sexta-feira, junho 29, 2007

TOQUEDEPRIMA...

*** Reforma é 'monstrengo jurídico' diz especialista

O advogado especialista em Direito Eleitoral Antônio Augusto Mayer analisou as 346 emendas do projeto de reforma política e concluiu: é superficial e desordenada, com emendas praticamente repetidas, com erros de pontuação, concordância e terminologia. "O que vem por aí, em matéria de lista previamente ordenada, é um monstrengo jurídico". Prevê enxurrada de consultas ao Tribunal Superior Eleitoral após a promulgação da nova lei.

*** Roriz chora e pergunta: "Quem nunca pediu empréstimo?"

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) foi à tribuna nesta quinta-feira para fazer sua defesa. Ele chegou a chorar e tentou minimizar as acusações por quebra de decoro parlamentar que podem implicar em sua cassação.

"Quem nunca pediu empréstimo? Existe algum artigo dizendo que pedir dinheiro emprestado é crime? É ilegal? Quem em sua vida não pediu um empréstimo a um amigo ou a um banco qualquer?", questionou. Ele ainda levantou suspeitas de que há manobras de adversários. "A quem interessa tudo isso? Faço essa pergunta a meus adversários", afirmou Roriz.

O senador alegou que usou apenas parte dos R$ 270 mil emprestados pelo empresário Constantino para pagar a dívida da compra de uma bezerra e para ajudar um parente com problemas de saúde. Roriz não falou o que fez com o restante.O senador disse que, para provar sua inocência, vai autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Pedir empréstimo é coisa mais natural do mundo. Mas, convenhamos, para um senador da República, o mínimo que Roriz deveria ter feito era se resguardado, e feito um empréstimo no Banco ! Por que fazê-lo da forma como alegou em sua defesa ? Tivesse Roriz feito a coisa certa, e não precisaria explicar nada. Como resolveu contar uma história surreal para operação, acabou levantando suspeitas.

*** Suplicy fica magoado com queixa de Lula
O Globo

"O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) está magoado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Paparicado publicamente pelo PT como trunfo eleitoral, Suplicy é motivo de queixa e até chacota em conversas reservadas no partido, pelo comportamento considerado obsessivo em busca da verdade.

Em reunião com os senadores do PT Ideli Salvatti (SC) e Tião Viana (AC), para discutir o caso Renan Calheiros (PMDB-AL), Lula teria se queixado de Suplicy, que cobra o depoimento de Renan no Conselho de Ética e causou constrangimento ao se oferecer para relatar o caso.

Na eleição do novo presidente do Conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), anteontem à noite, Suplicy votou no candidato governista. Depois, emocionado, cobrou de Ideli explicações sobre uma notícia que lera num site:

— A notícia diz que a senadora levou uma reprimenda do presidente por ter me escolhido para o Conselho. Sempre me dediquei com muito esmero ao PT, buscando sempre a verdade, foi por isso que fui para o partido."

*** PSDB veta aprovação de acordos com a Venezuela na Câmara

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), impediu que o plenário aprovasse, na sessão desta quinta-feira, dois acordos entre Brasil e Venezuela. A medida é uma contestação ao governo de Hugo Chávez, que recentemente acusou o Senado brasileiro de ser "papagaio" dos Estados Unidos, por ter criticado o fechamento da RCTV.

"O país (Venezuela) não respeita os princípios básicos do estado de direito, não respeita a liberdade de imprensa e ainda agrediu o Congresso Nacional brasileiro", afirmou Pannunzio.

Um dos acordos, que trata de intercâmbio entre os países na área de comunicação, prevê o "o intercâmbio de informações, análises e prognósticos dos meios de comunicação social dos dois países, bem como a difusão de informações oficiais de ambos os governos, suas realizações, atividades culturais, belezas turísticas e aspectos históricos", segundo mensagem do governo brasileiro.

O outro diz respeito a mudanças na regra de tributação entre os dois países. O governo brasileiro argumenta que a convenção é mais precisa na questão da taxação dos rendimentos de pessoas físicas e jurídicas, evita a dupla tributação e favorece a atividade comercial.

*** Que se lixe
Da coluna Painel da Folha S.Paulo

"Ao vetar o nome de mais um relator para seu processo -desta vez, Renato Casagrande (PSB-ES), que, embora da base aliada, não lhe pareceu suficientemente servil-, Renan Calheiros (PMDB-AL) dobrou a aposta num impasse que o mantenha vivo até o recesso parlamentar e ampliou a distância que o separa de um grupo crescente de colegas receosos de naufragar junto com o presidente da Casa. "Estávamos à procura de uma solução para o Senado", diz um cardeal governista não apenas sobre Casagrande mas também sobre a tentativa, abortada na véspera, de emplacar a dupla Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Aloizio Mercadante (PT-SP) no Conselho de Ética. "Mas o Renan só está interessado em uma solução para ele."

*** PPS entra no STF contra Calheiros por "omissão"

O PPS entrou com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A sigla acusa Calheiros de "omissão" e pede ao Supremo uma liminar que obrigue o senador a convocar uma sessão conjunta para analisar 881 vetos do presidente Lula.

O deputado federal Fernando Coruja (PPS-SC), autor da ação, argumentou que os vetos têm que ser votados em até um mês. Segundo o parlamentar, a crise política, com foco em Calheiros, contribuiu para paralisar o Congresso.

"A Constituição diz que os vetos têm que ser postos em votação em 30 dias. Se isso não acontecer, a pauta fica trancada. Ele (Calheiros) não marca sessão ordinária. Isso é uma coisa crônica. O Senado está parado por causa dessa crise. Estamos pedindo uma liminar para que ele convoque o Congresso para votar", concluiu Coruja.

O deputado ainda revelou que seu partido vai participar do movimento "Fora Renan", que está sendo protagonizado pelo PSOL. "O PPS, através da executiva, decidiu pedir o afastamento do Renan. Como não temos senador, não tínhamos como formalizar o pedido. É um apoio político ao PSOL", declarou Coruja.

*** Caixa tem R$ 40 bi de crédito para abertura de empresas em 2007
Folhapress

A Caixa Econômica Federal tem neste ano orçamento de R$ 40 bilhões de crédito para pessoa jurídica, principalmente para micro e pequenas empresas e franquias. O programa oferece financiamento para investimento fixo e capital de giro na implantação da unidade.

Atualmente, a Caixa tem 15 redes homologadas para fins de concessão de crédito para novas unidades de franquias: Bit Company, Bob's, Casa do Pão de Queijo, CCAA, Embelezze, Eurodata, Livraria Nobel, Microlins, Number One, Roasted Potato, Spedini Trattoria, Spoleto, Bonaparte, Donatário e L'acqua di Fiore.

O banco começou a atuar no crédito a franquias no final de 2005 e, depois de analisar as necessidade do setor, criou uma linha de financiamento específica para os candidatos montarem seus negócios. A Caixa também elaborou cartilha na qual explica os principais pontos do negócio e como se tornar franqueado.