Estão pressionando o IBGE a segurar o IPCA por 24 horas. Pra quê?
Reinaldo Azevedo
No governo FHC, apurado o IPCA, a informação era divulgada imediatamente. Agora, pede-se um tempinho: ao menos duas horas entre o número fechado pelo IBGE e o anúncio. Pois saibam: pressões pesadas partem do Ministério do Planejamento para que a informação durma por pelo menos 24 horas nos escaninhos da burocracia. Os jornalistas investigativos — o que não é o meu caso — podem escarafunchar lá no instituto. Vão saber que procede o que falo aqui. O IPCA, que é o índice oficial de inflação, é uma informação sempre aguardada ansiosamente pelo mercado. Vale mais do que ouro. Há, inclusive, títulos do governo que são indexados pelo dito-cujo. Eu não sei o que se pretende com isso. Mas sei que não pode ser boa coisa.
COMENTANDO A NOTICIA: Eles segurarem "informações" se tornou corriqueiro no governo Lula. Até na campanha presidencial, os resultados das pesquisas primeiro vertiam para o governo, depois para a imprensa e daí para o povo.
Reinaldo Azevedo
No governo FHC, apurado o IPCA, a informação era divulgada imediatamente. Agora, pede-se um tempinho: ao menos duas horas entre o número fechado pelo IBGE e o anúncio. Pois saibam: pressões pesadas partem do Ministério do Planejamento para que a informação durma por pelo menos 24 horas nos escaninhos da burocracia. Os jornalistas investigativos — o que não é o meu caso — podem escarafunchar lá no instituto. Vão saber que procede o que falo aqui. O IPCA, que é o índice oficial de inflação, é uma informação sempre aguardada ansiosamente pelo mercado. Vale mais do que ouro. Há, inclusive, títulos do governo que são indexados pelo dito-cujo. Eu não sei o que se pretende com isso. Mas sei que não pode ser boa coisa.
COMENTANDO A NOTICIA: Eles segurarem "informações" se tornou corriqueiro no governo Lula. Até na campanha presidencial, os resultados das pesquisas primeiro vertiam para o governo, depois para a imprensa e daí para o povo.
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Mas há uma coisa a caminho que considero ainda mais devastadora (e vergonhosa, no mínimo): a mudança nos critérios de cálculo do PIB. De cara, e sem nenhum esforço adicional do governo, a mudança fará o país crescer mais em 2006, algo pouco superior a 3%. Sabemos que ficou, pelo critério em vigor, abaixo dos tres por cento. Mas até aí, seria uma mudança de metodologia de cálculo, uma pura e simples questão de critérios, de leitura de dados. Mas, em se tratando de mudanças feitas pelo PT, sempre é bom a gente buscar os detalhes da mudança, porque é lá que mora o perigo: veja que, os PIBs de anos anteriores, serão automaticamente convertidos e atualizados pelo nova metodologia, retroativamente, até 1995. Dali para trás, até a década de 80, permanecerá tudo como dantes.
Como perguntar não ofende, lá vai: por que apenas retroagirá até 1995 a atualização pela nova metodologia ? Por que não até 1990 ? Ou até 1985 ?
Apenas para complementar: para 2006, teremos dois PIBs. Faz sentido. Quem sabe se, com a soma dos dois, a gente alcance o nível de crescimento dos demais emergentes...
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Movimentos petistas
O PT no governo faz questão de ignorar seus discursos de oposição. A disponibilidade e a facilidade para gastar os milhões que se arrecada com os assaltos que se praticam diariamente no bolso do contribuinte, faz com que todos se deslumbrem de tal forma que parecem viverem num país bilionário, com abundância de recursos nos serviços básicos. Auamentos de salários monstruosos como o do prefeito do Recife, que já comentamos aqui em boletim anterior do TOQUEDEPRIMA, além do generoso gasto inútil, desnecessário e exibicionista de 1,200 milhão na reforma do seu gabinete.
Temos ainda outros, que tratam de arrumarem suas vidas para aposentadorias, gordas, milionárias e imorais como o Zeca do PT, no Mato Grosso do Sul, que, com apenas 8 anos de trabalha, receberá para o resto da vida 22,0 mil mensais, claro que com reajustes de praxe, e tudo extensivo aos sucessores e herdeiros. Agora, eis o governador sergipano Marcelo Deda e a mulher contrataram o chef do restaurante La Tavola, de Aracaju, para aulas particulares de culinária.
E tudo bancado pelos contribuintes, trouxas que na eleição acreditaram que estes cretinos eram candidatos para trabalharem pelo interesse do povo. Ledo engano. O povo aqui, é o pato que banca e bancará a luxúria e a indecência moral da camarilha.
Mas há uma coisa a caminho que considero ainda mais devastadora (e vergonhosa, no mínimo): a mudança nos critérios de cálculo do PIB. De cara, e sem nenhum esforço adicional do governo, a mudança fará o país crescer mais em 2006, algo pouco superior a 3%. Sabemos que ficou, pelo critério em vigor, abaixo dos tres por cento. Mas até aí, seria uma mudança de metodologia de cálculo, uma pura e simples questão de critérios, de leitura de dados. Mas, em se tratando de mudanças feitas pelo PT, sempre é bom a gente buscar os detalhes da mudança, porque é lá que mora o perigo: veja que, os PIBs de anos anteriores, serão automaticamente convertidos e atualizados pelo nova metodologia, retroativamente, até 1995. Dali para trás, até a década de 80, permanecerá tudo como dantes.
Como perguntar não ofende, lá vai: por que apenas retroagirá até 1995 a atualização pela nova metodologia ? Por que não até 1990 ? Ou até 1985 ?
Apenas para complementar: para 2006, teremos dois PIBs. Faz sentido. Quem sabe se, com a soma dos dois, a gente alcance o nível de crescimento dos demais emergentes...
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Movimentos petistas
O PT no governo faz questão de ignorar seus discursos de oposição. A disponibilidade e a facilidade para gastar os milhões que se arrecada com os assaltos que se praticam diariamente no bolso do contribuinte, faz com que todos se deslumbrem de tal forma que parecem viverem num país bilionário, com abundância de recursos nos serviços básicos. Auamentos de salários monstruosos como o do prefeito do Recife, que já comentamos aqui em boletim anterior do TOQUEDEPRIMA, além do generoso gasto inútil, desnecessário e exibicionista de 1,200 milhão na reforma do seu gabinete.
Temos ainda outros, que tratam de arrumarem suas vidas para aposentadorias, gordas, milionárias e imorais como o Zeca do PT, no Mato Grosso do Sul, que, com apenas 8 anos de trabalha, receberá para o resto da vida 22,0 mil mensais, claro que com reajustes de praxe, e tudo extensivo aos sucessores e herdeiros. Agora, eis o governador sergipano Marcelo Deda e a mulher contrataram o chef do restaurante La Tavola, de Aracaju, para aulas particulares de culinária.
E tudo bancado pelos contribuintes, trouxas que na eleição acreditaram que estes cretinos eram candidatos para trabalharem pelo interesse do povo. Ledo engano. O povo aqui, é o pato que banca e bancará a luxúria e a indecência moral da camarilha.
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Chapéu alheio
Lula parece fazer escola junto aos seus companheiros. A velha máxima de não assumir seus próprios erros, e quando pilhado em desgraça, chutar o balde e empurrar a culpa para os outros tem sido o recurso cretino dos imorais.
Desta vez, o rancoroso presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, culpou o antecessor Aldo Rebelo pela aposentadoria por invalidez do ex-deputado José Janene (PR). Mas a decisão, recomendada pelos médicos, foi de toda a mesa.
Sendo é de se concluir com o pensamento do Cláudio Humberto: Na briga pelo poder no governo, o PT tem lobo com pele de cordeiro, cordeiro com pele de lobo e lobo e cordeiro com pele de Marta Suplicy.
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Escafedeu. Cláudio Humberto pergunta...
O senador Agripino Maia (PD-RN) perguntou ontem por que o ministro Thomaz Bastos (Justiça) silencia sobre o cruel assassinato de João Hélio.
COMENTANDO A NOTÍCIA responde...
Pela simples razão de que Márcio Bastos, como bom criminalista que sempre foi antes e depois como Ministro, continuará ignorando as vítimas. Sua ação é pró bandidos, no governo ou fora dele...
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Futuro de miséria para servidores
Jorge Serrão, Alerta Total
O governo deve enviar nos próximos dias ao Congresso o projeto de lei que criará um fundo de pensão único para os funcionários dos Três Poderes.
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No futuro próximo, quem desejar se aposentar acima do teto de R$ 2,8 mil, garantido por uma alíquota de 11% de contribuição atual, deverá contribuir com 7,5% adicionais.
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Entidades representativas dos funcionários do Judiciário e do Legislativo queriam que cada poder tivesse autorização para criar sua própria previdência complementar.
Entidades representativas dos funcionários do Judiciário e do Legislativo queriam que cada poder tivesse autorização para criar sua própria previdência complementar.
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Os servidores que entrarem nessa fria terão o mesmo destino de funcionários das companhias aéreas falidas, cujos fundos de pensão (caso do Aerus e do Aeros) foram vítimas de quebradeira e má gestão, com a leniência da Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda.
Os servidores que entrarem nessa fria terão o mesmo destino de funcionários das companhias aéreas falidas, cujos fundos de pensão (caso do Aerus e do Aeros) foram vítimas de quebradeira e má gestão, com a leniência da Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda.
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Aquele mesmo ministério que é craque em sacanear as prefeituras, mas é incompetente na gestão do dinheiro público e no respeito ao Estado de Direito.
COMENTANDO A NOTICIA; Mas não é bem assim. Na verdade, numa transcrição de hoje, há uma reportagem da Agência Estado, podemos ver uma coisa muito interessante: acontece que pela reforma anterior, o servidor público está condicionado a um teto na aposentadoria. Pois bem, os servidores consideram o teto ridículo. Então, um gênio destes do tipo espertalhão em assaltar os cofres públicos para causas pessoais, resolveu que precisavam criar uma aposentadoria complementar para melhorar o ganho final. Até tudo bem, não fosse o detalhe de que eles contribuíram com um adicional, o que é justo, e o governo contribuirá com outro tanto. E aí está configurada a maior sacanagem para cima do contribuinte. Ou seja, enquanto na iniciativa privada, mesmo que você queira, não consegue elevar o valor final da aposentadoria que irá receber do INSS. Aí, você vai e passa a contribuir para uma aposentadoria complementar. Mas contribuirá isoladamente, sem um complemento de seu empregador.
Aquele mesmo ministério que é craque em sacanear as prefeituras, mas é incompetente na gestão do dinheiro público e no respeito ao Estado de Direito.
COMENTANDO A NOTICIA; Mas não é bem assim. Na verdade, numa transcrição de hoje, há uma reportagem da Agência Estado, podemos ver uma coisa muito interessante: acontece que pela reforma anterior, o servidor público está condicionado a um teto na aposentadoria. Pois bem, os servidores consideram o teto ridículo. Então, um gênio destes do tipo espertalhão em assaltar os cofres públicos para causas pessoais, resolveu que precisavam criar uma aposentadoria complementar para melhorar o ganho final. Até tudo bem, não fosse o detalhe de que eles contribuíram com um adicional, o que é justo, e o governo contribuirá com outro tanto. E aí está configurada a maior sacanagem para cima do contribuinte. Ou seja, enquanto na iniciativa privada, mesmo que você queira, não consegue elevar o valor final da aposentadoria que irá receber do INSS. Aí, você vai e passa a contribuir para uma aposentadoria complementar. Mas contribuirá isoladamente, sem um complemento de seu empregador.
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Mas o servidor público não: nós teremos que contribuir para que ele ganhe mais. Por quê ? Ou seja, o gênio criativo do governo achou uma nova modalidade de aumentar sua arrecadação. Às nossas custas. Como sempre. A pergunta que fica: qual a garantia de que o governo pagará de fato os aposentados por aquilo que eles contribuíram ? E a sacanagem que querem aplicar não faz sentido. Se os servidores públicos querem engordar suas aposentadorias, que o façam às suas próprias custas. Nenhuma razão justifica empurrarem parte da conta para o povo pagar.
Mas o servidor público não: nós teremos que contribuir para que ele ganhe mais. Por quê ? Ou seja, o gênio criativo do governo achou uma nova modalidade de aumentar sua arrecadação. Às nossas custas. Como sempre. A pergunta que fica: qual a garantia de que o governo pagará de fato os aposentados por aquilo que eles contribuíram ? E a sacanagem que querem aplicar não faz sentido. Se os servidores públicos querem engordar suas aposentadorias, que o façam às suas próprias custas. Nenhuma razão justifica empurrarem parte da conta para o povo pagar.