural concussão à safadeza, à extorsão, à mentira e à corrupção, só oferece algo ao eleitor se, por moeda de troca, ele puder contar com o voto deste eleitor. Ou seja, não basta o eleitor pagar impostos para sustentar o vagabundo, tem que mantê-lo no poder para que o político cretino continue a roubar e a explorar a tudo e a todos. Alguém conhece algum político neste país que reze em outra cartilha ?
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Pois bem, meus caros, Lula reelegeu-se rezando justo nesta cartilha. Transformou um leque de proteção social num sórdido programa assistencialista e eleitoreiro. Claro que ele precisava desvirtuar o programa, tanto na seriedade quanto nos fins, para que ele se transformasse no pacote de compra de votos. Deste modo, ampliou o número de "beneficiados" ao maior universo possível. Só não ampliou os valores pagos individualmente. O que fez foi juntá-los num mesmo saco de "bondades", eliminar algumas exigências e reciprocidades, e pronto: eis aí a maior tragicomédia cometida por um político canalha para enganar o povo pobre deste país e torná-lo refém dos favores políticos, e sem nenhuma perspectiva de se libertar.
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Claro que durante a campanha eleitoral Lula elevou ao máximo a chantagem dizendo e afirmando que seus adversários, se eleitos, acabariam com o programa. Esqueceu o cretino de dizer que acabariam é com o uso depravado do programa na intensidade e na forma como Lula o fez. Claro que, por outro lado, ninguém de sã consciência, pode ser contrário à oferta pelo Estado de condições para que a população mais pobre, possa ter um complemento de renda que lhe permita ter um mínimo de condições de sobreviver. Isso já se faz em países inclusive do primeiro mundo. Assim, programas sociais, por sua característica, só se justificam pela situação precária e pelos resultados imediatos, mas nunca poderão ser empregados como solução duradoura. Cada um deve buscar pelo trabalho as condições ideais e necessárias à sobrevivência sua e de seus familiares. Porém, nas muitas vezes que se ouviram vozes críticas ao modo como o programa foi empregado e ainda o é, Lula sequer procurou perceber na crítica a necessária reflexão para rever algumas ações que o levasse a revisar alguns pontos do programa e lhe dar assim melhor destino. Produto pronto e acabado, que o fez reeleger-se (sua ambição desde que assumiu), e nada mais importa. Dane-se o cidadão e sua dignidade. O importante era vencer a eleição. O resto não interessa.
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Hoje, já se nota o quanto a crítica estava certa, o quanto Lula estava equivocado, e o quanto o programa pede por mudanças urgentes. Além de refém, o cidadão beneficiado, por não contar com uma porta de saída - o programa simplesmente não tem esta porta - vai se acostumando e se acomodando com a miséria repartida pelo Estado, e perde pouco a pouco, a voluntariedade e o desejo que deveria manifestar para buscar um rumo melhor para sua própria vida e condição.
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A seguir, sob o título "Cafeicultores do Espírito Santo não estão conseguindo mão-de-obra para a colheita por causa do Bolsa-Família" uma notícia que deverá (ou deveria) servir de âncora para que a sociedade cobre do governo as mudanças que o programa Bolsa-Família está pedindo. Caso a mudança não se processe, acreditem que em breve o Brasil ingressará um batalhão enorme de pessoas famélicas e miseráveis num extrato sub-humano de mais miserabilidade ainda. A conclusão que se tira da notícia não pode ser outra. Além de grave como acontecimento e deturpação de um programa equivocado, é alarmante no sentimento que o programa está produzindo nas consciências daqueles que dele se beneficiam. O fato é que o povo pobre está desistindo não apenas de plantar, como a notícia documenta, mas está desistindo de trabalhar, desistindo de lutar para melhorar sua própria condição humana de vida. O que chega a ser aterrador.
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O ócio é uma chaga que precisa ser extirpada da consciência das pessoas, sob pena de torná-las em uma legião de desocupados que, de uma forma ou de outra, procurará preencher este tempo livre com alguma atividade. Se não lhe são oferecidas alternativas construtivas, o crime organizado aí está para recrutá-los e ocupá-los de mil modos diferentes. É uma mão de obra farta, barata e acessível, de pouca ou nenhuma instrução, portanto, facilmente manipulável. É bom que se repense no Bolsa Família para aplicar-lhe as correções necessárias ao cumprimento dos ideais pelos quais eles foram criados. O que não se pode, e às custas do trabalho de milhões de brasileiros que pagam impostos, é condenar milhões de pessoas a se degradarem cada vez mais.
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Cafeicultores do Espírito Santo não estão conseguindo mão-de-obra para a colheita por causa do Bolsa-Família
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Os produtores de café do Espírito Santo estão passando por um momento de dificuldades: a mão-de-obra para a colheita. Antes, abundante, oriunda de vários pontos, ela surgia nas ocasiões propícias, na busca daquele dinheiro certo. Hoje, com o advento do Bolsa-Família, a situação tomou um rumo surpreendente, e os produtores rurais estão enfrentando um problema que nunca imaginaram.
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Com a pressão do Ministério do Trabalho e Emprego, para que o empregador assine a carteira de trabalho do chamado bóia-fria, a surpresa veio com a recusa do trabalhador em entregar seu documento, que, se assinado for, impedirá que ele receba o Bolsa-Família, que beneficia quem está desempregado...
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O mesmo está acontecendo com o produtor de cana, que não está encontrando, no momento que mais precisa, aquela mão-de-obra sempre disponível, obrigando-o a ingressar no campo da mecanização, que, entretanto, não pode atender a todos os produtores, mormente os que possuem plantações nas áreas montanhosas.
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A respeito do Bolsa-Família tivemos recentemente o pronunciamento do presidente da Comissão Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, dom Aldo Pagotto, que fez a seguinte observação: "É só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem o Bolsa-Família no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento. Não se busca mais, parece que não há visão do crescimento, desenvolvimento e inserção".
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Na visão de dom Aldo a política de gestão do "professor" Lula tem desencadeado o que chamou de "favelização rural", devido a essa ausência de crédito e assistência técnica. "O povo vai desistindo de plantar", defendendo ele que o presidente ouça mais o povo.
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A reforma agrária brasileira é uma tragédia, está promovendo a favelização do meio rural, onde as famílias, sob o comando do MST, se amontoam à beira das estradas como um espécie de propaganda contra o desenvolvimento nacional. Onde tem uma fazenda organizada, um campo experimental, principalmente de grupo estrangeiro, promovem invasões, com o objetivo de destruir tudo que encontram pela frente.
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Estamos caminhando para uma agitação social sem precedentes na história nacional. Não existe dinheiro, não há mecanismo de salvação para essa gente despreparada, que precisa ser sustentada eternamente, de cesta básica, porque não produz nada, gasta tudo que recebe com bebidas e até mesmo festas, com grande irresponsabilidade, para satisfação de uma liderança que se mobiliza exatamente pela destruição dos sentimentos de desenvolvimento nacional..A CNBB, por meio de suas mais expressivas lideranças, como dom Aldo Pagotto, Geraldo Magella e outros, que criticam a política social de Lula, lastimam esse processo de negociação de cargos públicos em troca de apoio político..Não vai demorar muito para ocorrer uma grande tragédia nacional, no campo das insatisfações sociais, pela irresponsabilidade governamental
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