O PAC encalacrado
De O Globo:
"Além da obstrução conduzida pela oposição devido à não-instalação da CPI do Apagão Aéreo, o governo começa a semana com outro problema: nenhuma das nove medidas provisórias que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi votada e, a partir de agora, por causa dos prazos constitucionais, passam a trancar a pauta da Câmara. Isso significa que nenhuma outra proposta pode ser votada em plenário até que as MPs sejam apreciadas.
O PAC, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forma de destravar a economia, completa na próxima quinta-feira dois meses de lançamento. O programa, que prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010, encontra-se parado no Congresso. Até agora, nenhum relator das MPs e dos projetos de lei apresentou parecer sobre as propostas. Eles foram escolhidos no dia 22 de fevereiro. Os relatores examinam mais de 700 emendas às MPs.
A demora, admite o governo, inibe investimentos nos projetos, pois as empresas aguardam que as regras anunciadas em MPs sejam confirmadas ou não pelo Legislativo. O atraso já afeta o cronograma. Inicialmente, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, havia previsto que o PAC demoraria seis meses para sair do papel. Semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que, se as propostas não forem aprovadas rapidamente, o impacto na economia será residual este ano."
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"Seqüenciamento", o novo nome do atraso
O vôo 3703 da TAM deveria ter decolado, hoje, de Brasília às 11h15 com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os passageiros foram embarcados com pouco atraso.
Trinta minutos depois, souberam pelo comandante do avião que havia "um sequenciamento" de 10 minutos entre cada decolagem. E que cinco aviões estavam na frente do deles.
Esperariam, portanto, mais uma hora.
Há pouco, o "sequenciamento" passou de 10 para 30 minutos.
Os passageiros aguardarão a bordo mais duas horas.
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Financiamento habitacional cresce 85,8% em fevereiro
Gustavo Freire, Estadão online
BRASÍLIA - As contratações de novas operações de crédito imobiliário atingiram a marca dos R$ 888,89 milhões em fevereiro. O número, de acordo com informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), é 85,8% maior que os R$ 478,37 milhões de igual mês do ano passado. Em relação a janeiro último, a expansão dos financiamentos para a compra de imóveis foi de 26,2%.
No primeiro bimestre do ano, os financiamentos habitacionais aumentaram 67% e saltaram dos R$ 953,89 milhões do ano passado para R$ 1,593 bilhão. As novas contratações feitas em 12 meses até fevereiro, de acordo com os dados da Abecip, atingiram a marca dos R$ 9,979 bilhões. O valor recorde corresponde a mais de 120 mil unidades habitacionais financiadas com recursos da caderneta de poupança.
De O Globo:
"Além da obstrução conduzida pela oposição devido à não-instalação da CPI do Apagão Aéreo, o governo começa a semana com outro problema: nenhuma das nove medidas provisórias que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi votada e, a partir de agora, por causa dos prazos constitucionais, passam a trancar a pauta da Câmara. Isso significa que nenhuma outra proposta pode ser votada em plenário até que as MPs sejam apreciadas.
O PAC, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como forma de destravar a economia, completa na próxima quinta-feira dois meses de lançamento. O programa, que prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010, encontra-se parado no Congresso. Até agora, nenhum relator das MPs e dos projetos de lei apresentou parecer sobre as propostas. Eles foram escolhidos no dia 22 de fevereiro. Os relatores examinam mais de 700 emendas às MPs.
A demora, admite o governo, inibe investimentos nos projetos, pois as empresas aguardam que as regras anunciadas em MPs sejam confirmadas ou não pelo Legislativo. O atraso já afeta o cronograma. Inicialmente, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, havia previsto que o PAC demoraria seis meses para sair do papel. Semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que, se as propostas não forem aprovadas rapidamente, o impacto na economia será residual este ano."
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"Seqüenciamento", o novo nome do atraso
O vôo 3703 da TAM deveria ter decolado, hoje, de Brasília às 11h15 com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os passageiros foram embarcados com pouco atraso.
Trinta minutos depois, souberam pelo comandante do avião que havia "um sequenciamento" de 10 minutos entre cada decolagem. E que cinco aviões estavam na frente do deles.
Esperariam, portanto, mais uma hora.
Há pouco, o "sequenciamento" passou de 10 para 30 minutos.
Os passageiros aguardarão a bordo mais duas horas.
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Financiamento habitacional cresce 85,8% em fevereiro
Gustavo Freire, Estadão online
BRASÍLIA - As contratações de novas operações de crédito imobiliário atingiram a marca dos R$ 888,89 milhões em fevereiro. O número, de acordo com informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), é 85,8% maior que os R$ 478,37 milhões de igual mês do ano passado. Em relação a janeiro último, a expansão dos financiamentos para a compra de imóveis foi de 26,2%.
No primeiro bimestre do ano, os financiamentos habitacionais aumentaram 67% e saltaram dos R$ 953,89 milhões do ano passado para R$ 1,593 bilhão. As novas contratações feitas em 12 meses até fevereiro, de acordo com os dados da Abecip, atingiram a marca dos R$ 9,979 bilhões. O valor recorde corresponde a mais de 120 mil unidades habitacionais financiadas com recursos da caderneta de poupança.
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Santidade precoce
BBC Brasil
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Santidade precoce
BBC Brasil
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Matéria do jornal espanhol El País diz que o túmulo de Gabrielli Eichholz, a menina de um ano e sete meses que foi violentada, morta e deixada na pia batismal de uma igreja em Joinville, virou "um lugar de culto".
Matéria do jornal espanhol El País diz que o túmulo de Gabrielli Eichholz, a menina de um ano e sete meses que foi violentada, morta e deixada na pia batismal de uma igreja em Joinville, virou "um lugar de culto".
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"Centenas de ramos de flores se apinham sobre o túmulo da menina. As pessoas deixam oferendas de todo tipo, inclusive uma boneca de plástico com a qual Gabrielli brincava", relata o texto.
"Centenas de ramos de flores se apinham sobre o túmulo da menina. As pessoas deixam oferendas de todo tipo, inclusive uma boneca de plástico com a qual Gabrielli brincava", relata o texto.
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O assassinato da menina, disse o jornal, "se somou à longa lista de episódios macabros que praticamente todos os dias emocionam o Brasil".
O assassinato da menina, disse o jornal, "se somou à longa lista de episódios macabros que praticamente todos os dias emocionam o Brasil".
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O El País nota que a peregrinação ao túmulo de Gabrielli levanta uma questão religiosa, já que a família dela é adventista. Protestantes não acreditam e santos e, por isso, não canonizam as pessoas, diz o repórter.
O El País nota que a peregrinação ao túmulo de Gabrielli levanta uma questão religiosa, já que a família dela é adventista. Protestantes não acreditam e santos e, por isso, não canonizam as pessoas, diz o repórter.
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"Mas muitos dos que rezam sobre o caixão da menina são católicos e poderiam considerar a pequena como uma santa."
"Mas muitos dos que rezam sobre o caixão da menina são católicos e poderiam considerar a pequena como uma santa."
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Para eles não há lei
Alan Gripp e Carolina Brígido, O Globo:
"Um retrospecto da principal corte do país é um alívio para as dezenas de parlamentares que devem explicações à Justiça. No Supremo Tribunal Federal (STF), eles permanecem invictos — jamais houve uma condenação. Geralmente discretos ao falarem de assuntos que envolvam representantes de outros poderes, os ministros do Supremo começam a externar cada vez mais essa preocupação. Para eles, a impunidade de autoridades tem sido alimentada pelo foro privilegiado, direito dado a deputados e senadores de serem julgados na corte mais alta do país, já abarrotada de ações de toda a natureza. Esse cenário, dizem, dificilmente permitirá a condenação de algum político.
— Há obstáculos intransponíveis. E o principal é o foro privilegiado — diz o ministro Joaquim Barbosa, que faz uma revelação desanimadora: — Estou há quatro anos no Supremo Tribunal Federal e não vi chegar ao fim nenhuma ação penal (contra parlamentares).
Um levantamento feito pelo próprio Supremo revelou que, nos últimos dez anos, o tribunal concluiu apenas 20 ações criminais envolvendo políticos. Entre os processos que chegaram ao desfecho, 13 já estavam prescritos. Nos outros sete, os acusados foram absolvidos."
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Região da BR-163 é o próximo alvo do Incra
Da Agência Brasil
O próximo alvo da força-tarefa de regularização fundiária no Pará é na região da Rodovia Cuiabá-Santarém (BR -163). A informação é do diretor de Ordenamentoda Estrutura Fundiária do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marcos Kowarick.
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Para eles não há lei
Alan Gripp e Carolina Brígido, O Globo:
"Um retrospecto da principal corte do país é um alívio para as dezenas de parlamentares que devem explicações à Justiça. No Supremo Tribunal Federal (STF), eles permanecem invictos — jamais houve uma condenação. Geralmente discretos ao falarem de assuntos que envolvam representantes de outros poderes, os ministros do Supremo começam a externar cada vez mais essa preocupação. Para eles, a impunidade de autoridades tem sido alimentada pelo foro privilegiado, direito dado a deputados e senadores de serem julgados na corte mais alta do país, já abarrotada de ações de toda a natureza. Esse cenário, dizem, dificilmente permitirá a condenação de algum político.
— Há obstáculos intransponíveis. E o principal é o foro privilegiado — diz o ministro Joaquim Barbosa, que faz uma revelação desanimadora: — Estou há quatro anos no Supremo Tribunal Federal e não vi chegar ao fim nenhuma ação penal (contra parlamentares).
Um levantamento feito pelo próprio Supremo revelou que, nos últimos dez anos, o tribunal concluiu apenas 20 ações criminais envolvendo políticos. Entre os processos que chegaram ao desfecho, 13 já estavam prescritos. Nos outros sete, os acusados foram absolvidos."
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Região da BR-163 é o próximo alvo do Incra
Da Agência Brasil
O próximo alvo da força-tarefa de regularização fundiária no Pará é na região da Rodovia Cuiabá-Santarém (BR -163). A informação é do diretor de Ordenamentoda Estrutura Fundiária do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marcos Kowarick.
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"Nós vamos entrar forte na BR-163 agora”, disse, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia. “Lá na região de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos, no Mato Grosso, nós já entramos. Tivemos vários enfrentamentos com grileiros armados. Em em Castelo dos Sonhos tinha área de 100 mil hectares grilada, que nós retomamos."
"Nós vamos entrar forte na BR-163 agora”, disse, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia. “Lá na região de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos, no Mato Grosso, nós já entramos. Tivemos vários enfrentamentos com grileiros armados. Em em Castelo dos Sonhos tinha área de 100 mil hectares grilada, que nós retomamos."
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O Incra e o Exército Brasileiro iniciaram em agosto o trabalho conjunto de regularização fundiária dos imóveis rurais localizados nas terras públicas da União que existem no estado. Desde o ano passado, cerca de 3 milhões de hectares de terras paraenses estão sendo georreferenciadas pelas duas instituições federais. A tarefa consiste em ir a campo e identificar o tamanho da área, quem a está ocupando e de que forma, para ver que posseiros podem permanecer e quais serão retirados. Os dados são cruzados com a localização exata, mapeada por satélite.
O Incra e o Exército Brasileiro iniciaram em agosto o trabalho conjunto de regularização fundiária dos imóveis rurais localizados nas terras públicas da União que existem no estado. Desde o ano passado, cerca de 3 milhões de hectares de terras paraenses estão sendo georreferenciadas pelas duas instituições federais. A tarefa consiste em ir a campo e identificar o tamanho da área, quem a está ocupando e de que forma, para ver que posseiros podem permanecer e quais serão retirados. Os dados são cruzados com a localização exata, mapeada por satélite.
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Segundo o diretor do Incra, foram levantados 9.786 lotes para regularização fundiária no estado, e existem cerca de 15 mil processos de titulação em andamento.
Segundo o diretor do Incra, foram levantados 9.786 lotes para regularização fundiária no estado, e existem cerca de 15 mil processos de titulação em andamento.
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No Pará, a expectativa é de que o trabalho de regularização fundiária termine ainda no primeiro semestre deste ano. A intenção, de acordo com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, é ampliar o trabalho para todo o país. De acordo com Hackbart, há muito trabalho a fazer no sertão nordestino.
No Pará, a expectativa é de que o trabalho de regularização fundiária termine ainda no primeiro semestre deste ano. A intenção, de acordo com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, é ampliar o trabalho para todo o país. De acordo com Hackbart, há muito trabalho a fazer no sertão nordestino.