Avisem a Lula que o presidente é ele !
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Às vezes quando ouvimos Lula falar, parece que ele se refere a um país que não o Brasil. É quando ele se põem a desfiar a ladainha do nunca antes isto, nunca antes aquilo, etc e tal. Para o presidente, o “este país” se insere e se encaixa bem no discurso ao referir-se às maravilhas que a gente sempre sonhou, mas que nos parece ainda tão distante “destepaís” que igualmente parece bem mais distante ainda... Por isso, é muito raro ouvi-lo falar de Brasil. Aliás, eis aí um ponto interessante de estudo: por quê Lula evita tanto citar ou até mesmo pronunciar a palavra Brasil ?
Outras vezes, Lula fala misturando todo mundo num mesmo balaio, na base do “a gente vai conseguir isto ou aquilo”, ou “a gente deixou de fazer tal ou qual”. Nas únicas vezes em que se Lula assumidamente destacar sua pessoa é para louvar os feitos. Os erros ele sempre destaca para os outros. Ele é o pai que na cozinha não sabe o que o seu filho faz na sala.
Como hoje, por exemplo, em uma determinada solenidade lá por Brasília, Lula se mostrou preocupado com a corrupção. Mas ao demonstrar esta preocupação o diz Lula ? Que a gente faz um esforço enorme para gastar bem 30 ou até 50 mil reais, e depois se toma conhecimento de que foram desviados milhões de reais e a gente deixar de atender os pobres. Mas para aí, ô meu: quem afinal é o presidente que governa este país ? Quem, antes do que qualquer, toma conhecimento das falcatruas que acontecem em tempo integral pelos cantos de Brasília ? Quem é o responsável que escolhe os secretários, ministros, assessores e demais qualquer coisa num interminável lista que hoje deve exceder a 40 mil pendurados nos cabides federais ?
E outra, senhor Luiz Inácio, o Brasil foi descoberto em 1500, ficou independente de Portugal em 1822, proclamou a República em 1889, acabou com 21 anos de ditadura militar em 1985, e nós já estamos em 2007. E você, pelo que se sabe, é presidente desde 2003. Assim posto, diga-nos: você acha que o país chegou até aqui graças apenas aos seus 4 anos e meio quase, para ficar cantando marra nos louros da construção que não pertence apenas ao curto período de 4 anos? Aliás, mesmo neste período, Luiz Inácio, já dava para ter feito muita coisa, no campo da educação, da saúde, da segurança, da infra-estrutura: o que o seu governo fez nestes campos, além de um nada total? Não fosse a histórica preguiça que o acompanha, e por certo poderia ter lido e encontrado nos inúmeros relatórios produzidos para informá-lo de que a situação do país no campo econômico, iniciou sua ascensão em 1995; poderia saber que os programas sociais que fazem a festa dos pobres do Brasil, também começaram em 1995; mas que a miséria começou a se propagar bem antes de termos um primeiro presidente eleito. Como também saberia que, em apenas dois anos de mandato, Fernando Henrique mandou a inflação às favas e em quatro redimensionou o Estado brasileiro, dando-lhe o tão almejado equilíbrio fiscal. Quatro anos é pouco para todas as maravilhas que você se apropriou, mas suficientes para dar um rumo ao país, mesmo que mínimo.
Portanto, diante desta sua surpresa quanto aos escândalos, deveria saber que os costumes que se praticam no Brasil no campo do desvio de dinheiro público, é histórico, diria até secular. Não será um governo que acabará com a malfadada prática. Lula, que já passou pelas instalações do Congresso, conviveu com todas estas práticas, com todos estes “favores” de que se fartam inúmeros congressistas, de inúmeras fortunas construídas sobre o pantanoso terreno das negociatas espúrias. E tanto sabe que certa vez declarou haverem 300 picaretas no Congresso. Lula, por viver 24 horas de política há mais de 20 anos, sempre manteve-se informado de todas as tramóias que agitaram a vida do país ao longo deste exato tempo. Ora como se poderá ler sua ignorância e surpresa pela divulgação destas trapaças ?
Porque, a dar-lhe crédito, seríamos forçados a crer que, ou Lula é um tremendo incompetente que não sabe o que se passa no governo que comanda, o que seria inadmissível, ou sabe mas finge desconhecer, já que o desconhecimento evita o envolvimento, porque o envolvimento seria comprometedor, o que configuraria, no mínimo, crime de responsabilidade.
Da mesma forma, ele soube que a OAB já vinha reclamando das ações um tanto fora de tom que a PF têm realizado, em suas operações de pega-corrupto. Deveria ter-se se antecipado e já ter recomendado ao seu ministro Tarso Genro mais comedimento, menos empáfia e exibicionismo, e menos proselitismo. Mas, como o próprio Luiz Inácio já afirmou, não existe política do fulano, ou esquema do beltrano. Existe um governo Lula que é o responsável pelas diferentes atividades que se realizam e se praticam na sua estância de poder.
Por isso, seria recomendável que Luiz Inácio deixasse de exibir este melindre todo, que não passa de jogo cênico a disfarçar um pavoroso vício na prática do cinismo deslavado. Pouparia, pelo menos, o vexame...
Como também seria recomendável que Luiz Inácio assumisse logo o papel que exerce, a de que é presidente do Brasil, e não um presidente qualquer, e sim alguém que já navega em seu segundo mandato. Não tem como alegar inocência, inexperiência. Tudo, mas tudo mesmo que ocorrer em seu governo, sendo ele o comandante máximo da tropa, passa a ser sua responsabilidade. E, antes de avançar em novos e espalhafatosos programas e pacs, bom seria que pelo menos terminasse aquilo que começou. Como também seria saudável que pelo menos cuidasse das coisas mais antigas e que merecem igual atenção como a saúde e segurança pública por exemplo. Já seria um avanço e tanto. Além disto, que pense primeiro no país que governa. Dizem que o índio boliviano já anda ameaçando suspender o fornecimento de gás, provavelmente querendo arrancar-nos com sua chantagem mais alguns espelhinhos.
E, por falar em espelhinhos, que tal se Lula decretasse à toda a administração federal que nenhum funcionário ou servidor, ministro, secretário e assessor aceitasse presentinhos de fornecedores do Estado ? Olha, além da economia, já seria um enorme passo para avançar rumo à redução indispensável da imoralidade reinante em todas as esferas do poder ?
Como também, e disto o senhor Luiz Inácio não pode ignorar, que sendo presidente, precisa exercer sua autoridade de chefe de estado, e esquecer de que um dia foi dirigente partidário. A baderna que impera de norte a sul no país é sintoma indiscutível de que esta autoridade andando escassa pelos lados do Planalto. Que se cuide das ditas “entidades sociais” é até obrigatório, mas isto de modo algum deve combinar-se com a leniência para que tais grupos, ou alguns pelo menos, se sintam incentivados à prática da baderna, da violência, da depredação, do achincalhe, da invasão de prédios e instalações públicas. Exigir que o aparato de segurança garanta a segurança dos demais é uma obrigação a que de maneira alguma Lula deve se recusar como tem feito. Ser presidente, significa dentre outras coisas, também exercer a boa governança que inclui garantir a segurança mínima e preservar o patrimônio público do vandalismo que se tem visto nos ataques ao Congresso Nacional e, agora, à Usina de Tucuruí, e sempre praticados pelos mesmo grupos que inclusive são custeados com verbas federais.
Portanto, seria ótimo para o país que, diante do crescimento da economia, pudéssemos desfrutar dentro do país de um pouco mais de segurança, cuja tarefa compete ao governante da vez.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Às vezes quando ouvimos Lula falar, parece que ele se refere a um país que não o Brasil. É quando ele se põem a desfiar a ladainha do nunca antes isto, nunca antes aquilo, etc e tal. Para o presidente, o “este país” se insere e se encaixa bem no discurso ao referir-se às maravilhas que a gente sempre sonhou, mas que nos parece ainda tão distante “destepaís” que igualmente parece bem mais distante ainda... Por isso, é muito raro ouvi-lo falar de Brasil. Aliás, eis aí um ponto interessante de estudo: por quê Lula evita tanto citar ou até mesmo pronunciar a palavra Brasil ?
Outras vezes, Lula fala misturando todo mundo num mesmo balaio, na base do “a gente vai conseguir isto ou aquilo”, ou “a gente deixou de fazer tal ou qual”. Nas únicas vezes em que se Lula assumidamente destacar sua pessoa é para louvar os feitos. Os erros ele sempre destaca para os outros. Ele é o pai que na cozinha não sabe o que o seu filho faz na sala.
Como hoje, por exemplo, em uma determinada solenidade lá por Brasília, Lula se mostrou preocupado com a corrupção. Mas ao demonstrar esta preocupação o diz Lula ? Que a gente faz um esforço enorme para gastar bem 30 ou até 50 mil reais, e depois se toma conhecimento de que foram desviados milhões de reais e a gente deixar de atender os pobres. Mas para aí, ô meu: quem afinal é o presidente que governa este país ? Quem, antes do que qualquer, toma conhecimento das falcatruas que acontecem em tempo integral pelos cantos de Brasília ? Quem é o responsável que escolhe os secretários, ministros, assessores e demais qualquer coisa num interminável lista que hoje deve exceder a 40 mil pendurados nos cabides federais ?
E outra, senhor Luiz Inácio, o Brasil foi descoberto em 1500, ficou independente de Portugal em 1822, proclamou a República em 1889, acabou com 21 anos de ditadura militar em 1985, e nós já estamos em 2007. E você, pelo que se sabe, é presidente desde 2003. Assim posto, diga-nos: você acha que o país chegou até aqui graças apenas aos seus 4 anos e meio quase, para ficar cantando marra nos louros da construção que não pertence apenas ao curto período de 4 anos? Aliás, mesmo neste período, Luiz Inácio, já dava para ter feito muita coisa, no campo da educação, da saúde, da segurança, da infra-estrutura: o que o seu governo fez nestes campos, além de um nada total? Não fosse a histórica preguiça que o acompanha, e por certo poderia ter lido e encontrado nos inúmeros relatórios produzidos para informá-lo de que a situação do país no campo econômico, iniciou sua ascensão em 1995; poderia saber que os programas sociais que fazem a festa dos pobres do Brasil, também começaram em 1995; mas que a miséria começou a se propagar bem antes de termos um primeiro presidente eleito. Como também saberia que, em apenas dois anos de mandato, Fernando Henrique mandou a inflação às favas e em quatro redimensionou o Estado brasileiro, dando-lhe o tão almejado equilíbrio fiscal. Quatro anos é pouco para todas as maravilhas que você se apropriou, mas suficientes para dar um rumo ao país, mesmo que mínimo.
Portanto, diante desta sua surpresa quanto aos escândalos, deveria saber que os costumes que se praticam no Brasil no campo do desvio de dinheiro público, é histórico, diria até secular. Não será um governo que acabará com a malfadada prática. Lula, que já passou pelas instalações do Congresso, conviveu com todas estas práticas, com todos estes “favores” de que se fartam inúmeros congressistas, de inúmeras fortunas construídas sobre o pantanoso terreno das negociatas espúrias. E tanto sabe que certa vez declarou haverem 300 picaretas no Congresso. Lula, por viver 24 horas de política há mais de 20 anos, sempre manteve-se informado de todas as tramóias que agitaram a vida do país ao longo deste exato tempo. Ora como se poderá ler sua ignorância e surpresa pela divulgação destas trapaças ?
Porque, a dar-lhe crédito, seríamos forçados a crer que, ou Lula é um tremendo incompetente que não sabe o que se passa no governo que comanda, o que seria inadmissível, ou sabe mas finge desconhecer, já que o desconhecimento evita o envolvimento, porque o envolvimento seria comprometedor, o que configuraria, no mínimo, crime de responsabilidade.
Da mesma forma, ele soube que a OAB já vinha reclamando das ações um tanto fora de tom que a PF têm realizado, em suas operações de pega-corrupto. Deveria ter-se se antecipado e já ter recomendado ao seu ministro Tarso Genro mais comedimento, menos empáfia e exibicionismo, e menos proselitismo. Mas, como o próprio Luiz Inácio já afirmou, não existe política do fulano, ou esquema do beltrano. Existe um governo Lula que é o responsável pelas diferentes atividades que se realizam e se praticam na sua estância de poder.
Por isso, seria recomendável que Luiz Inácio deixasse de exibir este melindre todo, que não passa de jogo cênico a disfarçar um pavoroso vício na prática do cinismo deslavado. Pouparia, pelo menos, o vexame...
Como também seria recomendável que Luiz Inácio assumisse logo o papel que exerce, a de que é presidente do Brasil, e não um presidente qualquer, e sim alguém que já navega em seu segundo mandato. Não tem como alegar inocência, inexperiência. Tudo, mas tudo mesmo que ocorrer em seu governo, sendo ele o comandante máximo da tropa, passa a ser sua responsabilidade. E, antes de avançar em novos e espalhafatosos programas e pacs, bom seria que pelo menos terminasse aquilo que começou. Como também seria saudável que pelo menos cuidasse das coisas mais antigas e que merecem igual atenção como a saúde e segurança pública por exemplo. Já seria um avanço e tanto. Além disto, que pense primeiro no país que governa. Dizem que o índio boliviano já anda ameaçando suspender o fornecimento de gás, provavelmente querendo arrancar-nos com sua chantagem mais alguns espelhinhos.
E, por falar em espelhinhos, que tal se Lula decretasse à toda a administração federal que nenhum funcionário ou servidor, ministro, secretário e assessor aceitasse presentinhos de fornecedores do Estado ? Olha, além da economia, já seria um enorme passo para avançar rumo à redução indispensável da imoralidade reinante em todas as esferas do poder ?
Como também, e disto o senhor Luiz Inácio não pode ignorar, que sendo presidente, precisa exercer sua autoridade de chefe de estado, e esquecer de que um dia foi dirigente partidário. A baderna que impera de norte a sul no país é sintoma indiscutível de que esta autoridade andando escassa pelos lados do Planalto. Que se cuide das ditas “entidades sociais” é até obrigatório, mas isto de modo algum deve combinar-se com a leniência para que tais grupos, ou alguns pelo menos, se sintam incentivados à prática da baderna, da violência, da depredação, do achincalhe, da invasão de prédios e instalações públicas. Exigir que o aparato de segurança garanta a segurança dos demais é uma obrigação a que de maneira alguma Lula deve se recusar como tem feito. Ser presidente, significa dentre outras coisas, também exercer a boa governança que inclui garantir a segurança mínima e preservar o patrimônio público do vandalismo que se tem visto nos ataques ao Congresso Nacional e, agora, à Usina de Tucuruí, e sempre praticados pelos mesmo grupos que inclusive são custeados com verbas federais.
Portanto, seria ótimo para o país que, diante do crescimento da economia, pudéssemos desfrutar dentro do país de um pouco mais de segurança, cuja tarefa compete ao governante da vez.