Depois de decidir por deixar de lado a cúpula do Mercosul - que começa hoje, no Paraguai - o líder venezuelano Hugo Chávez atravessou o mundo para se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin.
Numa visita oficial de três dias - cujo itinerário inclui viagens para Bielo-Rússia e Irã - Chávez e Putin terão como pautas da agenda negócios relacionados a armamento, energia e cooperação militar.
As tão esperadas declarações bombásticas sobre os Estados Unidos não farão parte dos assuntos que serão discutidos entre os líderes.
Segundo analistas, a Presidência russa parece se reservar e manter certa prudência em relação ao encontro com Chávez para evitar problemas ou constrangimentos às vésperas de uma reunião entre Putin e o presidente americano, George Bush. As relações entre ambos está tensa desde que o Kremlin externou sua desconfiança com o escudo antimísseis que os EUA planejam instalar na Polônia e República Tcheca.
Segundo um porta-voz da agência russa de venda de armamento Rosoboronexport, Rússia e Venezuela mantêm "uma boa cooperação" e o governo venezuelano estaria interessado na compra de mais armas russas.
No último ano e meio, Caracas desembolsou mais de US$ 3 bilhões (R$ 5,8 bilhões) para comprar fuzis kalashnikov, caça-bombardeiros Sukhoi e helicópteros da Rosoboronexport.
Em outra ocasião, Chávez teria também declarado seu interesse pelos submarinos russos a diesel, numa tentativa de incrementar a capacidade naval do país.
Hoje, Putin recebe Chávez para um jantar privado no Kremlin.
Em Rostov, visitará uma fábrica de helicópteros semelhantes aos adquiridos recentemente pela Venezuela. Será, ainda, um dos convidados de honra do presidente russo para uma competição hípica.
Além das negociações com Putin, Chávez se reune amanhã com os deputados da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento, na Sala de Armas do Parlamento russo.
Para analistas de mercado, Caracas estaria interessada na ajuda tecnológica russa para seguir com projetos de exploração de recursos naturais, como hidrocarbonetos.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Mijail Kamynin, o Kremlin está disposto a avançar "numa série de projetos comuns, como extração de recursos naturais, energia elétrica e construção de ferrovias" com o governo venezuelano.
Fora as transações econômicas relacionadas a armamentos, a balança econômica entre Venezuela e Rússia mantém uma média de US$ 90 milhões (R$ 175 milhões) anuais.
Além de reuniões com autoridades políticas e militares russas, Chávez presidirá um fórum de empresários de ambos os países e vai inaugurar o Centro Cultural Latino-Americano Simón Bolívar, na Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscou.
Até a Europa critica ausência em Assunção
A ausência de Hugo Chávez na reunião entre líderes do Mercosul, hoje e amanhã, em Assunção, foi condenada pela mídia estrangeira.
Numa visita oficial de três dias - cujo itinerário inclui viagens para Bielo-Rússia e Irã - Chávez e Putin terão como pautas da agenda negócios relacionados a armamento, energia e cooperação militar.
As tão esperadas declarações bombásticas sobre os Estados Unidos não farão parte dos assuntos que serão discutidos entre os líderes.
Segundo analistas, a Presidência russa parece se reservar e manter certa prudência em relação ao encontro com Chávez para evitar problemas ou constrangimentos às vésperas de uma reunião entre Putin e o presidente americano, George Bush. As relações entre ambos está tensa desde que o Kremlin externou sua desconfiança com o escudo antimísseis que os EUA planejam instalar na Polônia e República Tcheca.
Segundo um porta-voz da agência russa de venda de armamento Rosoboronexport, Rússia e Venezuela mantêm "uma boa cooperação" e o governo venezuelano estaria interessado na compra de mais armas russas.
No último ano e meio, Caracas desembolsou mais de US$ 3 bilhões (R$ 5,8 bilhões) para comprar fuzis kalashnikov, caça-bombardeiros Sukhoi e helicópteros da Rosoboronexport.
Em outra ocasião, Chávez teria também declarado seu interesse pelos submarinos russos a diesel, numa tentativa de incrementar a capacidade naval do país.
Hoje, Putin recebe Chávez para um jantar privado no Kremlin.
Em Rostov, visitará uma fábrica de helicópteros semelhantes aos adquiridos recentemente pela Venezuela. Será, ainda, um dos convidados de honra do presidente russo para uma competição hípica.
Além das negociações com Putin, Chávez se reune amanhã com os deputados da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento, na Sala de Armas do Parlamento russo.
Para analistas de mercado, Caracas estaria interessada na ajuda tecnológica russa para seguir com projetos de exploração de recursos naturais, como hidrocarbonetos.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Mijail Kamynin, o Kremlin está disposto a avançar "numa série de projetos comuns, como extração de recursos naturais, energia elétrica e construção de ferrovias" com o governo venezuelano.
Fora as transações econômicas relacionadas a armamentos, a balança econômica entre Venezuela e Rússia mantém uma média de US$ 90 milhões (R$ 175 milhões) anuais.
Além de reuniões com autoridades políticas e militares russas, Chávez presidirá um fórum de empresários de ambos os países e vai inaugurar o Centro Cultural Latino-Americano Simón Bolívar, na Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscou.
Até a Europa critica ausência em Assunção
A ausência de Hugo Chávez na reunião entre líderes do Mercosul, hoje e amanhã, em Assunção, foi condenada pela mídia estrangeira.
No artigo O bloco sul-americano se arrasta, o jornal alemão Stuttgarter Zeitung faz duras críticas à decisão do líder venezuelano em viajar para a Rússia e ausentar-se do encontro entre com presidentes sul-americanos:
"No momento em que os chefes de Estado do Mercosul se juntarão, Chávez estará aproveitando belos dias em Moscou. A convite de Putin, assistirá a uma corrida de cavalos e vai conferir os novos submarinos russos".
A chamada "afronta" ocorre justamente no primeiro aniversário da entrada da Venezuela no bloco. Segundo o jornal, "Chávez parece ter perdido a vontade de cooperar" e pode vir a deixar o grupo caso não haja "um novo Mercosul".
O Stuttgarter Zeitung questiona, ainda, o que a Venezuela teria a ganhar no bloco que está "em crise" e demonstra ser "essencialmente capitalista, sem espaço para o socialismo venezuelano do século 21, marcado por estatizações".
O jornal econômico russo Viedomosti também ironizou a visita do líder bolivariano ao Kremlin:
"Chávez entra no círculo de chefes de Estado da Comunidade dos Estados Independentes - ex-membros da extinta União Soviética".