Deputados dão a si mesmos até 68% de aumento, manipulando gastos sem comprovação
Por Jorge Serrão, Alerta Total
Por Jorge Serrão, Alerta Total
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A classe política deu ontem mais uma prova objetiva de que está totalmente desqualificada para o trato da coisa pública no Brasil, pois usa o poder em benefício do próprio bolso. Em mais um golpe institucional, os parlamentares dão a si mesmos um aumento de até 68% em seus ganhos mensais legais. Tudo graças a um projeto de um deputado do PT. O aumento beneficia Lula e seus ministros. O peso dos reajustes nas contas públicas será de R$ 765 milhões anuais.
A classe política deu ontem mais uma prova objetiva de que está totalmente desqualificada para o trato da coisa pública no Brasil, pois usa o poder em benefício do próprio bolso. Em mais um golpe institucional, os parlamentares dão a si mesmos um aumento de até 68% em seus ganhos mensais legais. Tudo graças a um projeto de um deputado do PT. O aumento beneficia Lula e seus ministros. O peso dos reajustes nas contas públicas será de R$ 765 milhões anuais.
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Os gênios legislativos inventaram um salário indireto que varia de R$ 2.416,81 a R$ 5.416,81. O truque consiste em não ter de prestar contas destes valores para despesas pessoais e de locomoção. A variação é maior ou menor para quem recebe ou não auxílio moradia (outra mordomia dos políticos da Ilha da Fantasia). Caso o Congresso aprove o reajuste, o governo deverá propor aumento para os funcionários que ocupam cargos em comissão, direção e assessoramento.Oficialmente, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um reajuste de 26,49% para os subsídios dos deputados e senadores, que poderão receber até R$ 21.667,23 mensais (graças ao truque o subsídio sem comprovação de nota fiscal). Isto significa 68% de aumento. Se não houver nova pressão popular – como aquela que barrou o aumento de 91% no final do ano passado -, Suas Excelências vão se dar bem – como sempre acontece – a custa do dinheiro público.
Os gênios legislativos inventaram um salário indireto que varia de R$ 2.416,81 a R$ 5.416,81. O truque consiste em não ter de prestar contas destes valores para despesas pessoais e de locomoção. A variação é maior ou menor para quem recebe ou não auxílio moradia (outra mordomia dos políticos da Ilha da Fantasia). Caso o Congresso aprove o reajuste, o governo deverá propor aumento para os funcionários que ocupam cargos em comissão, direção e assessoramento.Oficialmente, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um reajuste de 26,49% para os subsídios dos deputados e senadores, que poderão receber até R$ 21.667,23 mensais (graças ao truque o subsídio sem comprovação de nota fiscal). Isto significa 68% de aumento. Se não houver nova pressão popular – como aquela que barrou o aumento de 91% no final do ano passado -, Suas Excelências vão se dar bem – como sempre acontece – a custa do dinheiro público.
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Com o reajuste de 26,49%, o salário dos parlamentares passa de R$ 12.847,20 para R$ 16.250,42. A proposta é que o aumento seja concedido a partir de março. A grana já estaria no contracheque parlamentar no início de abril. Além de elevar o próprio salário, os deputados da comissão aprovaram aumento de 26,49% para o presidente da República e ministros de Estado. O contracheque de Lula passaria de R$ 8,885 para R$ 11.239. Já o salário dos ministros (que Lula reclamou ser muito baixo esta semana) pulará de R$ 8.362 para R$ 10.578.O “dando que si mesmo recebe” dos congressistas precisa agora ser aprovado no plenário da Câmara, e depois no Senado. Só não foi aprovado ontem porque alguns parlamentares se opuseram. O constrangido presidente da Câmara, o petista Arlindo Chinaglia, fingiu “ter sido pego de surpresa” e não pôs a proposta em votação. O deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), autor do projeto de reajuste, defendeu que a correção equivale à inflação acumulada de janeiro de 2003, quando os salários foram reajustados pela última vez, a fevereiro de 2007.
Com o reajuste de 26,49%, o salário dos parlamentares passa de R$ 12.847,20 para R$ 16.250,42. A proposta é que o aumento seja concedido a partir de março. A grana já estaria no contracheque parlamentar no início de abril. Além de elevar o próprio salário, os deputados da comissão aprovaram aumento de 26,49% para o presidente da República e ministros de Estado. O contracheque de Lula passaria de R$ 8,885 para R$ 11.239. Já o salário dos ministros (que Lula reclamou ser muito baixo esta semana) pulará de R$ 8.362 para R$ 10.578.O “dando que si mesmo recebe” dos congressistas precisa agora ser aprovado no plenário da Câmara, e depois no Senado. Só não foi aprovado ontem porque alguns parlamentares se opuseram. O constrangido presidente da Câmara, o petista Arlindo Chinaglia, fingiu “ter sido pego de surpresa” e não pôs a proposta em votação. O deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), autor do projeto de reajuste, defendeu que a correção equivale à inflação acumulada de janeiro de 2003, quando os salários foram reajustados pela última vez, a fevereiro de 2007.
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A manobra mais indecente do reajuste foi permitir aos congressistas gastar com mais liberdade as verbas a que têm direito para bancar suas atividades políticas. Atualmente, cada parlamentar tem a cota de R$ 15.000 para despesas em seu Estado e contratação de pareceres. O projeto de Virgílio libera da comprovação de gastos de R$ 2.416,81 até R$ 5.416,81, dependendo se o parlamentar recebe ou não auxílio-moradia.
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A manobra mais indecente do reajuste foi permitir aos congressistas gastar com mais liberdade as verbas a que têm direito para bancar suas atividades políticas. Atualmente, cada parlamentar tem a cota de R$ 15.000 para despesas em seu Estado e contratação de pareceres. O projeto de Virgílio libera da comprovação de gastos de R$ 2.416,81 até R$ 5.416,81, dependendo se o parlamentar recebe ou não auxílio-moradia.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Observem e atentem para este trecho da notícia:”(...) O deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), autor do projeto de reajuste, defendeu que a correção equivale à inflação acumulada de janeiro de 2003, quando os salários foram reajustados pela última vez, a fevereiro de 2007(...)”.
Pois bem, apostando na memória curta dos brasileiros, este cretino justificou mais este assalto indecoroso aos nossos bolsos com inflação acumulada de 2003 a 2007. Alegou que ´ultimo aumento concedido está no distante janeiro de 2003. Será ? Então, felizmente, nem todos são desmemoriados assim como o deputado apostou. Aqueles que defendem o aumento da verba de gabinete, usada para contratar assessores, querem um reajuste de 26,49%, o equivalente à inflação dos últimos quatro anos. A verba passaria de R$ 50.000,00 para R$ 63.245,00.
Esquecem-se, portanto, do ato da Mesa nº 56 de 16 de março de 2005. Naquela época, gestão Severino Cavalcanti, a verba de gabinete foi reajustada em 25%, para os atuais R$ 50.000,00.
Se os deputados quiserem, portanto, podem pedir alguns centavos de reajuste. Abaixo, o ato da Mesa assinado pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP).
A MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso de suas atribuições,
RESOLVE:
Art. 1º Fica acrescido em 25% (vinte e cinco por cento) o valor da verba destinada aos Gabinetes Parlamentares.
Art. 2º Fica mantida a tabela de níveis e vencimentos do Secretariado Parlamentar fixada na legislação vigente.
Art. 3º As despesas decorrentes deste Ato correrão à conta do orçamento da Câmara dos Deputados.
Art. 4º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, em 16 de março de 2005.
E então, senhor Virgílio, será que o ato n° 56, de 16 de março de 2005, será possível considerar nesta sua assanhada tentativa de meter a mão no dinheiro que não é seu, de forma assim tão abusiva e imoral ? Tome vergonha, seu moço, tome decência, seu malandro porco!
Pois bem, apostando na memória curta dos brasileiros, este cretino justificou mais este assalto indecoroso aos nossos bolsos com inflação acumulada de 2003 a 2007. Alegou que ´ultimo aumento concedido está no distante janeiro de 2003. Será ? Então, felizmente, nem todos são desmemoriados assim como o deputado apostou. Aqueles que defendem o aumento da verba de gabinete, usada para contratar assessores, querem um reajuste de 26,49%, o equivalente à inflação dos últimos quatro anos. A verba passaria de R$ 50.000,00 para R$ 63.245,00.
Esquecem-se, portanto, do ato da Mesa nº 56 de 16 de março de 2005. Naquela época, gestão Severino Cavalcanti, a verba de gabinete foi reajustada em 25%, para os atuais R$ 50.000,00.
Se os deputados quiserem, portanto, podem pedir alguns centavos de reajuste. Abaixo, o ato da Mesa assinado pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP).
A MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso de suas atribuições,
RESOLVE:
Art. 1º Fica acrescido em 25% (vinte e cinco por cento) o valor da verba destinada aos Gabinetes Parlamentares.
Art. 2º Fica mantida a tabela de níveis e vencimentos do Secretariado Parlamentar fixada na legislação vigente.
Art. 3º As despesas decorrentes deste Ato correrão à conta do orçamento da Câmara dos Deputados.
Art. 4º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação.
Sala de Reuniões, em 16 de março de 2005.
E então, senhor Virgílio, será que o ato n° 56, de 16 de março de 2005, será possível considerar nesta sua assanhada tentativa de meter a mão no dinheiro que não é seu, de forma assim tão abusiva e imoral ? Tome vergonha, seu moço, tome decência, seu malandro porco!