quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Para presidente, dá para acomodar todo mundo

Tribuna da Imprensa
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou ontem que é possível acomodar no governo todos os aliados antigos e os cooptados nas últimas semanas. Em conversas no Palácio do Planalto, Lula não explicou como chegou ao resultado da equação, mas prometeu apresentar ainda neste mês a nova equipe ministerial, até mesmo com nomes da corrente insurgente do PMDB e do até então oposicionista PDT. "O presidente quer todos no governo", relatou o chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Tarso Genro.

Depois de assegurar ao presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), espaço para o grupo que fazia oposição a ele no partido, Lula mandou um recado aos pedetistas, sem um líder carismático desde a morte do ex-governador do Rio Leonel Brizola. "O PDT é um partido médio, com 20 deputados na Câmara, que tem porte para participar do primeiro escalão", disse Genro. Anteriormente, a administração federal havia sinalizado entregar um ministério para as legendas do chamado "bloquinho" - PDT, PC do B e PSB.

Além do PDT, o presidente ouvirá nesta semana o PP, do deputado Paulo Maluf (SP), que ocupa o Ministério das Cidades. O chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República ainda confirmou que Lula dará lugar no mandato à corrente oposicionista do PMDB, liderada por Temer. "Até o fim de fevereiro, a discussão sobre a nova equipe estará completa", disse Genro.

O Poder Executivo também estuda uma forma de assegurar posição para líderes petistas sem cargos, como a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, cotada para chefiar o Ministério da Educação. "Todo mundo sabe que ela é um quadro de primeira grandeza e, se estiver no governo, será no primeiro escalão", disse.

Ele, porém, evitou comentar a situação de técnicos que ocupam cargo de ministro, como Fernando Haddad, atualmente, na pasta desejada por Marta. "Não há definição sobre isso", afirmou. "O presidente tem apreço especial por eles", afirmou, referindo-se ainda aos ministros da Previdência Social, Nelson Machado, dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e doa Saúde, Agenor Álvares.

O Executivo considera importante a entrada no governo do setor do PMDB que fazia "uma férrea oposição" e também do PDT, partido que não integra a base aliada, segundo Genro. O chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência reafirmou que o presidente divulgará a nova equipe entre 15 e 20 dias. Ao comentar a possibilidade de Lula escolher um peemedebista como sucessor do ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, Genro, apontado como um possível candidato à vaga, respondeu, sorrindo: "Por mim, não haverá problema."

COMENTANDO A NOTICIA: Haja boca rica para abrigar a tantos canalhas, com tamanha sede poder, e já tradicional ganância. A falta de compromissos para com o país é a marca desta gentalha hipócrita. O preço que o país paga é enorme: além do assalto de 40% do que ganhamos com trabalho honesto (o mesmo deles já não se pode dizer) , vivemos entregues à bandidagem impune, seja no andar de baixo ou no de cima, a miséria se alastrando mais e mais, a juventude indo embora do país por absoluta falta de perspectiva de futuro, e para os aqui ficam, absoluta ausência de tudo. Quanto ao contentamento dos “aliados” com as acomodações em cargos, espero que Lula não se iluda. Haverá sempre um cafajeste cobrando por uma promessa canalha não cumprida por algum cretino.