Tribuna da Imprensa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que se os Estados Unidos e a União Européia não reduzirem os subsídios agrícolas, o Brasil não aceitará abrir o mercado industrial. Ele disse que recebeu um telefonema, na semana passada, do então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pedindo para que o País aceitasse negociar os principais pontos da Rodada Doha, defendidos pelos europeus.
"O Blair ligou exigindo, exigindo não, ponderando, que se não abríssemos o mercado de produtos industrializados não teria acordo. Eu disse: então não tem acordo", relatou o presidente. "(vocês) querem que os países emergentes abram suas porteiras mas lacram a de vocês", teria dito ainda Lula, de acordo com seu relato, a Blair. O presidente lembrou que na próxima semana estará em Portugal, para uma série de conversas com dirigentes europeus, para tratar da questão dos subsídios.
Entre eles, a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe de Governo da Espanha, José Luiz Zapatero e o presidente de Portugal, Cavaco Silva. "Mas se eles não abrirem a agricultura, não tem mais conversa", disse. "Nós não podemos tratar com eles no século 21, como se estivéssemos no século 20. Nós iríamos abrir o mercado industrial e eles não abririam o mercado agrícola? Então não tem negócio", acrescentou.
Limite maior - Lula lembrou que os Estados Unidos queriam aumentar de US$ 15 bilhões para US$ 17 bilhões o limite de subsídios aos agricultores norte-americanos e o Brasil queria que esse limite ficasse em US$ 12 bilhões. Ele reclamou ainda da pressão dos países ricos para que os emergentes, como Brasil e Índia, abrissem seus mercados para produtos industrializados.
O presidente disse que como é do interesse do País ser competitivo no mercado mundial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem permitido que os frigoríficos consigam investimento para competir no mercado externo. Ele disse que nos próximos três anos ainda há muito o que avançar.
Durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário da safra 2007-2008, Lula disse que não aceita o argumento de que os biocombustíveis vão ocupar a área de produção de alimentos. "Eu não aceito o argumento de que os biocombustíveis vão ocupar a Amazônia", rebateu Lula as críticas ao produto pelos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e de Cuba, Fidel Castro. "Temos de ter a consciência de que a agricultura ganha mais importância com os biocombustíveis", ressaltou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que se os Estados Unidos e a União Européia não reduzirem os subsídios agrícolas, o Brasil não aceitará abrir o mercado industrial. Ele disse que recebeu um telefonema, na semana passada, do então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pedindo para que o País aceitasse negociar os principais pontos da Rodada Doha, defendidos pelos europeus.
"O Blair ligou exigindo, exigindo não, ponderando, que se não abríssemos o mercado de produtos industrializados não teria acordo. Eu disse: então não tem acordo", relatou o presidente. "(vocês) querem que os países emergentes abram suas porteiras mas lacram a de vocês", teria dito ainda Lula, de acordo com seu relato, a Blair. O presidente lembrou que na próxima semana estará em Portugal, para uma série de conversas com dirigentes europeus, para tratar da questão dos subsídios.
Entre eles, a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe de Governo da Espanha, José Luiz Zapatero e o presidente de Portugal, Cavaco Silva. "Mas se eles não abrirem a agricultura, não tem mais conversa", disse. "Nós não podemos tratar com eles no século 21, como se estivéssemos no século 20. Nós iríamos abrir o mercado industrial e eles não abririam o mercado agrícola? Então não tem negócio", acrescentou.
Limite maior - Lula lembrou que os Estados Unidos queriam aumentar de US$ 15 bilhões para US$ 17 bilhões o limite de subsídios aos agricultores norte-americanos e o Brasil queria que esse limite ficasse em US$ 12 bilhões. Ele reclamou ainda da pressão dos países ricos para que os emergentes, como Brasil e Índia, abrissem seus mercados para produtos industrializados.
O presidente disse que como é do interesse do País ser competitivo no mercado mundial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem permitido que os frigoríficos consigam investimento para competir no mercado externo. Ele disse que nos próximos três anos ainda há muito o que avançar.
Durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário da safra 2007-2008, Lula disse que não aceita o argumento de que os biocombustíveis vão ocupar a área de produção de alimentos. "Eu não aceito o argumento de que os biocombustíveis vão ocupar a Amazônia", rebateu Lula as críticas ao produto pelos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e de Cuba, Fidel Castro. "Temos de ter a consciência de que a agricultura ganha mais importância com os biocombustíveis", ressaltou.