segunda-feira, janeiro 08, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Diretor da Samsung é preso por cartel
Por Felipe Zmoginski, Info Exame

Young Hwan Park cumprirá pena de 10 meses de detenção e pagará multa de 250 mil dólares

A Justiça dos Estados Unidos anunciou a prisão de um diretor da Samsung por crime contra a economia.

Young Hwan Park, ex-vice-presidente de vendas da Samsung, fez um acordo com a Procuradoria Geral dos Estados Unidos para se declarar culpado das acusações de formar um cartel para venda de memórias DRAM no país.

Park foi acusado de reunir-se com representantes de outras fábricas de memória DRAM para acertar margens de preço. A idéia era impedir que inovações tecnológicas reduzissem os preços deste tipo de componente e, conseqüentemente, os lucros dos fabricantes.

De acordo com a agência France Press, Park preferiu declarar-se culpado e aceitar a pena de 10 meses de detenção e multa de 250 mil dólares a seguir com o processo.

Se prosseguisse com o processo, poderia ser condenado a uma pena muito maior. Park comprometeu-se ainda a colaborar com a Justiça local para a investigação do caso.

A denúncia que levou Park à condenação envolve ainda outros 18 executivos de diferentes fabricantes de memória.

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Uma nova operadora de celulares?

A Anatel divulgou ontem as regras para a venda das freqüências para que as operadoras celulares do país operem redes de terceira geração. No meio do comunicado divulgado à imprensa, há uma frase que chama a atenção: tecnicamente, pode haver uma nova operadora celular no país.No momento em que a Vivo atravessa uma grave crise e, ao que tudo indica, a Claro quer comprar a TIM, faz sentido termos mais uma empresa neste mercado? Não exatamente. Mas, conforme explica Luís Minoru Shibata, do Yankee Group, nada está claro quando se fala do futuro da telefonia celular no país.

Durante muito tempo se acreditou que uma das grandes operadoras mundiais, como a Vodafone, pudessem se interessar em entrar num mercado como o brasileiro quando entrassem no ar por aqui as novas redes. Mas quem começar do zero teria de fazer investimentos enormes em marketing e na construção das redes e teria de penar alguns anos até conseguir uma cobertura e uma massa de clientes razoável.
Por outro lado, fala-se que uma dessas empresas pode, sim, arcar com todo esse custo. Pagaria parte das suas contas alugando sua infra-estrutura para outras operadoras, num modelo ainda novo no Brasil mas que pode resolver o problema de empresas que não têm condições de novos e altos investimentos em infra-estrutura.
Se vamos ter uma operadora a mais (ou a menos, caso a operação Claro-TIM se concretize), ninguém pode dizer com certeza. Mas uma coisa é certa: a movimentação no mercado de telefonia celular no Brasil mal começou.

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Governo intervirá se o álcool subir muito
Veja Online

O governo poderá promover mudanças no percentual de mistura de álcool anidro na gasolina se os preços do hidratado subirem para níveis acima do esperado. O alerta de que o governo poderá intervir no mercado foi dado pelo ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.
Segundo ele, a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que o Ministério da Agricultura acompanhe o mercado com atenção para que, se houver alta excessiva, o Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) reveja o percentual de mistura do álcool na gasolina, que hoje é de 23%. Os preços do hidratado, tipo de álcool usado nos veículos flexíveis, subiram quase 10% nas duas últimas semanas de 2006. O motivo é a demanda aquecida em uma época de entressafra de cana no centro-sul.

"Se por ventura estes preços extrapolarem as nossas expectativas, a determinação do presidente é que nós façamos uma reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e Álcool e façamos uma revisão nesse índice de mistura", disse o ministro. Ele ponderou, no entanto, que a variação no preço é normal para esta época, quando os preços tendem a aumentar.

O ministro lembrou que houve um aumento da demanda de álcool em dezembro devido ao apagão aéreo, que fez com que muitas pessoas trocassem o avião pelo transporte terrestre. Neste período de final de ano já se verifica um aumento de consumo por conta das férias e das festas. Normalmente, segundo Guedes, se espera um aumento de 10% no consumo, mas em 2006 foi de 13%. O número de usuários de carros flexfuel contribui também para o aumento na demanda, segundo o ministro.

Guedes disse que o estoque de álcool é hoje de cerca de 5,2 bilhões de litros, para um consumo mensal de 1,1 bilhão de litros. "Temos estoque confortável e não há motivo para pressão de preços", disse. Segundo ele, a previsão é de que no final da entressafra, em maio, os estoques estejam em torno de 500 milhões de litros de álcool. A variação de preços neste ano, segundo ministro, é menor que a de anos anteriores neste mesmo período.

Aumento
Apesar das afirmações do ministro o preço ao consumidor voltou a subir em postos de combustíveis paulistas nesta sexta-feira, o segundo reajuste em menos de uma semana. "O aumento é em todo o Estado de São Paulo e entressafra de cana é assim: as usinas seguram o combustível, as distribuidoras pagam mais caro e nós temos de repassar ao consumidor", disse em entrevista ao portal Estadão René Abbad, presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro).

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União contra o crime
Radar, Veja Online

Os governadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo têm novo encontro marcado. Eles reúnem-se na terça-feira para dar partida aos trabalhos do Gabinete Integrado de Segurança Pública do Sudeste. O novo órgão, cujo objetivo é trocar informações entre as polícias dos Estados e elaborar medidas conjuntas entre as forças de segurança, vai ter reuniões a cada dois meses em uma das quatro capitais. Cada estado terá um representante da PM e um da Polícia Civil no Gabinete Integrado.