Os dados regionais da indústria confirmaram uma "acomodação" do setor em abril, inclusive em São Paulo, que responde por cerca de 40% da produção nacional. As principais exceções estão nos vigorosos desempenhos dos Estados da região Sul que, impulsionados pela recuperação do setor agrícola, apresentaram os melhores resultados, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Os Estados da região Sul mostram uma evolução de desempenho em velocidade bem acima da média, como resultado da recuperação do setor agrícola", observou o economista André Macedo, da coordenação de indústria do instituto. O melhor desempenho foi registrado no Rio Grande do Sul, com aumento de 2,9% da produção em abril face ao mês de março (menos 0,1% na média do País), expansão de 16,1% ante abril do ano passado e crescimento de 9,0% no primeiro quadrimestre de 2007 ante igual período de 2006.
Na indústria gaúcha, os impactos mais positivos em abril ante igual mês do ano passado foram dados pela indústria de refino e produção de álcool (32,5%, sob impacto de óleo diesel e nafta para petroquímica), máquinas e equipamentos (38,8%, sob influência de ferramentas hidráulicas de motor não elétrico e semeadores) e alimentos (12,8%, com destaque para carnes e miudezas de aves).
Segundo Macedo, todos esses segmentos têm impacto direto ou indireto do setor agrícola. No caso da indústria do Paraná, apesar da queda (menos 0,3%) observada em abril sobre março, o crescimento de 13,2% apurado ante igual mês de 2006 foi o maior apurado face a igual mês de ano anterior desde junho de 2005. Também neste Estado houve impactos positivos, na comparação com abril do ano passado, de segmentos fornecedores ou vinculados ao setor agrícola, como alimentos (16,6%), outros produtos químicos (51,4%, impulsionados por fertilizantes e máquinas e equipamentos (15,6%, com destaque para tratores agrícolas).
A indústria paraense acumula crescimento de 9,3% no primeiro quadrimestre de 2007. Em Santa Catarina, a produção ficou praticamente estável (0,1%) em abril ante março e cresceu 8,7% ante abril de 2006, no melhor resultado ante igual mês do ano anterior apurado desde fevereiro de 2005. Nessa base de comparação, os destaques de expansão também estiveram vinculados ao setor agrícola: alimentos (14,8%) e máquinas e equipamentos (18,5%). No primeiro quadrimestre, a indústria local acumulou alta de 4,0%.
Na avaliação de Macedo, os dados regionais, sobretudo em São Paulo, confirmam um cenário de acomodação da indústria, sem sinais de reversão da tendência de crescimento. Ele afirma que a indústria paulista (0,1% ante março, enquanto a média nacional foi de menos 0,1%), prossegue com perspectivas positivas, apoiadas sobretudo na produção de bens de capital.
Em São Paulo, a produção cresceu 4,7% em abril ante igual mês de 2006 e acumulou no primeiro quadrimestre de 2007 uma expansão de 3,4%. Na comparação com abril do ano passado, as principais contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (16,6%), setor associado à produção de bens de capital, máquinas para escritório e equipamentos de informática (51,7%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,4%).
"Os Estados da região Sul mostram uma evolução de desempenho em velocidade bem acima da média, como resultado da recuperação do setor agrícola", observou o economista André Macedo, da coordenação de indústria do instituto. O melhor desempenho foi registrado no Rio Grande do Sul, com aumento de 2,9% da produção em abril face ao mês de março (menos 0,1% na média do País), expansão de 16,1% ante abril do ano passado e crescimento de 9,0% no primeiro quadrimestre de 2007 ante igual período de 2006.
Na indústria gaúcha, os impactos mais positivos em abril ante igual mês do ano passado foram dados pela indústria de refino e produção de álcool (32,5%, sob impacto de óleo diesel e nafta para petroquímica), máquinas e equipamentos (38,8%, sob influência de ferramentas hidráulicas de motor não elétrico e semeadores) e alimentos (12,8%, com destaque para carnes e miudezas de aves).
Segundo Macedo, todos esses segmentos têm impacto direto ou indireto do setor agrícola. No caso da indústria do Paraná, apesar da queda (menos 0,3%) observada em abril sobre março, o crescimento de 13,2% apurado ante igual mês de 2006 foi o maior apurado face a igual mês de ano anterior desde junho de 2005. Também neste Estado houve impactos positivos, na comparação com abril do ano passado, de segmentos fornecedores ou vinculados ao setor agrícola, como alimentos (16,6%), outros produtos químicos (51,4%, impulsionados por fertilizantes e máquinas e equipamentos (15,6%, com destaque para tratores agrícolas).
A indústria paraense acumula crescimento de 9,3% no primeiro quadrimestre de 2007. Em Santa Catarina, a produção ficou praticamente estável (0,1%) em abril ante março e cresceu 8,7% ante abril de 2006, no melhor resultado ante igual mês do ano anterior apurado desde fevereiro de 2005. Nessa base de comparação, os destaques de expansão também estiveram vinculados ao setor agrícola: alimentos (14,8%) e máquinas e equipamentos (18,5%). No primeiro quadrimestre, a indústria local acumulou alta de 4,0%.
Na avaliação de Macedo, os dados regionais, sobretudo em São Paulo, confirmam um cenário de acomodação da indústria, sem sinais de reversão da tendência de crescimento. Ele afirma que a indústria paulista (0,1% ante março, enquanto a média nacional foi de menos 0,1%), prossegue com perspectivas positivas, apoiadas sobretudo na produção de bens de capital.
Em São Paulo, a produção cresceu 4,7% em abril ante igual mês de 2006 e acumulou no primeiro quadrimestre de 2007 uma expansão de 3,4%. Na comparação com abril do ano passado, as principais contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (16,6%), setor associado à produção de bens de capital, máquinas para escritório e equipamentos de informática (51,7%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,4%).