terça-feira, março 06, 2007

Acionistas do PT

COMENTANDO A NOTICIA:

No post anterior, publicamos a crítica feita pelo ministro Gilmar Mendes do STF feita ao Ministério Público. Claro que o corporativismo escandaloso existente nas ditas “esferas públicas” fez com que muitos passassem a defender as ações protagonizadas pelo MPF, como atos de interesse e em defesa da sociedade. Será ? Será que, por detrás deste manto sagrado, não existem outras razões que estejam teleguiando os passos e os atos de muitos promotores em favor de apenas um ente desta sociedade, em detrimento de outros ?

Pois, então, a seguir o comentário de Reinaldo Azevedo dando seguimento aquilo que ele definiu como “...desconfiança de que alguns membros do Ministério Público atuavam em favor de um partido político: o PT.” No blog do Reinaldo ele transcreve parte de artigo publicado na Revista Consultor Jurídico, para dar embasamento à sua crítica. Mas a transcrição é uma parte apenas, por isso resolvemos que ela merecia ser lida na íntegra para que fique claro o quanto a desconfiança de Reinaldo Azevedo se fundamenta. Tanto que resolvemos chamar este artigo de “Acionistas do PT” pela dimensão que o histórico demonstra.

E para ilustrar ainda mais a afirmação, segue comentário no Blog do Cláudio Humberto de mais uma “ação” do Ministério Público, investindo desta vez contra a imprensa, agora contra o Mainardi, da Revista Veja, da mesma como quis influenciar na semana passada, conforme noticiamos e comentamos aqui, o final do folhetim da Rede Globo, “Páginas da Vida”, do Manoel Carlos.

Diogo Mainardi processado por 'preconceito'
Cláudio Humberto

Ministério Público Federal em Sergipe agora tenta enquadrar jornalistas e orientar suas opiniões: está processando Diogo Mainardi (foto), colunista de Veja, por "manifestações preconceituosas e discriminatórias" contra os nordestinos, "especialmente os sergipanos". Mainardi, relata o MPF, escreveu na edição de 19 de janeiro de 2005, referindo-se ao então presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra: "Dutra não tem passado empresarial. Fez carreira como sindicalista da CUT e senador do PT pelo estado de Sergipe. Não sei o que é pior (...)". Procuradores do MPF também ameaçam processar Manoel Carlos, autor da telenovela "Páginas da Vida", porque tentou impor, sem sucesso, alterações no script. O Ministério Público monitora Mainardi. Acusa-o de, no programa "Manhattan Connection", do canal GNT, em 9 de março de 2005, falar assim sobre o presidente Lula: (...) "Quer dizer, uma semana ele concede a exploração de madeira, na semana seguinte ele cria uma reserva florestal grande como Alagoas, Sergipe, sei lá eu... por essas bandas de onde eles vêm. Isso é oportunismo...". Mainardi paga um preço elevado por suas denúncias de corrupção contra o governo Lula e por suas críticas ao PT e aos petistas.

A seguir, o comentário do Reinaldo Azevedo. No post seguinte a íntegra do artigo do Consultor Jurídico.


Números provam que promotores usam lei de improbidade para perseguir adversários do PT: 92 (!) tucanos contra 4 (!) petistas
Reinaldo Azevedo

Eu lhes garanto que estou empenhado — estudando o caso — para que algumas investigações do Ministério Público envolvendo notórias reputações não caiam no vazio caso o Supremo decida mesmo que agentes políticos não podem ser alcançados pela Lei de Improbidade Administrativa. Só algumas. A maioria não passa de delírio e desperdício de dinheiro público. É evidente que, às vezes, os procuradores atiraram (e acertaram) no que viram. Mas a minha desconfiança veiculada aqui há dias, como sabem, era a de que alguns membros do Ministério Público atuavam em favor de um partido político: o PT.Eu não tinha feito o levantamento. Mas o site Consultor Jurídico fez. E eu estava certo. O MP, aparelhado pelo partido de Lula, transformou-se num instrumento de luta política. E agora são os números que provam. Entre 1994 e 2007, o MP ajuizou 180 ações de improbidade contra autoridades do governo federal: 95% tiveram como alvo integrantes do primeiro ou segundo escalões do governo FHC. O tucano governou 61,53% do período, mas seus subordinados são acusados em 95% dos casos. Os outros 5% se distribuem entre o último ano do governo Itamar Franco (7,7% do tempo) e os quatro anos do governo Lula (30,76% desse tempo).

Dito dessa maneira, ainda não se tem noção do que aconteceu. Tucanos, com essa marca partidária e pertencentes àqueles escalões, foram alvos do Ministério Público nada menos de 92 vezes. Já entre os petistas, foram apenas quatro os incomodados por esse tipo de ação: Luiz Gushiken, José Dirceu, Rogério Buratti e Waldomiro Diniz. O escândalo é tal, que, mesmo no governo Lula, os tucanos foram acionados nada menos de 25 vezes!!!Convenham: a realidade mostrou que não há uma miserável razão para acharmos que os petistas são mais, como vou dizer?, moralistas do que os tucanos. É o exato contrário, acho eu. O levantamento deve deixar constrangidos até mesmo os petistas. O procurador-geral da República reagiu dia desses à acusação do ministro Gilmar Mendes (STF) de que o MP estava servindo de instrumento de manipulação e perseguição políticas. Esses números são um vexame. A própria lei de improbidade prevê pena a denunciação caluniosa. Não se sabe de um único procurador que tenha sofrido, até agora, alguma sanção.