Gazeta Mercantil
Números divulgados pelo Ministério do Trabalho mostraram que o ritmo de expansão do emprego formal diminuiu no ano passado. O recuo chamou a atenção, não pela quantidade mas pela reversão de tendência. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmaram saldo favorável entre demissões e contratações de 1,228 milhão em 2006, 2% menor que a diferença de 1,253 milhão registrada no ano anterior. Com essa totalização o primeiro mandato do presidente Lula terminou com a criação de 4,651 milhões de empregos, quantia inferior ao do bordão da campanha eleitoral de 10 milhões de novos postos.
Números divulgados pelo Ministério do Trabalho mostraram que o ritmo de expansão do emprego formal diminuiu no ano passado. O recuo chamou a atenção, não pela quantidade mas pela reversão de tendência. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) confirmaram saldo favorável entre demissões e contratações de 1,228 milhão em 2006, 2% menor que a diferença de 1,253 milhão registrada no ano anterior. Com essa totalização o primeiro mandato do presidente Lula terminou com a criação de 4,651 milhões de empregos, quantia inferior ao do bordão da campanha eleitoral de 10 milhões de novos postos.
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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reagiu estimando que no período de 2003 a 2006 foram criados 8,5 milhões de empregos, e insistindo em que só depois da análise final dos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) seria possível ter maior certeza destes números.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reagiu estimando que no período de 2003 a 2006 foram criados 8,5 milhões de empregos, e insistindo em que só depois da análise final dos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) seria possível ter maior certeza destes números.
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De fato, são duas metodologias diferentes para o cálculo da evolução do emprego formal. Os dados do Caged limitam-se ao cadastro de admissão e desligamento, dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Já a Rais considera os dados enviados pelas empresas e pelo setor público, nos três níveis de governo (os contratados pelo regime estatutário dos servidores) e os que são contratados nas estatais. A Rais inclui também os militares.
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As diferenças metodológicas de coleta de dados sugerem a existência de dois mercados de trabalho no Brasil, o do setor público e o do privado. O ministro Marinho considera que o primeiro contratou quase 4 milhões ao longo do primeiro governo Lula e o segundo 4,651 milhões, como já se viu. O ministro enumerou queixas quanto ao desempenho do mercado de trabalho do setor privado, sem qualquer avaliação da evolução dos empregos na área pública, durante o mesmo período. Marinho insistiu em que o câmbio desvalorizado prejudicou demais as exportações e com elas os empregos. Não esqueceu dos juros "que se tivessem caído mais" criariam condições favoráveis para as exportações e para a indústria nacional gerarem mais empregos dos que os 4,6 milhões que foram criados.
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Os números do mercado de trabalho em 2006 confirmam em parte a interpretação do ministro. O setor de serviços contratou 521,6 mil trabalhadores, o comércio 336,7 mil, enquanto a indústria em geral assinou a carteira de 250,2 mil empregados. Marinho está convencido que o avanço da construção civil (aumento de 7,35% no número de contratados em 2006), será ainda maior neste ano. A convicção do ministro, obviamente, vem do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa convicção, no entanto, exige cautela.
Os números do mercado de trabalho em 2006 confirmam em parte a interpretação do ministro. O setor de serviços contratou 521,6 mil trabalhadores, o comércio 336,7 mil, enquanto a indústria em geral assinou a carteira de 250,2 mil empregados. Marinho está convencido que o avanço da construção civil (aumento de 7,35% no número de contratados em 2006), será ainda maior neste ano. A convicção do ministro, obviamente, vem do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa convicção, no entanto, exige cautela.
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É fato que o Ministério das Cidades divulgou lista de 349 projetos de companhias estaduais e municipais de saneamento que foram habilitadas pelo Tesouro a receber financiamentos da ordem de R$ 4 bilhões. As possibilidades de uso do FGTS para esse fim aumentaram nos últimos dias, com o arrefecimento da resistência das lideranças sindicais para o uso dos recursos. Por outro lado, o compromisso público do presidente Lula de que as verbas do PAC não seriam contingenciadas injetou certo otimismo na expectativa de que o programa "Saneamento para Todos" saia efetivamente do papel. Também, o anúncio do deputado Gilmar Machado (PT-MG), presidente da Comissão de Orçamento, de que o governo prepara um bloqueio de gastos de R$ 15 bilhões, atingindo emendas de deputados e senadores nas chamadas "obras não prioritárias", aumentou este otimismo.
É fato que o Ministério das Cidades divulgou lista de 349 projetos de companhias estaduais e municipais de saneamento que foram habilitadas pelo Tesouro a receber financiamentos da ordem de R$ 4 bilhões. As possibilidades de uso do FGTS para esse fim aumentaram nos últimos dias, com o arrefecimento da resistência das lideranças sindicais para o uso dos recursos. Por outro lado, o compromisso público do presidente Lula de que as verbas do PAC não seriam contingenciadas injetou certo otimismo na expectativa de que o programa "Saneamento para Todos" saia efetivamente do papel. Também, o anúncio do deputado Gilmar Machado (PT-MG), presidente da Comissão de Orçamento, de que o governo prepara um bloqueio de gastos de R$ 15 bilhões, atingindo emendas de deputados e senadores nas chamadas "obras não prioritárias", aumentou este otimismo.
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Alguns economistas, no entanto, insistem em que a evolução do emprego no País depende mais da reforma trabalhista e previdenciária do que do estímulo do Estado, seja ele qual for. De fato, pequenas mudanças na legislação, como o "banco de horas" ou certas melhorias no ambiente de negócios, como a nova Lei das Falências tiveram inegável poder de acelerar contratações. Como os empregos que não foram criados no primeiro governo Lula, porque as reformas não foram feitas, parecem confirmar.
Alguns economistas, no entanto, insistem em que a evolução do emprego no País depende mais da reforma trabalhista e previdenciária do que do estímulo do Estado, seja ele qual for. De fato, pequenas mudanças na legislação, como o "banco de horas" ou certas melhorias no ambiente de negócios, como a nova Lei das Falências tiveram inegável poder de acelerar contratações. Como os empregos que não foram criados no primeiro governo Lula, porque as reformas não foram feitas, parecem confirmar.
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Números do mercado de trabalho de 2006 confirmam em parte a visão de Marinho de que juros altos e dólar baixo cortam empregos .
Números do mercado de trabalho de 2006 confirmam em parte a visão de Marinho de que juros altos e dólar baixo cortam empregos .