domingo, maio 20, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Encomenda
Cláudio Humberto

Há dias, o presidente Lula se vangloriou por não ter permitido que a crise ético-política chegasse ao Planalto. "Claro", rebate o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), "ele a despachou inteirinha aqui para o Congresso!"

COMENTANDO A NOTÍCIA: E o pior é que o Congresso aceitou sem reclamar. O que carguinhos vagabundos bancados com dinheiro alheio não fazem, não é mesmo...?

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Os planos de Aécio
Da Folha de S.Paulo

"O "Plano B" do governador de Minas, Aécio Neves, para uma candidatura à Presidência em 2010 prevê a criação de uma dissidência no PSDB que lhe dê um pretexto para deixar o partido e se filiar ao PMDB. Essa articulação é feita em parceria com o presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE).

Aécio e Tasso já têm até discurso engatilhado: uma eventual candidatura do governador José Serra significaria mais uma vez uma suposta tentativa de imposição do poder paulista aos demais Estados do país.

Os passos têm sido dados de forma cautelosa. Tasso se reaproximou de Lula, a quem fez duras críticas em 2006, e já admite a possibilidade de uma aliança futura entre PSDB e PT, sempre com a ressalva de que não aconteceria em 2010. Já prepara o terreno para, no futuro, ter discurso para que uma eventual candidatura de Aécio, seja no PSDB, seja no PMDB, possa também ser vendida como não-hostil a Lula e ao PT."

COMENTANDO A NOTÍCIA: Ás vezes a gente se pergunta se o que Tasso Jereissati está comandando é um partido político de oposição, ou uma massa falida ! É incrível como a figura tem feito uma enorme força para enterrar o PSDB. Mais estranho ainda é o restante do partido mantê-lo na presidência.

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PT baiano contra seus líderes no Congresso

Os petistas baianos estão enfurecidos com os líderes do PT no Congresso. É que o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) e a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) declararam que o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, peça licença do partido. Os petistas baianos acreditam na inocência de Caetano, mas os líderes na Câmara e no Senado afirmam que se forem comprovadas as fraudes, o prefeito, uma vez licenciado, pouparia o partido de expulsá-lo através de um processo desgastante.

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Dilma recomenda aposta nas instituições

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou hoje que a Operação Navalha, da Polícia Federal, desarticulando um esquema que supostamente fraudou licitações e contratos, vai tornar mais limpas e confiáveis as concorrências públicas para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "É preciso apostar nas instituições, que são permanentes", disse, referindo-se ao êxito da PF no combate à corrupção.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Se poderia dizer muita coisa para a dona Dilma como forma de demonstrar que atualmente nossas instituições não são nem um pouco confiáveis. No dia em que a bandalheira não for o lugar comum no poder público, no dia em que o Executivo, em contrapartida aos indecorosos impostos que sugam da população do país retribuir com serviços dignos e decentes, no dia em que os representantes do povo representarem de fato este mesmo povo e não apenas a si mesmos, e ainda no mesmo momento em que a Justiça brasileira não permitir que bandido preso seja solto, além de mantê-lo em presídios de segurança, talvez a gente se sinta incentivado a começar a confiar nas ditas instituições. Até lá, dona Dilma, não há a menor chance.
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Classificação ou censura?

Com todo respeito a quem está diretamente envolvido com isso, é uma grande bobagem prosseguir com essa discussão sobre classificação indicativa nas programações das emissoras. A televisão do Brasil, por mais avançados que estejam alguns dos seus setores, não tem condições operacionais de atender a essa implantação. Isso vai custar muito dinheiro.

Todo o debate em torno do assunto deve começar, e terminar, pela nossa questão geográfica. As grandes redes têm as suas bases ou geradoras principais nas regiões Sul e Sudeste, mas, mesmo que assim não fosse, nenhuma delas, por mais bem dotada tecnicamente, terá condições de montar grades que se ajustem aos diferentes fusos existentes no nosso território. São quatro no total. Como organizar tudo isso? É mais uma discussão que, no campo da teoria, pode ser muito bonita e ter alguma boa intenção, mas que, na prática, nunca vai funcionar.

As últimas informações a respeito dão conta que os debates com representantes dos mais diversos segmentos devem prosseguir pelos próximos 45 dias. O que mais se deseja - embora as emissoras, em inúmeras oportunidades, já tenham demonstrado certa falta de juízo - é que haja um grande entendimento. Por último, todo o respeito aos que de alguma maneira estão envolvidos com isso, torna-se oportuno lembrar que existem coisas mais importantes para se fazer em nosso País do que discutir censura.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Da notícia acima o que se pode extrair é a dificuldade geográfica de se implantar a tal classificação indicativa. E até mesmo se fosse possível, censura prévia é algo que cheira a ditadura. O país já viveu este trauma em quinze anos de Vargas e em 20 de ditadura militar. Mas há sempre um canalha de plantão para ressuscitar estes cadáveres de tirania que o mundo decente e civilizado já enterrou e jogou nos esgotos da história há décadas.

Aliás, são ações deste tipo que me levam a concluir que, de 1964 a 1985, a luta de “classes” no Brasil, se divida em três camadas: uma, as do poder, militares e civis que com eles se identificavam, sob o manto de impedir o comunismo no Brasil. A segunda, a grande maioria da população, indefesa e impotente, mas que nos subterrâneos combatia a ditadura e deseja resgatar sua liberdade. E a terceira, que também combatia a ditadura militar, mas com o objetivo de substituir aquela por outra, civil. Deste bloco é que vêm os grandes nomes do petê.

No poder, já se vê que, por atos e palavras, é isto mesmo que eles querem.


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Ninguém entende nada
Lauro Jardim, Radar, Veja online

Respire fundo e leia a frase a seguir: "Regimes cognitivos e estésicos da era comunicacional: da invisibilidade de práticas às sociologias das ausências". É o título de um texto que está no último número da revista da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Entendeu? Não? Então, leia a seguinte explicação: "O autor discute a importância de se colocar os objetos midiátricos como subconjunto dos objetos comunicacionais no sentido de se operar com uma epistemologia crítica no campo da comunicação". Definitivamente, a busca pela clareza não está entre as preocupações desta turma.

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Deixa o homem trabalhar

Completam-se amanhã quatro meses desde que os familiares das 154 vítimas do acidente com o vôo da Gol pediram audiência ao presidente Lula. O Planalto sempre responde com evasivas, do tipo falta de espaço na agenda. E não é à toa. De lá para cá Lula comeu churrasco com o grupo musical Rebeldes, fez gol no Marcanã, autografou camisetas em Recife e condecorou o astronauta Marcos Pontes. Não teve sequer tempo, coitado, para terminar de montar o segundo escalão do governo. E ainda reclamam.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Por outro lado, a queda no Metrô São Paulo teve até suas vítimas e familiares das vítimas indenizadas.

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