Rosa Costa e Leonencio Nossa, Estadão
BRASÍLIA - O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), se reúne na tarde desta terça-feira com os líderes dos partidos políticos para discutirem propostas de medidas de combate à violência no País, como a redução da maioridade penal. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os presidentes dos onze partidos do conselho de coalizão do governo a examinarem com "cautela" propostas de combate à criminalidade, segundo relato de participantes do encontro.
Em reunião encerrada no começo da tarde, Lula disse que a morte trágica do menino João Hélio, de 6 anos, causou comoção nacional. Porém, segundo o presidente, "as coisas devem ser bem examinadas", recomendando aos parlamentares que não aprovem medidas levando em conta apenas a emoção.
BRASÍLIA - O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), se reúne na tarde desta terça-feira com os líderes dos partidos políticos para discutirem propostas de medidas de combate à violência no País, como a redução da maioridade penal. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os presidentes dos onze partidos do conselho de coalizão do governo a examinarem com "cautela" propostas de combate à criminalidade, segundo relato de participantes do encontro.
Em reunião encerrada no começo da tarde, Lula disse que a morte trágica do menino João Hélio, de 6 anos, causou comoção nacional. Porém, segundo o presidente, "as coisas devem ser bem examinadas", recomendando aos parlamentares que não aprovem medidas levando em conta apenas a emoção.
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Lula, que sempre se posicionou contra a redução da maioridade penal, avaliou, durante a reunião, que a medida não tem eficácia. "Essa é uma questão que deve ser examinada com cautela. Não é o simples fato de reduzir a maioridade penal que vai reduzir a violência. Isso não inibe a violência". O presidente chegou a demonstrar preocupação com a situação de adolescentes de áreas de risco. "Medidas como esta (de reduzir a maioridade penal) desprotegem um pouco o adolescente", disse.
Senado
Uma das propostas que será discutida é a redução da maioridade penal, embora o próprio senador Renan Calheiros entenda que essa medida não teria efeito prático Segundo ele, na situação em que se encontra o País, o crime não é punido como deveria ser. "Hoje, no Brasil, infelizmente, o crime compensa. As pessoas matam porque contam com a enorme possibilidade de não lhes acontecer nada. Na hora em que isso acabar, vamos diminuir a criminalidade."
Lula, que sempre se posicionou contra a redução da maioridade penal, avaliou, durante a reunião, que a medida não tem eficácia. "Essa é uma questão que deve ser examinada com cautela. Não é o simples fato de reduzir a maioridade penal que vai reduzir a violência. Isso não inibe a violência". O presidente chegou a demonstrar preocupação com a situação de adolescentes de áreas de risco. "Medidas como esta (de reduzir a maioridade penal) desprotegem um pouco o adolescente", disse.
Senado
Uma das propostas que será discutida é a redução da maioridade penal, embora o próprio senador Renan Calheiros entenda que essa medida não teria efeito prático Segundo ele, na situação em que se encontra o País, o crime não é punido como deveria ser. "Hoje, no Brasil, infelizmente, o crime compensa. As pessoas matam porque contam com a enorme possibilidade de não lhes acontecer nada. Na hora em que isso acabar, vamos diminuir a criminalidade."
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Ele disse acreditar que o Senado fez a sua parte, ao aprovar, em 2006, um pacote de medidas de segurança pública logo depois da onda de atentados praticados em São Paulo, em maio, e atribuídos à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas previstas nesse pacote até agora não foram votadas pela Câmara dos Deputados.
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Segundo Calheiros, é natural que o Congresso, "caixa de ressonância da sociedade", reaja a cada fato brutal que ocorre no País, como o assassinato do menino João Hélio. O senador disse não saber explicar por que esse tipo de assunto é "enterrado" depois que se reduz a comoção social.
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Ele disse acreditar que o Senado fez a sua parte, ao aprovar, em 2006, um pacote de medidas de segurança pública logo depois da onda de atentados praticados em São Paulo, em maio, e atribuídos à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas previstas nesse pacote até agora não foram votadas pela Câmara dos Deputados.
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Segundo Calheiros, é natural que o Congresso, "caixa de ressonância da sociedade", reaja a cada fato brutal que ocorre no País, como o assassinato do menino João Hélio. O senador disse não saber explicar por que esse tipo de assunto é "enterrado" depois que se reduz a comoção social.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Cautela ? Mais ainda do que sua omissão irresponsável tem sido até aqui, na área da Segurança Pública ? Pelo amor de Deus, não é de cautela que precisamos. Precisamos de ousadia, de coragem, de governo que governe, de gente que cumpra com sua obrigação. Será que tanta morte estúpida já não foi suficiente ? Eta cabra medíocre, santo Deus !!! Esta cautela, gente, tem nome e sobrenome: chama-se omissão e im-pu-ni-da-de.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Cautela ? Mais ainda do que sua omissão irresponsável tem sido até aqui, na área da Segurança Pública ? Pelo amor de Deus, não é de cautela que precisamos. Precisamos de ousadia, de coragem, de governo que governe, de gente que cumpra com sua obrigação. Será que tanta morte estúpida já não foi suficiente ? Eta cabra medíocre, santo Deus !!! Esta cautela, gente, tem nome e sobrenome: chama-se omissão e im-pu-ni-da-de.