quinta-feira, junho 21, 2007

TRAPOS & FARRAPOS...

APESAR DO DISCURSO, O GOVERNO É CONTRA O BRASIL
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Não pense que você leu errado, não: o título acima está correto. Apesar do discurso, o governo Lula é contra o Brasil. Se fosse uma partida de futebol, poderíamos até afirmar que o governo joga na retranca. Teme o crescimento do país, o desenvolvimento do brasileiro, que, melhor formado e educado, e muito mais bem informado, jogaria no lixo esta porcaria toda que Lula arrota em solenidades e nos palanques. Porque elas se tratam disto mesmo: lixo.

São muito os exemplos que dão solidez a esta afirmação. Vejamos alguns. Um dos temores de Lula é o país enfrentar um novo apagão elétrico. Certo ? Aliás, foi a partir dele que Lula começou a ganhar a eleição em 2002. Afora, claro, toda a demagogia que derramou em cima daquele fato. Como Lula também não colocou para funcionar uma única nova usina, mesmo aquelas que já estavam em construção quando assumiu o poder, bastaria o país crescer em torno de 5,0 % ao ano, nos próximos dois anos, e teríamos de enfrentar, inevitavelmente, um novo apagão. E isto também é fato, e não papo furado. E olhem que 5,0% não é nada pela situação da economia mundial ! Portanto, muito embora até possa desejar um crescimento mais robusto, Lula torce para que isto não provoque sua desmoralização.

Depois, tem aquele famoso tratado que ele assinou na ONU, e que só não está em vigor porque os EUA, com muito mais juízo do que nós, não concordou, da tal autodeterminação dos povos indígenas. Se isto estivesse vigorando, acreditem, em menos de cinco anos, o imenso pais que conhecemos como Brasil estaria fragmentado em pelo menos 10 a 15 novas nações. Seria o preço a pagar pela ignorância do senhor Luiz Inácio.

Seguindo pela avenida, encontramos um governo devotado a acabar com o agro-negócio. Apenas para informar, o setor representa 1/3 das riquezas produzidas pelo país, além de gerar milhões de empregos de norte a sul. Mas bom mesmo para este governo moleque e irresponsável, é o MST. Vagabundos que mamam nas gordas e generosas tetas do Tesouro nacional não plantam coisa alguma e já desmataram muito mais do que qualquer outro movimento rural no país. Claro, os vagabundos ainda por cima, além de não trabalharem por não serem muito chegados a isto, ainda não deixam os outros trabalharem com suas invasões e depredações.

Segue o baile. O governo Lula é chegado em cartilhas. Tanto que disponibilizou na internet, no site do Ministério do Trabalho, e por um bom tempo, a Cartilha da Puta, que ensinava as “meninas” até como abordar clientes. Para um governo que se transformou em um enorme puteiro, nada mais lógico, não é mesmo ?

Depois que Lula deu mostras ao mundo financeiro de que não mudaria uma vírgula na política macro-econômica implantada no governo Fernando Henrique, como que anunciando suas próprias armas, resolveu desonerar o ingresso de dólares no país para financiamento da dívida pública. Claro que ele não disse, mas na verdade estava trocando a dívida externa, mais barata, por outra, a interna, muito cara porque praticada com os nossos juros campeões mundiais. Era importante para o discurso da tal independência junto ao FMI. Mas um desastre quando vista sob a ótica da razão econômica.

Como o ingresso da moeda americana já era muito intenso fruto das exportações, o reflexo da medida se viu rapidamente: a valorização exagerada da nossa moeda frente ao dólar. Conseqüência? Fechamento de fábricas e de empregos nos ramos de calçados, têxteis, brinquedos e artesanato, e ultimamente, no automobilístico. Afora, é claro, a crise na agropecuária, que só continua voando por conta do preço das commodities no mercado internacional pelos volumes de compra da China. Por conta da “política cambial” vemos empresas brasileiras investindo cada vez mais lá fora.

Em 2006, Evo Morales expropriou ativos da Petrobrás, sem que o governo Lula tivesse demonstrado o menor sinal de reação. Até pelo contrário: sempre justificou como perfeitamente normal e legal a ação do índio. Conseqüência ? O índio boliviano continua chantageando o país, e a usina termelétrica de Cuiabá, movida a gás, já sofreu em um ano pelo menos três paralisações por conta da “bondade” do irmão.

Na semana passada, por duas vezes, Lula criticou a imprensa brasileira por só publicar notícias ruins, e por que os brasileiros só sabem falar mal do Brasil. Lula até nem merecia resposta para sua ignorância, mas ontem aqui, transcrevemos excelente artigo publicado no Jornal do Brasil, de autoria de Jota Alves, fundador do Centro de Promoções Brasileiras e criador do Dia do Brasil em Nova York, sob o título “A Suíça não é aqui”, e que é uma resposta de excelente conteúdo para o senhor Luiz Inácio não mais dizer besteiras como aliás já se tornou costume. Isto é o que dá ser presidente sem ter estudado. E não estudou por absoluta preguiça. Oportunidade e tempo não lhe faltaram. Faltou-lhe isto sim, esforço e interesse pessoal. Se você quiser reler o artigo clique aqui.

Ocorre que não apenas aqui no Brasil os não alinhados ao pensamento esquerdopata ou não vendidos, conseguem ver o mal que representa o governo Lula para o Brasil. Num longo e excelente artigo, o Financial Times, numa reportagem de seis páginas inteiramente dedicadas ao nosso país, faz uma bem consistente análise dos motivos pelos quais nós, com tanto potencial, já tendo atingido a estabilidade econômica e, vá lá, política, vivendo um momento excepcional da economia mundial, não conseguimos alçar vôos maiores no nosso crescimento. E qual foi a conclusão que eles chegaram ? A de que o Estado brasileiro, isto é, o governo Lula, por ser lento, pesado, omisso e negligente, além de perdulário e ineficiente, suga em torno de 40% da riqueza que o país produz todos os anos e não a investe de maneira competente.

No post seguinte, transcreveremos a matéria publicada na BBC Brasil, com um resumo da reportagem do Financial Times. Vale refletir muitas vezes sobre o que vai ali. É um retrato fiel de um governo que é contra o país. Joga na retranca. E em todos os sentidos. Isto, aliás, é bem o retrato de como os povos governados sob o manto da ideologia de esquerda, elas conseguem subjugar as forças produtivas de um país, travando o pensamento liberal e sufocando a crítica dos pensadores que navegam no mar da democracia, do estado de direito, das liberdades e garantias individuais.

O quadro é preocupante, na medida em que estamos jogando fora oportunidades de desenvolvimento que talvez não se reproduzam mais tão cedo. Na área de serviços públicos tais como saúde, educação, segurança, vamos de mal a pior. Na área de infra-estrutura, bem os aeroportos estão na caca que assistimos já há nove meses, trafegar pelas rodovias é uma aventura e tanto, e nos portos, basta que se fale com qualquer importador ou exportador para sabermos do atraso e dos prejuízos que o nosso “sistema” portuário é capaz de provocar. E do ponto de vista institucional, bem, basta lermos os jornais: escândalos e mais escândalos em operações espetaculosas que servem como marketing político, mas que rigorosamente não serviu para deixar nenhum larápio atrás das grades. Ora é no âmbito do Judiciário, frequentemente é no Legislativo, e nem o Executivo escapa, que é, aliás, onde tudo começa. São bilhões de reais sugados da Nação e que simplesmente somem no ralo do desperdício, da corrupção, da incompetência e da falta de respeito ao patrimônio público. A conseqüência ? Um país atrasado em relação aos demais emergentes para ingresso no primeiro mundo, instituições esfaceladas pela corrupção endêmica, e um estado paquidérmico que suga as energias do Brasil que funciona, o privado, e não permite que a economia atue com o dinamismo necessário para sair da estagnação em que se encontra. Convenhamos: trata-se de uma triste herança que nos custará muito caro.