Tales Faria, Informe JB
Essa apresentação do andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que os ministros fizeram ontem, estava prevista para ocorrer na semana passada. Mas, há mais ou menos duas semanas, os ministros encarregados de coordenar o programa descobriram que não tinham feito o dever de casa.
Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), que registra as aplicações do Orçamento da União, foi exatamente nessas últimas duas semanas que o pagamento das obras do PAC teve uma aceleração.
Até 13 de abril, apenas R$ 636 milhões haviam sido empenhados. Tinham-se aplicado menos de 7% dos R$ 9,5 bilhões do Orçamento deste ano previstos para o PAC. De lá para cá, de repente, foram aplicados mais R$ 999 milhões.
Ou seja, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda) descobriram que eles próprios não tinham tocado as obras, não haviam liberado a grana e que estavam com uma coletiva marcada sobre o assunto para a semana passada. Iam pagar um mico!
O que fizeram? Saíram liberando grana a toque de caixa e adiaram a coletiva por uma semana. Agora apareceram com dados menos piores, mas não o suficiente para convencer a sociedade de que cumpriram o que o presidente Lula tinha prometido no lançamento do programa: que as obras seguiriam o cronograma traçado, custasse o que custasse. Falhou-se na gestão.
Pior. Além da evidente maquiagem, os ministros apareceram com dados mostrando que o Ministério do Meio Ambiente estaria retardando o início das obras, ao atrasar licenciamentos de hidrelétricas etc. É verdade que o licenciamento anda empacado, mas ficou claro, ontem, que esse não é o único problema.
Essa apresentação do andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que os ministros fizeram ontem, estava prevista para ocorrer na semana passada. Mas, há mais ou menos duas semanas, os ministros encarregados de coordenar o programa descobriram que não tinham feito o dever de casa.
Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), que registra as aplicações do Orçamento da União, foi exatamente nessas últimas duas semanas que o pagamento das obras do PAC teve uma aceleração.
Até 13 de abril, apenas R$ 636 milhões haviam sido empenhados. Tinham-se aplicado menos de 7% dos R$ 9,5 bilhões do Orçamento deste ano previstos para o PAC. De lá para cá, de repente, foram aplicados mais R$ 999 milhões.
Ou seja, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda) descobriram que eles próprios não tinham tocado as obras, não haviam liberado a grana e que estavam com uma coletiva marcada sobre o assunto para a semana passada. Iam pagar um mico!
O que fizeram? Saíram liberando grana a toque de caixa e adiaram a coletiva por uma semana. Agora apareceram com dados menos piores, mas não o suficiente para convencer a sociedade de que cumpriram o que o presidente Lula tinha prometido no lançamento do programa: que as obras seguiriam o cronograma traçado, custasse o que custasse. Falhou-se na gestão.
Pior. Além da evidente maquiagem, os ministros apareceram com dados mostrando que o Ministério do Meio Ambiente estaria retardando o início das obras, ao atrasar licenciamentos de hidrelétricas etc. É verdade que o licenciamento anda empacado, mas ficou claro, ontem, que esse não é o único problema.
.
Tem gente tentando livrar a própria cara, transformando a pobre ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no bode expiatório do PAC.
Tem gente tentando livrar a própria cara, transformando a pobre ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no bode expiatório do PAC.