sexta-feira, maio 25, 2007

Tom Jobim e Dolores Duran

Reinaldo Azevedo

No Estadão On Line. Volto na seqüência:
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Manifestantes que tentaram entrar na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) e policiais militares se enfrentaram, no início da noite desta quarta-feira, 23. Cerca de duas mil pessoas que participavam do protesto contra a Emenda-3, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), se reuniram para dar continuidade à manifestação na Assembléia. Até o momento, não há informações sobre feridos.
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Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 16 horas, o grupo descia a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, com três carros de som. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que participa da manifestação, 19 entidades de servidores públicos e pessoas ligadas ao Fórum das Seis (formado por professores e funcionários da Unicamp, USP e Unesp) integram o protesto.
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Na Alesp, o grupo pretendia apresentar a pauta de reivindicações da categoria, com oito itens, e barrar a votação do projeto do São Paulo Previdência (SPPrev). De acordo com a CET, o movimento afetava o fluxo de veículos na região. Na Avenida Paulista, havia 1,5 km de morosidade, entre o acesso à Avenida Doutor Arnaldo e a Alameda Campinas, no sentido Paraíso. No sentido contrário da via, Consolação, o trânsito era normal.
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O principal foco de crítica da CUT é a tentativa de derrubada do veto presidencial à chamada emenda 3 - que proíbe auditores fiscais da Receita Federal de multar ou fechar empresas que substituem trabalhadores registrados por prestadores de serviço. Já os professores protestam contra o projeto estadual de previdência e por reajuste salarial.
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A CUT esperava 10 mil manifestantes em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, mas cerca de 1.000 compareceram, segundo a Polícia Militar. A central não descarta a realização de uma greve geral se não for atendida, mas para isso precisará "mobilizar as bases" em manifestações como a desta manhã.
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De volta
“Ah, você está vendo só/ do jeito que eu fiquei/ e que tudo ficou...” Maysa cantava esses versos (sei, ela fica melhor com uísque e dores de amores; não padeço da segunda e não bebo em serviço...) quando comecei a escrever, hehe. Eu fiquei bem, mas as coisas estão indo mal, muito mal.
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Os baderneiros que estão na rua, convocados pelas centrais sindicais para defender o veto de Lula à emenda três (Lembram-se? Eles querem que fiscal tenha o direito de fechar empresas... Não reconhecem, e já o disseram, a autoridade do Congresso. Só a do companheiro que está no poder. Já a Apeosesp é uma piada grotesca.
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Até a semana retrasada, os petistas disfarçados de professores queriam fazer greve porque não se conformavam com o fato de que os temporários teriam de passar para o INSS. A exigência era do governo federal, e isso teria de ser negociado com Luiz Marinho, chefão da CUT, ministro da Previdência e manda-chuva do... INSS. Em vez disso, eles faziam seu protesto contra o governo de São Paulo.
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Bem, aí isso ficou claro, claríssimo. São Paulo negociou um acordo com a União, e os cutistas da Apeoesp ficaram sem causa. Aí, fazer o quê? Ora, baderna. Então vamos atacar o projeto que cria a previdência estadual — atenção: trata-se de uma obrigação legal do estado de São Paulo; ou faz ou será punido pelo governo federal, onde manda Lula, o chefe da CUT, da Apeoesp e dos baderneiros desta tarde.
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A ordem é criar confusão em São Paulo. E, se vocês viram bem, eles foram para o confronto com a Polícia Militar. E, atenção!, bateram na PM pra valer. Há soldados machucados. Acreditem: os valentes querem porque querem um cadáver em São Paulo.
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Chega ao fim a música de Maysa. O texto também. Escrever por música. Eu me divirto.
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A nossa casa querida
Já estava acostumada
Guardando você.
As flores na janela
Sorriam, cantavam
Por causa de você...
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Tom Jobim e Dolores Duran. Já tivemos futuro. A cada dia, como cultura, só nos resta passado. A turma do “outro mundo possível” corrói tudo.