Do G1, em São Paulo
As medidas do governo para amenizar o efeito do câmbio valorizado para alguns ramos de atividade produtiva são positivas, mas não eliminam a necessidade de tomar uma decisão mais efetiva sobre a desvalorização do dólar. A avaliação é o diretor do Departamento de Economia da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. "A pior coisa é não fazer nada, mas é melhor fazer a coisa certa", diz.
Francini diz ter dúvidas sobre a eficácia de decidir socorrer alguns setores, mas não resolver a questão maior, que é a desvalorização do dólar frente ao real. "Nesse universo (da indústria) há também fabricantes de insumos que estão sendo substituídos por importados" afirmou, lembrando que as medidas não têm alcance sobre toda a cadeia produtiva. "Sou mais favorável a medidas gerais porque a dificuldade é de toda a indústria", afirmou, lembrando que a escolha privilegia os setores com crise mais evidente, o que não significa que outras áreas da economia também não estejam sendo prejudicas.
As medidas do governo para amenizar o efeito do câmbio valorizado para alguns ramos de atividade produtiva são positivas, mas não eliminam a necessidade de tomar uma decisão mais efetiva sobre a desvalorização do dólar. A avaliação é o diretor do Departamento de Economia da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. "A pior coisa é não fazer nada, mas é melhor fazer a coisa certa", diz.
Francini diz ter dúvidas sobre a eficácia de decidir socorrer alguns setores, mas não resolver a questão maior, que é a desvalorização do dólar frente ao real. "Nesse universo (da indústria) há também fabricantes de insumos que estão sendo substituídos por importados" afirmou, lembrando que as medidas não têm alcance sobre toda a cadeia produtiva. "Sou mais favorável a medidas gerais porque a dificuldade é de toda a indústria", afirmou, lembrando que a escolha privilegia os setores com crise mais evidente, o que não significa que outras áreas da economia também não estejam sendo prejudicas.
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Dentre o conjunto de normas divulgas nesta terça-feira (12) pelo governo, Francini elogiou aquela que pode alterar as regras de importação de vestuário. Conforme o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os impostos de importação destes produtos deverão incidir sobre a quantidade comprada e não sobre o preço do produto importado. A medida ainda está em análise mas, segundo Francini, é positiva. É um bom antídoto contra o sub-faturamento, pois estabelece um valor mínimo para determinada quantidade de produto, diz.
Ciesp
Para o diretor do Departamento de Economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Antônio Correa de Lacerda, as medidas "significam o reconhecimento do governo das dificuldades que os setores industriais enfrentam". Segundo Lacerda, "é uma medida proativa do governo de criar condições favoráveis às empresas afetadas pelo câmbio", afirma.
No entanto, assim como Paulo Francini, Lacerda ressalta que os setores beneficiados não são os únicos afetados pelo problema do câmbio. "Essas medidas são paliativas e compensatórias, porque diminuem a desvantagem competitiva da economia brasileira para esses setores, mas não cria novas vantagens competitivas, que é hoje o grande desafio da economia." Ele argumenta que o dólar desvalorizado não afeta apenas as exportações. "O dólar é um preço básico da economia, que define investimentos e a produção local. Portanto, eu vejo o anúncio como um início de um processo que deve se estender a outros setores".
Com informações da Agência Estado e do Valor Online
Dentre o conjunto de normas divulgas nesta terça-feira (12) pelo governo, Francini elogiou aquela que pode alterar as regras de importação de vestuário. Conforme o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os impostos de importação destes produtos deverão incidir sobre a quantidade comprada e não sobre o preço do produto importado. A medida ainda está em análise mas, segundo Francini, é positiva. É um bom antídoto contra o sub-faturamento, pois estabelece um valor mínimo para determinada quantidade de produto, diz.
Ciesp
Para o diretor do Departamento de Economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Antônio Correa de Lacerda, as medidas "significam o reconhecimento do governo das dificuldades que os setores industriais enfrentam". Segundo Lacerda, "é uma medida proativa do governo de criar condições favoráveis às empresas afetadas pelo câmbio", afirma.
No entanto, assim como Paulo Francini, Lacerda ressalta que os setores beneficiados não são os únicos afetados pelo problema do câmbio. "Essas medidas são paliativas e compensatórias, porque diminuem a desvantagem competitiva da economia brasileira para esses setores, mas não cria novas vantagens competitivas, que é hoje o grande desafio da economia." Ele argumenta que o dólar desvalorizado não afeta apenas as exportações. "O dólar é um preço básico da economia, que define investimentos e a produção local. Portanto, eu vejo o anúncio como um início de um processo que deve se estender a outros setores".
Com informações da Agência Estado e do Valor Online