Da Agência Estado
O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), Jorge Donadelli, afirmou que as medidas anunciadas nesta terça-feira (12) pelo governo federal para ajudar os setores prejudicados pela desvalorização do dólar "podem ser ineficazes ou ainda ter efeito só num médio prazo" no setor calçadista. Franca, vizinha de Ribeirão preto, é um dos maiores pólos exportadores de sapatos masculinos do país.
De acordo com Donadelli, a criação de linhas de crédito para capital de giro, investimentos e exportação dificilmente poderão ser conseguidas por entre 40% e 50% das 120 indústrias exportadoras de Franca, pois elas não conseguem certidões negativas de débito. "Muitas empresas, principalmente as exportadoras, não conseguiram pagar INSS ou FGTS e não têm a certidão negativa. Sabemos que é ilegal pedir o documento nesses tipos de empréstimos, mas os agentes financeiros dificultam ao máximo", avaliou.
O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), Jorge Donadelli, afirmou que as medidas anunciadas nesta terça-feira (12) pelo governo federal para ajudar os setores prejudicados pela desvalorização do dólar "podem ser ineficazes ou ainda ter efeito só num médio prazo" no setor calçadista. Franca, vizinha de Ribeirão preto, é um dos maiores pólos exportadores de sapatos masculinos do país.
De acordo com Donadelli, a criação de linhas de crédito para capital de giro, investimentos e exportação dificilmente poderão ser conseguidas por entre 40% e 50% das 120 indústrias exportadoras de Franca, pois elas não conseguem certidões negativas de débito. "Muitas empresas, principalmente as exportadoras, não conseguiram pagar INSS ou FGTS e não têm a certidão negativa. Sabemos que é ilegal pedir o documento nesses tipos de empréstimos, mas os agentes financeiros dificultam ao máximo", avaliou.
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O presidente do Sindifranca lembrou ainda que dificilmente o setor calçadista poderá usar imediatamente a apropriação de crédito de PIS/Cofins nos investimentos em bens de capital, como também foi anunciado hoje. "Não há o menor sinal de investimentos em ampliações ou modernizações porque as empresas estão lutando para não fechar. Isso só vai ocorrer no médio prazo", explicou o empresário.
O presidente do Sindifranca lembrou ainda que dificilmente o setor calçadista poderá usar imediatamente a apropriação de crédito de PIS/Cofins nos investimentos em bens de capital, como também foi anunciado hoje. "Não há o menor sinal de investimentos em ampliações ou modernizações porque as empresas estão lutando para não fechar. Isso só vai ocorrer no médio prazo", explicou o empresário.
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A saída, no curto prazo, de acordo com Donadelli, é seguir torcendo para que o dólar volte a se valorizar. O presidente do Sindifranca, ao contrário de várias correntes do mercado, aposta na recuperação da moeda norte-americana no segundo semestre no fechamento do ano com dólar valendo entre R$ 2,10 e R$ 2,15.
AEB
Sobre as medidas anunciadas hoje, o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, lamentou que apenas os setores têxtil, calçadista, moveleiro, eletroeletrônico e automobilístico estejam contemplados. "As medidas são positivas, mas lamento que estejam voltadas a poucos setores. A princípio, não sou favorável a beneficiar uns em detrimento de outros. Os problemas são comuns também aos setores que não estão incluídos nas medidas", afirma, acrescentando que as medidas são "bandeiras antigas" dos setores.
A saída, no curto prazo, de acordo com Donadelli, é seguir torcendo para que o dólar volte a se valorizar. O presidente do Sindifranca, ao contrário de várias correntes do mercado, aposta na recuperação da moeda norte-americana no segundo semestre no fechamento do ano com dólar valendo entre R$ 2,10 e R$ 2,15.
AEB
Sobre as medidas anunciadas hoje, o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, lamentou que apenas os setores têxtil, calçadista, moveleiro, eletroeletrônico e automobilístico estejam contemplados. "As medidas são positivas, mas lamento que estejam voltadas a poucos setores. A princípio, não sou favorável a beneficiar uns em detrimento de outros. Os problemas são comuns também aos setores que não estão incluídos nas medidas", afirma, acrescentando que as medidas são "bandeiras antigas" dos setores.
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Segundo Castro, uma iniciativa do governo que poderia causar um impacto imediato seria o pagamentos dos créditos de ICMS, PIS/Confins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) às empresas exportadoras. "Isso atingiria todos os setores, não criando privilégios. Certamente, todos os setores devem ter créditos a receber."
Segundo Castro, uma iniciativa do governo que poderia causar um impacto imediato seria o pagamentos dos créditos de ICMS, PIS/Confins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) às empresas exportadoras. "Isso atingiria todos os setores, não criando privilégios. Certamente, todos os setores devem ter créditos a receber."
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Ele afirma ainda que o Brasil pode sofrer represálias na Organização Mundial do Comércio (OMC) em decorrência da criação de linhas de crédito com equalização de taxas pelo Tesouro Nacional. "A equalização significa compensar parte dos custos da produção e isso pode levar algum País a acusar o Brasil pela criação de subsídios", explica.
Ele afirma ainda que o Brasil pode sofrer represálias na Organização Mundial do Comércio (OMC) em decorrência da criação de linhas de crédito com equalização de taxas pelo Tesouro Nacional. "A equalização significa compensar parte dos custos da produção e isso pode levar algum País a acusar o Brasil pela criação de subsídios", explica.