Base política mal costurada
Blog do Murillo de Aragão
Considerando o padrão de gestão política de Lula, atritos, divisões e disputas serão normais de ora em diante, a exemplo do que houve no primeiro mandato.
Blog do Murillo de Aragão
Considerando o padrão de gestão política de Lula, atritos, divisões e disputas serão normais de ora em diante, a exemplo do que houve no primeiro mandato.
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Apesar do imenso poder de sua caneta orçamentária e de sua excepcional popularidade, Lula não consegue evoluir na esfera política de forma adequada e compatível ao seu prestígio e, sobretudo, o seu potencial.
Apesar do imenso poder de sua caneta orçamentária e de sua excepcional popularidade, Lula não consegue evoluir na esfera política de forma adequada e compatível ao seu prestígio e, sobretudo, o seu potencial.
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Fazendo uma comparação generosa, o governo é como um fórmula 1 que anda a 150 quilômetros por hora e acha que é muito.
Fazendo uma comparação generosa, o governo é como um fórmula 1 que anda a 150 quilômetros por hora e acha que é muito.
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Por desprezo à dinâmica das negociações políticas ou por inaptidão, o fato é que existe muita incompetência.
Por desprezo à dinâmica das negociações políticas ou por inaptidão, o fato é que existe muita incompetência.
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O episódio da candidatura de Arlindo Chinaglia é exemplar. A má condução da questão desestabilizou a base aliada, que se dividiu em duas frentes. Um dado negativo para quem foi reeleito e inicia o seu segundo mandato coberto de glória, verbas e prestígio popular.
O episódio da candidatura de Arlindo Chinaglia é exemplar. A má condução da questão desestabilizou a base aliada, que se dividiu em duas frentes. Um dado negativo para quem foi reeleito e inicia o seu segundo mandato coberto de glória, verbas e prestígio popular.
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Uma parte dessa base (PMDB, PT, PP, PR - ex-PL - e PTB) se uniu a favor do candidato petista. A outra começa a adotar uma postura no mínimo mais crítica com relação ao governo, especialmente com o PT.
Uma parte dessa base (PMDB, PT, PP, PR - ex-PL - e PTB) se uniu a favor do candidato petista. A outra começa a adotar uma postura no mínimo mais crítica com relação ao governo, especialmente com o PT.
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PSB e PCdoB, que juntos somam 40 deputados, ensaiam um comportamento mais independente neste segundo mandato do presidente. Tentam atrair ainda o PPS e o PDT, que têm 22 e 24 deputados respectivamente. Se conseguirem, serão 86 votos na Câmara.
PSB e PCdoB, que juntos somam 40 deputados, ensaiam um comportamento mais independente neste segundo mandato do presidente. Tentam atrair ainda o PPS e o PDT, que têm 22 e 24 deputados respectivamente. Se conseguirem, serão 86 votos na Câmara.
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É pouco provável que estes partidos tenham comportamento de oposição. No entanto, com uma base fragmentada, aumenta a dependência do governo em relação ao PMDB.
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OAB diz que uso do FGTS pelo PAC é ilegal
presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, criticou nesta terça-feira (23.01) a decisão do governo Lula usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). De acordo com a proposta do governo, R$ 5 bilhões do patrimônio líquido do FGTS iriam para um novo fundo de investimento em infra-estrutura.
É pouco provável que estes partidos tenham comportamento de oposição. No entanto, com uma base fragmentada, aumenta a dependência do governo em relação ao PMDB.
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OAB diz que uso do FGTS pelo PAC é ilegal
presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, criticou nesta terça-feira (23.01) a decisão do governo Lula usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). De acordo com a proposta do governo, R$ 5 bilhões do patrimônio líquido do FGTS iriam para um novo fundo de investimento em infra-estrutura.
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“Ela é ilegal, já que a lei do FGTS particulariza onde os recursos são investidos. Quando se muda a destinação está se infringindo a lei”, argumentou. Busato também classificou o PAC de “antidemocrático”, pois não contou com discussão prévia com a sociedade civil, o Congresso e os governadores. Segundo Busato, esse fato pode colocar em risco o sucesso do programa.“O desvio é de finalidade. Quando a lei determina quais as finalidades, particulariza, é o império legal que determina onde deve ser aplicado. Quando se generaliza parte dessa verba, você não está aplicando o que determina a legislação”, explicou ainda Busato.
“Ela é ilegal, já que a lei do FGTS particulariza onde os recursos são investidos. Quando se muda a destinação está se infringindo a lei”, argumentou. Busato também classificou o PAC de “antidemocrático”, pois não contou com discussão prévia com a sociedade civil, o Congresso e os governadores. Segundo Busato, esse fato pode colocar em risco o sucesso do programa.“O desvio é de finalidade. Quando a lei determina quais as finalidades, particulariza, é o império legal que determina onde deve ser aplicado. Quando se generaliza parte dessa verba, você não está aplicando o que determina a legislação”, explicou ainda Busato.
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Centrais sindicais como a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical já decidiram mover ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o PAC.
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Falta de ajuste dos gastos decepciona mercado
Estado de Minas
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Centrais sindicais como a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical já decidiram mover ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o PAC.
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Falta de ajuste dos gastos decepciona mercado
Estado de Minas
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O plano de crescimento econômico anunciado ontem pelo governo desagradou ao mercado por duas razões básicas. A primeira é que o PAC não prevê corte de despesas do governo, o que pode comprometer ainda mais as finanças públicas, que fecharam 2006 com um déficit nominal de 3% do PIB, ou cerca de R$ 70 bilhões. O segundo é que a grande âncora do PAC é a iniciativa privada, e não o governo. E há dúvidas se realmente a iniciativa privada para investir num cenário de incerteza fiscal.
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“O PAC se mostrou bem organizado, mas depende muito da iniciativa privada para realmente funcionar”, lembra Álvaro Bandeira, da corretora Ágora. “Talvez o mercado tivesse se animado mais caso o PAC trouxesse um plano de contenção de gastos do governo mais consistente”.
“O PAC se mostrou bem organizado, mas depende muito da iniciativa privada para realmente funcionar”, lembra Álvaro Bandeira, da corretora Ágora. “Talvez o mercado tivesse se animado mais caso o PAC trouxesse um plano de contenção de gastos do governo mais consistente”.
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Analistas avaliam que, no médio prazo, especialmente as ações de setores ligados à infra-estrutura, como energia e saneamento, possam responder positivamente ao PAC. José Roberto Carreira, analista da corretora de câmbio Novação, diz que hoje “o mercado ficou bem parado, com os agentes avaliando os detalhes do programa”. “Mas não houve nada no pacote que causasse uma reação imediata do mercado”, afirma o analista.
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Sede de poder
Por Felipe Recondo, Blog Noblat
O PT tem um novo sonho de consumo no Senado: a presidência da Comissão de Infra-Estrutura, hoje ocupada pelo senador Heráclito Fortes (PFL-PI).
No passado, a comissão foi relegada ao esquecimento pelo partido, mas foi só Lula anunciar o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com R$ 503,9 bilhões para obras de infra-estrutura para os próximos quatro anos.
Além disso, boa parte da legislação do PAC necessariamente passará pela Comissão de Infra-Estrutura. Quem estiver à frente da comissão terá bastante prestígio no Palácio do Planalto.
Analistas avaliam que, no médio prazo, especialmente as ações de setores ligados à infra-estrutura, como energia e saneamento, possam responder positivamente ao PAC. José Roberto Carreira, analista da corretora de câmbio Novação, diz que hoje “o mercado ficou bem parado, com os agentes avaliando os detalhes do programa”. “Mas não houve nada no pacote que causasse uma reação imediata do mercado”, afirma o analista.
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Sede de poder
Por Felipe Recondo, Blog Noblat
O PT tem um novo sonho de consumo no Senado: a presidência da Comissão de Infra-Estrutura, hoje ocupada pelo senador Heráclito Fortes (PFL-PI).
No passado, a comissão foi relegada ao esquecimento pelo partido, mas foi só Lula anunciar o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com R$ 503,9 bilhões para obras de infra-estrutura para os próximos quatro anos.
Além disso, boa parte da legislação do PAC necessariamente passará pela Comissão de Infra-Estrutura. Quem estiver à frente da comissão terá bastante prestígio no Palácio do Planalto.