Chimpanzé seria declarado pessoa
Viena. De certa forma, Hiasl é como qualquer outro vienense: tem um fraco por doces, gosta de pintar e assistir à TV. Mas não liga para café e, na realidade, não é um cidadão. Pelo menos, não por enquanto. Em um caso que pode abrir um precedente legal para garantir direitos básicos aos macacos, ativistas querem que um chimpanzé de 26 anos seja declarado um cidadão.
Os que apóiam a idéia alegam que Hiasl precisa do status para receber doações e ser capaz de eleger um guardião para cuidar de seus interesses.
- Hiasl é uma pessoa e tem direitos básicos - contou Eberhart Theuer, o advogado encarregado do caso aberto pelo grupo de defesa dos animais Association Against Animal Factories. - Nós queremos dizer o direito à vida, de não ser torturado e livre sob certas condições. Não nos referimos ao direito de votar.
A campanha começou depois que o santuário onde Hiasl e outro chimpanzé, Rosi, viviam há 25 anos faliu. Os ativistas pretendem assegurar que os dois macacos não terminem sem teto. Ambos já sofreram: foram capturados ainda bebês em Serra Leoa, em 1982, e enviados para a Áustria para serem cobaias em laboratórios.
Martin Balluch, que chefia a Association Against Animal Factories, pediu que a corte federal legisle sobre a guarda.
- Chimpanzés compartilham 99,4% de seu DNA com humanos. Não são Homo sapiens, mas obviamente não são coisas, a única outra opção que a lei oferece - criticou.
As contas de alimentação e veterinários de Hiasl chegam a R$ 13.600 ao mês. Voluntários ofereceram ajuda, mas há uma armadilha: sob a lei austríaca, apenas pessoas podem receber doações.
Uma fundação poderia ser criada para recolher o dinheiro para Hiasl, cuja expectativa de vida em cativeiro é de 60 anos. Mas os ativistas argumentam que, sem os direitos básicos, o chimpanzé poderia ser vendido para fora da Áustria, onde as leis contra a crueldade para com animais são rígidas.
- Se conseguirmos com que Hiasl seja considerado uma pessoa, ganhará o direito de ter uma propriedade - explicou Theuer, que pretende levar o caso à Corte de Direitos Humanos, se necessário.
Viena. De certa forma, Hiasl é como qualquer outro vienense: tem um fraco por doces, gosta de pintar e assistir à TV. Mas não liga para café e, na realidade, não é um cidadão. Pelo menos, não por enquanto. Em um caso que pode abrir um precedente legal para garantir direitos básicos aos macacos, ativistas querem que um chimpanzé de 26 anos seja declarado um cidadão.
Os que apóiam a idéia alegam que Hiasl precisa do status para receber doações e ser capaz de eleger um guardião para cuidar de seus interesses.
- Hiasl é uma pessoa e tem direitos básicos - contou Eberhart Theuer, o advogado encarregado do caso aberto pelo grupo de defesa dos animais Association Against Animal Factories. - Nós queremos dizer o direito à vida, de não ser torturado e livre sob certas condições. Não nos referimos ao direito de votar.
A campanha começou depois que o santuário onde Hiasl e outro chimpanzé, Rosi, viviam há 25 anos faliu. Os ativistas pretendem assegurar que os dois macacos não terminem sem teto. Ambos já sofreram: foram capturados ainda bebês em Serra Leoa, em 1982, e enviados para a Áustria para serem cobaias em laboratórios.
Martin Balluch, que chefia a Association Against Animal Factories, pediu que a corte federal legisle sobre a guarda.
- Chimpanzés compartilham 99,4% de seu DNA com humanos. Não são Homo sapiens, mas obviamente não são coisas, a única outra opção que a lei oferece - criticou.
As contas de alimentação e veterinários de Hiasl chegam a R$ 13.600 ao mês. Voluntários ofereceram ajuda, mas há uma armadilha: sob a lei austríaca, apenas pessoas podem receber doações.
Uma fundação poderia ser criada para recolher o dinheiro para Hiasl, cuja expectativa de vida em cativeiro é de 60 anos. Mas os ativistas argumentam que, sem os direitos básicos, o chimpanzé poderia ser vendido para fora da Áustria, onde as leis contra a crueldade para com animais são rígidas.
- Se conseguirmos com que Hiasl seja considerado uma pessoa, ganhará o direito de ter uma propriedade - explicou Theuer, que pretende levar o caso à Corte de Direitos Humanos, se necessário.