Globalitarismo: tradicional empresa dos EUA se une a do vice Alencar, e Coca-Cola abocanha o Matte Leão
Por Jorge Serrão, Alerta Total
“A economia global não é coisa contra a qual se deva lutar". A frase é de uma norte-americana. Crandall Close Bowles é presidente de uma tradicional empresa quebrada pela competição predatória com a China no setor têxtil. A antes poderosa Springs, fundada em 1887, maior fabricante de lençóis e toalhas do mundo, foi obrigada a se unir à brasileira Coteminas (que pertence ao vice-presidente da República José Alencar). A fusão criou a Springs Global. Parte do parque industrial da Springs, em Lancaster (EUA), é transferido para o Brasil, onde salários baixos melhoram as condições de enfrentar a concorrência chinesa.
Na mão inversa, uma tradicional empresa brasileira, fundada em 1901, em Curitiba, foi obrigada a capitular diante mais famosa marca de refrigerantes do mundo. A norte-americana Coca-Cola comprou a Leão Junior SA, empresa com mais de 60 produtos no portifólio, sendo o carro-chefe o Matte Leão. Além da marca, a Coca abocanhou as três unidades de produção localizadas em Curitiba e Fernandes Pinheiro, no Paraná, e no Rio de Janeiro. No dia 7 de março, a Coca-Cola Brasil apresentou o contrato de compra e venda ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mas só ontem ocorreu a concretização do negócio com os antigos controladores.
O valor da transação não foi informado. O chamado "Sistema Coca-Cola Brasil" engloba 17 grupos fabricantes brasileiros, empregando diretamente mais de 31 mil funcionários. Todos os fabricantes também deverão participar da Leão Junior. A Coca Cola não divulga o faturamento no País. Só informa que as compras de produtos e serviços no Brasil somaram R$ 3,5 bilhões e recolheu R$ 2,6 bilhões em impostos no Brasil. Neste negócio, ao contrário da Springs norte-americana, a empresa curitibana não vinha mal das pernas. Em 2006, o faturamento da Leão Júnior cresceu 18,2% em comparação com o ano anterior, chegando a R$ 158,9 milhões, e seu volume de vendas subiu cerca de 29% no período.
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Por Jorge Serrão, Alerta Total
“A economia global não é coisa contra a qual se deva lutar". A frase é de uma norte-americana. Crandall Close Bowles é presidente de uma tradicional empresa quebrada pela competição predatória com a China no setor têxtil. A antes poderosa Springs, fundada em 1887, maior fabricante de lençóis e toalhas do mundo, foi obrigada a se unir à brasileira Coteminas (que pertence ao vice-presidente da República José Alencar). A fusão criou a Springs Global. Parte do parque industrial da Springs, em Lancaster (EUA), é transferido para o Brasil, onde salários baixos melhoram as condições de enfrentar a concorrência chinesa.
Na mão inversa, uma tradicional empresa brasileira, fundada em 1901, em Curitiba, foi obrigada a capitular diante mais famosa marca de refrigerantes do mundo. A norte-americana Coca-Cola comprou a Leão Junior SA, empresa com mais de 60 produtos no portifólio, sendo o carro-chefe o Matte Leão. Além da marca, a Coca abocanhou as três unidades de produção localizadas em Curitiba e Fernandes Pinheiro, no Paraná, e no Rio de Janeiro. No dia 7 de março, a Coca-Cola Brasil apresentou o contrato de compra e venda ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mas só ontem ocorreu a concretização do negócio com os antigos controladores.
O valor da transação não foi informado. O chamado "Sistema Coca-Cola Brasil" engloba 17 grupos fabricantes brasileiros, empregando diretamente mais de 31 mil funcionários. Todos os fabricantes também deverão participar da Leão Junior. A Coca Cola não divulga o faturamento no País. Só informa que as compras de produtos e serviços no Brasil somaram R$ 3,5 bilhões e recolheu R$ 2,6 bilhões em impostos no Brasil. Neste negócio, ao contrário da Springs norte-americana, a empresa curitibana não vinha mal das pernas. Em 2006, o faturamento da Leão Júnior cresceu 18,2% em comparação com o ano anterior, chegando a R$ 158,9 milhões, e seu volume de vendas subiu cerca de 29% no período.
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Empresa britânica de informação de crédito inicia operação de compra da Serasa brasileira
Por Jorge Serrão, Alerta Total
Empresa britânica de informação de crédito inicia operação de compra da Serasa brasileira
Por Jorge Serrão, Alerta Total
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A mais nova tacada da City de Londres, que já comanda a reestruturação da Bola de Mercadorias & Futuros (BM&F) do Brasil, é ter o controle sobre as informações pessoais de cada cidadão brasileiro. Eis o motivo por que a oligarquia financeira transnacional quer adquirir a empresa que controla o maior e mais completo cadastro de informações sobre os consumidores brasileiros. O grupo britânico Experian Group confirmou hoje as negociações preliminares exclusivas para a aquisição da Serasa - a empresa brasileira de análise de crédito que é controlada pelos maiores bancos daqui.
A mais nova tacada da City de Londres, que já comanda a reestruturação da Bola de Mercadorias & Futuros (BM&F) do Brasil, é ter o controle sobre as informações pessoais de cada cidadão brasileiro. Eis o motivo por que a oligarquia financeira transnacional quer adquirir a empresa que controla o maior e mais completo cadastro de informações sobre os consumidores brasileiros. O grupo britânico Experian Group confirmou hoje as negociações preliminares exclusivas para a aquisição da Serasa - a empresa brasileira de análise de crédito que é controlada pelos maiores bancos daqui.
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A Serasa tem mais de 300 mil clientes diretos (empresas) e indiretos e responde a 3,5 milhões de consultas por dia. O banco Itaú tem fatia de 32,54 por cento na Serasa. Bradesco e Unibanco têm 26,5 por cento e 19,17 por cento, respectivamente. Participam ainda do capital da empresa os bancos Santander (7 por cento) e ABN Amro (5,32 por cento), entre outros. O processo de abertura de capital da Serasa começou no início deste mês. Mas ontem os bancos controladores da Serasa (Itaú, Bradesco e Unibanco) informaram que o processo de abertura de capital da empresa foi suspenso temporariamente, por causa do recebimento de uma oferta de aquisição.
A Serasa tem mais de 300 mil clientes diretos (empresas) e indiretos e responde a 3,5 milhões de consultas por dia. O banco Itaú tem fatia de 32,54 por cento na Serasa. Bradesco e Unibanco têm 26,5 por cento e 19,17 por cento, respectivamente. Participam ainda do capital da empresa os bancos Santander (7 por cento) e ABN Amro (5,32 por cento), entre outros. O processo de abertura de capital da Serasa começou no início deste mês. Mas ontem os bancos controladores da Serasa (Itaú, Bradesco e Unibanco) informaram que o processo de abertura de capital da empresa foi suspenso temporariamente, por causa do recebimento de uma oferta de aquisição.
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Em Londres, a companhia britânica de informação de crédito Experian Group informou que as conversas estão em estágio muito inicial e que não há certeza de que haverá um acordo. Mas tal informação é para despistar.
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Tirando com a outra mão
Em Londres, a companhia britânica de informação de crédito Experian Group informou que as conversas estão em estágio muito inicial e que não há certeza de que haverá um acordo. Mas tal informação é para despistar.
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Tirando com a outra mão
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O excesso de gastos do governo Lula no ano reeleitoral começa a ter reflexos agora, levando a gestão petista a um desgaste inédito.
O excesso de gastos do governo Lula no ano reeleitoral começa a ter reflexos agora, levando a gestão petista a um desgaste inédito.
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Em decisão jamais tomada desde a criação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o governo federal determinou um corte de 25% nas despesas de custeio dos poderes Legislativo e Judiciário para este ano.
Em decisão jamais tomada desde a criação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o governo federal determinou um corte de 25% nas despesas de custeio dos poderes Legislativo e Judiciário para este ano.
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Só com estes cortes de R$ 1,24 bilhão o governo terá condições de cumprir a meta de superávit fiscal de 4,25% do PIB. O Supremo Tribunal Federal reagiu contra a medida e faz reunião hoje para tomar uma posição.
Só com estes cortes de R$ 1,24 bilhão o governo terá condições de cumprir a meta de superávit fiscal de 4,25% do PIB. O Supremo Tribunal Federal reagiu contra a medida e faz reunião hoje para tomar uma posição.
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A crise entre os três poderes promete...
COMENTANDO A NOTÍCIA: Na verdade, o Poder Judiciário, como temos dito, é o alvo preferencial do governo Lula neste segundo mandato. No primeiro, a intenção (exitosa) foi por um pé na independência do Legislativo, e subordiná-lo às vontades do Executivo. Pela coalizão vista até aqui, percebe-se que a armação deu certo. O Legislativo hoje é um apêndice do Executivo.
A tentação agora é sufocar o Judiciário, da mesma forma como já se sufocou as Forças Armadas. O corte nas despesas de custeio é apenas um dos muitos petardos a serem desferidos. O outro, vimos há questão de 10 dias atrás, foi retirar poderes da Justiça do Trabalho, na questão da Emenda 3, vetada em favor da Super-Receita. Depois, veio a questão de criar um mecanismo de cobrança de tributos, com execução sumária, passando por sobre autorização judicial. Agora, é de perguntar-se aos senhores juízes, se valeu a pena terem “poupado” os crimes eleitorais cometidos por Lula ao longo da campanha ? Esta omissão de parte do Judiciário ainda vai lhes custar muito caro !
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Com base em nova legislação, partidos recebem verbas
BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem que, a partir deste mês, os partidos receberão recursos do Fundo Partidário com base na nova legislação, que leva em consideração, principalmente, os votos obtidos pelas legendas na eleição de 2006.
Pelas novas regras, o PT passará a ser a sigla campeã em recursos do fundo. A agremiação, que obteve 14,918% dos votos para a Câmara em 2006, receberá neste mês R$ 1,47 milhão. Em fevereiro, foi destinado R$ 1,13 milhão ao PT. O PSDB, que teve 13,738% dos votos, receberá R$ 1,35 milhão do fundo. Em fevereiro, o partido levou R$ 985,44 mil.
Conforme a nova legislação, 95% do total das verbas - R$ 9,592 milhões - serão distribuídos de acordo com os votos obtidos pelas legendas na eleição de 2006. Os 5% restantes - R$ 504,892 mil - serão rateados em partes iguais entre 22 das 28 siglas registradas no TSE. PSDC, PSL, PRTB, PTN, PCB e PCO não receberão dinheiro porque estão com o fundo suspenso por decisão judicial.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Prestem atenção neste valor: R$ 9,592 milhões. Digamos que esta seja a média a ser repartida entre os partidos ao longo desta legislatura. Pois bem, num cálculo bem reduzido e simples, teríamos ao final desta legislatura, cerca de R$ 460 milhões repartidos dentre os partidos. E os caras ainda querem financiamento público de campanha (que se implantada, não terá a força de eliminar o financiamento privado)! E mais: quanto custa ao país a manutenção de deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos, governadores, vereadores, presidente da república e toda a imensa corte de auxiliares, assessores, secretários e secretárias, além do custo de seus palácios suntuosos onde o desperdício rola livre e solto ? E ainda financiar suas campanhas mentirosas, que já ocupam horários nobres de rádio e televisão gratuitamente ao longo da legislatura e principalmente durante as campanhas eleitorais ? De modo algum ! Que saibam usar com parcimônia e competência os muitos recursos que já conseguem extorquir da sociedade e façam campanhas decentes e, é claro, que investidos em seus cargos, saibam honrá-los trabalhando em favor da sociedade brasileira como um todo, e não apenas em favor unicamente das sociedades dos amigos mais chegados !!!
A crise entre os três poderes promete...
COMENTANDO A NOTÍCIA: Na verdade, o Poder Judiciário, como temos dito, é o alvo preferencial do governo Lula neste segundo mandato. No primeiro, a intenção (exitosa) foi por um pé na independência do Legislativo, e subordiná-lo às vontades do Executivo. Pela coalizão vista até aqui, percebe-se que a armação deu certo. O Legislativo hoje é um apêndice do Executivo.
A tentação agora é sufocar o Judiciário, da mesma forma como já se sufocou as Forças Armadas. O corte nas despesas de custeio é apenas um dos muitos petardos a serem desferidos. O outro, vimos há questão de 10 dias atrás, foi retirar poderes da Justiça do Trabalho, na questão da Emenda 3, vetada em favor da Super-Receita. Depois, veio a questão de criar um mecanismo de cobrança de tributos, com execução sumária, passando por sobre autorização judicial. Agora, é de perguntar-se aos senhores juízes, se valeu a pena terem “poupado” os crimes eleitorais cometidos por Lula ao longo da campanha ? Esta omissão de parte do Judiciário ainda vai lhes custar muito caro !
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Com base em nova legislação, partidos recebem verbas
BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem que, a partir deste mês, os partidos receberão recursos do Fundo Partidário com base na nova legislação, que leva em consideração, principalmente, os votos obtidos pelas legendas na eleição de 2006.
Pelas novas regras, o PT passará a ser a sigla campeã em recursos do fundo. A agremiação, que obteve 14,918% dos votos para a Câmara em 2006, receberá neste mês R$ 1,47 milhão. Em fevereiro, foi destinado R$ 1,13 milhão ao PT. O PSDB, que teve 13,738% dos votos, receberá R$ 1,35 milhão do fundo. Em fevereiro, o partido levou R$ 985,44 mil.
Conforme a nova legislação, 95% do total das verbas - R$ 9,592 milhões - serão distribuídos de acordo com os votos obtidos pelas legendas na eleição de 2006. Os 5% restantes - R$ 504,892 mil - serão rateados em partes iguais entre 22 das 28 siglas registradas no TSE. PSDC, PSL, PRTB, PTN, PCB e PCO não receberão dinheiro porque estão com o fundo suspenso por decisão judicial.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Prestem atenção neste valor: R$ 9,592 milhões. Digamos que esta seja a média a ser repartida entre os partidos ao longo desta legislatura. Pois bem, num cálculo bem reduzido e simples, teríamos ao final desta legislatura, cerca de R$ 460 milhões repartidos dentre os partidos. E os caras ainda querem financiamento público de campanha (que se implantada, não terá a força de eliminar o financiamento privado)! E mais: quanto custa ao país a manutenção de deputados federais e estaduais, senadores, prefeitos, governadores, vereadores, presidente da república e toda a imensa corte de auxiliares, assessores, secretários e secretárias, além do custo de seus palácios suntuosos onde o desperdício rola livre e solto ? E ainda financiar suas campanhas mentirosas, que já ocupam horários nobres de rádio e televisão gratuitamente ao longo da legislatura e principalmente durante as campanhas eleitorais ? De modo algum ! Que saibam usar com parcimônia e competência os muitos recursos que já conseguem extorquir da sociedade e façam campanhas decentes e, é claro, que investidos em seus cargos, saibam honrá-los trabalhando em favor da sociedade brasileira como um todo, e não apenas em favor unicamente das sociedades dos amigos mais chegados !!!