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Parte 1
Notícias recentes veiculadas no Brasil pela Folha de S. Paulo, (11-28-06, B7), pelo seu correspondente em Washington, afirmam que dois deputados federais americanos, democratas, estariam encabeçando uma petição para que se forme uma comissão com o fim de verificar a existência de trabalho escravo no Brasil Qual a origem de tão estapafúrdia idéia? É a idiotia da mídia brasileira. E qual a origem de tal idiotia? Um pouco mais de um século de influencia do positivismo de Auguto Comte e das idéias marxistas. A filosofia positivista desenvolveu-se no fascismo enquanto que o marxismo no comunismo clássico. Dessa forma, o fundamento da mídia brasileira é uma mistura de idéias fascistas e comunistas, para expressá-lo de uma forma simples e sucinta.
Notícias recentes veiculadas no Brasil pela Folha de S. Paulo, (11-28-06, B7), pelo seu correspondente em Washington, afirmam que dois deputados federais americanos, democratas, estariam encabeçando uma petição para que se forme uma comissão com o fim de verificar a existência de trabalho escravo no Brasil Qual a origem de tão estapafúrdia idéia? É a idiotia da mídia brasileira. E qual a origem de tal idiotia? Um pouco mais de um século de influencia do positivismo de Auguto Comte e das idéias marxistas. A filosofia positivista desenvolveu-se no fascismo enquanto que o marxismo no comunismo clássico. Dessa forma, o fundamento da mídia brasileira é uma mistura de idéias fascistas e comunistas, para expressá-lo de uma forma simples e sucinta.
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Estão os dois congressistas americanos malucos? Claro que não. A única fonte de informação de que dispõem são as noticias da mídia brasileira reproduzidas pela mídia americana votada para a América Latina. Isso lembra minha experiência quando em contato com uma universidade americana postulando uma bolsa com uma proposta de estudo comparativo entre Portugal e Brasil sobre relações de trabalho embasado em minha experiência de 20 anos como pequeno empresário no Brasil.
Estão os dois congressistas americanos malucos? Claro que não. A única fonte de informação de que dispõem são as noticias da mídia brasileira reproduzidas pela mídia americana votada para a América Latina. Isso lembra minha experiência quando em contato com uma universidade americana postulando uma bolsa com uma proposta de estudo comparativo entre Portugal e Brasil sobre relações de trabalho embasado em minha experiência de 20 anos como pequeno empresário no Brasil.
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O projeto era interessante e as duas recomendações eram excepcionais. Maílson da Nóbrega, um caso raro de talentoso e bem preparado ex-ministro da fazenda, dizia que havia aprendido muito com a leitura de meu livro e o Professor Keith S. Rosenn da Universidade de Miami dizia, entre outras coisas, sobre meu trabalho: “Ele escreve extremamente bem e vê o Brasil de uma perspectiva bastante distinta e original.”
O projeto era interessante e as duas recomendações eram excepcionais. Maílson da Nóbrega, um caso raro de talentoso e bem preparado ex-ministro da fazenda, dizia que havia aprendido muito com a leitura de meu livro e o Professor Keith S. Rosenn da Universidade de Miami dizia, entre outras coisas, sobre meu trabalho: “Ele escreve extremamente bem e vê o Brasil de uma perspectiva bastante distinta e original.”
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Perdi a postulação e logo após, lendo atentamente o site da universidade americana, descobri que seu principal objetivo era estreitar os laços com as instituições acadêmicas brasileiras, i.e., a nomenklatura acadêmica. No way! Eu utilizo o conceito de nomenklatura inspirado no sepulto fenômeno do comunismo soviético – ver wiklpedia – para referir-me às classes de privilegiados que vivem de impostos ou outros privilégios estatais. Porem, se se refletir um pouco mais sobre a questão, trata-se de algo perfeitamente compreensível: a universidade americana vê a brasileira como seu correspondente, seu alter ego. Trata-se de um fenômeno similar ao da mídia americana. Esta é a razão principal do porquê os pesquisadores americanos sobre a América latina, com raríssimas exceções, não produzem nada de interessante.De fato, a universidade publica brasileira é o berço de um dos importantes segmentos da nomenklatura local. Os professores começam suas carreiras de olho em suas enormes, prematuras e hereditárias aposentadorias publicas. Eles são, em conseqüência, preguiçosos e nunca pensam na possibilidade de trazer um Prèmio Nobel para casa. Não há competição entre eles.
A idéia da existência do “trabalho escravo” surgiu na mídia brasileira nos últimos anos em relação ao trabalho manual em nossas fazendas. O que se entende por “trabalho escravo”? Trata-se do trabalho informal em nossas fazendas e sítios. O que se considera trabalho informal? Todo trabalho que não obedeça rigidamente os preceitos da Carta del Lavoro de Mussolini copiados aqui pelo ditador Getulio Vargas nos longínquos anos 30.
Perdi a postulação e logo após, lendo atentamente o site da universidade americana, descobri que seu principal objetivo era estreitar os laços com as instituições acadêmicas brasileiras, i.e., a nomenklatura acadêmica. No way! Eu utilizo o conceito de nomenklatura inspirado no sepulto fenômeno do comunismo soviético – ver wiklpedia – para referir-me às classes de privilegiados que vivem de impostos ou outros privilégios estatais. Porem, se se refletir um pouco mais sobre a questão, trata-se de algo perfeitamente compreensível: a universidade americana vê a brasileira como seu correspondente, seu alter ego. Trata-se de um fenômeno similar ao da mídia americana. Esta é a razão principal do porquê os pesquisadores americanos sobre a América latina, com raríssimas exceções, não produzem nada de interessante.De fato, a universidade publica brasileira é o berço de um dos importantes segmentos da nomenklatura local. Os professores começam suas carreiras de olho em suas enormes, prematuras e hereditárias aposentadorias publicas. Eles são, em conseqüência, preguiçosos e nunca pensam na possibilidade de trazer um Prèmio Nobel para casa. Não há competição entre eles.
A idéia da existência do “trabalho escravo” surgiu na mídia brasileira nos últimos anos em relação ao trabalho manual em nossas fazendas. O que se entende por “trabalho escravo”? Trata-se do trabalho informal em nossas fazendas e sítios. O que se considera trabalho informal? Todo trabalho que não obedeça rigidamente os preceitos da Carta del Lavoro de Mussolini copiados aqui pelo ditador Getulio Vargas nos longínquos anos 30.
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Uma questão intrigante é que em nossas cidades 60% de nossa força de trabalho é informal, segundo todas as fontes, e ela não é considerada “trabalho escravo”. Uma das raríssimas exceções foi uma reportagem do The New York Times denunciando a existência de “escravos urbanos” na cidade de S.Paulo (O Estado de S. Paulo, 3-12-04, A14). Uma possível explicação para esse comportamento sem pé nem cabeça seria o fato real de que nos tivemos em nossas fazendas trabalho negro escravo em um longínquo passado, assim como os Estados Unidos, adicionado a total escassez de inteligência por parte de nossa grande mídia.
Uma questão intrigante é que em nossas cidades 60% de nossa força de trabalho é informal, segundo todas as fontes, e ela não é considerada “trabalho escravo”. Uma das raríssimas exceções foi uma reportagem do The New York Times denunciando a existência de “escravos urbanos” na cidade de S.Paulo (O Estado de S. Paulo, 3-12-04, A14). Uma possível explicação para esse comportamento sem pé nem cabeça seria o fato real de que nos tivemos em nossas fazendas trabalho negro escravo em um longínquo passado, assim como os Estados Unidos, adicionado a total escassez de inteligência por parte de nossa grande mídia.
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Um dos principais pontos enfocados pela mídia nessas reportagens foi a figura do “gato”. Trata-se de um intermediário entre o fazendeiro ou sitiante e os trabalhadores temporários, bóias-frias. Ele reúne o pessoal de forma a facilitar a contratação, no caso, apenas verbal, de tal forma a evitar que o fazendeiro tivesse que contratar um a um, o que inviabilizaria o negocio. Por que o povo escolheu a figura do gato para essa particular função econômica? Porque, na cultura brasileira, o gato é um arquétipo associado à figura do ladrão, como ocorre quase sempre na vida real. Os comerciantes de alimentos, pejorativamente denominados de intermediários, também são associados à ladroagem. Estimulada pela idiotia da mídia local, a população pensa que deveria estar em contato direto com o produtor. Trata-se de uma parte importante da cultura nacional contra a idéia de um funcionamento mais eficiente de uma economia de mercado.
Um dos principais pontos enfocados pela mídia nessas reportagens foi a figura do “gato”. Trata-se de um intermediário entre o fazendeiro ou sitiante e os trabalhadores temporários, bóias-frias. Ele reúne o pessoal de forma a facilitar a contratação, no caso, apenas verbal, de tal forma a evitar que o fazendeiro tivesse que contratar um a um, o que inviabilizaria o negocio. Por que o povo escolheu a figura do gato para essa particular função econômica? Porque, na cultura brasileira, o gato é um arquétipo associado à figura do ladrão, como ocorre quase sempre na vida real. Os comerciantes de alimentos, pejorativamente denominados de intermediários, também são associados à ladroagem. Estimulada pela idiotia da mídia local, a população pensa que deveria estar em contato direto com o produtor. Trata-se de uma parte importante da cultura nacional contra a idéia de um funcionamento mais eficiente de uma economia de mercado.