*** Polícia do Rio é mais letal que a dos EUA
Folha de S.Paulo
A polícia fluminense matou em 2006 mais pessoas em confrontos do que todas as corporações policiais que atuam nos EUA. Dados analisados pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes revelam que, no ano passado, 1.063 pessoas foram mortas em supostos confrontos com policiais no Estado do Rio. Deste total, 673 somente no município do Rio. Nos EUA, as estatísticas indicam que 341 pessoas morreram em confronto com a polícia.
As estatísticas mostram ainda que o patamar de pessoas que morrem sob o fogo de policiais no Estado tem se mantido elevado. Em 2005, o número de mortos chegou a 1.098. Em 2004, foram 983 vítimas.
Nos quatro primeiros meses deste ano, os autos de resistência (nome usado pela Secretaria Estadual de Segurança para mortes provocadas por policiais em serviço) já cresceram 36,5%, em relação ao mesmo período do ano passado.
*** Forfait
Apesar de escalado, Mangabeira Unger, ministro do futuro, não apareceu na sessão inaugural do seminário de política externa "O Brasil no mundo que vem aí", no Palácio do Itamaraty, Rio. Está ocupado com o presente.
*** Exemplos de boas ações no Judiciário
O Globo
1.- Em meio a uma montanha de processos que tramitam com lentidão e num cenário de poucos casos de punição a criminosos, o Poder Judiciário começa a colecionar iniciativas para tentar mudar esse quadro. E os exemplos vêm de todas as instâncias da Justiça.
Um mecanismo de nome complicado e resultados promissores entrou em vigor este ano para tentar desafogar os tribunais e agilizar os julgamentos. A súmula vinculante foi criada para obrigar juízes de instâncias inferiores a decidir como o Supremo Tribunal Federal (STF) em questões já sacramentadas pela corte. Para aprovar uma súmula, é preciso que pelo menos oito dos onze integrantes do STF concordem em transformar o resultado de um julgamento em regra para todo o país. A administração pública é obrigada a cumprir o entendimento.
No dia 31 de maio, o tribunal aprovou as três primeiras súmulas vinculantes do país. Uma delas diz que apenas a União pode legislar sobre bingos e loterias. A decisão acabou com a validade de centenas de liminares que mantinham estabelecimentos de jogos funcionando."
2.- Um projeto recém-lançado no Rio está provando que o combate à impunidade nem sempre exige mudanças profundas na legislação. Para enfrentar o drama da lentidão das investigações, bastou apenas dispensar o papel no vai-e-vem dos inquéritos entre delegacias e promotorias. Essa tramitação, que consome meses para sair de um lugar e chegar ao outro, agora é feita pelos computadores, num simples apertar de botão.
A experiência, batizada de "Inquérito virtual", começou em duas promotorias (3 e 5) e quatro delegacias (9, no Catete, 6, na Cidade Nova, 7, em Santa Teresa, e 10, em Botafogo). Providências como a prorrogação de prazos e pedidos de diligências, que pelo sistema do papel levavam até quatro meses entre polícia e MP, comprometendo a investigação, passaram a circular na velocidade dos bytes.
*** Mais cheques sem fundos na compra de eletrônicos
Folhapress
Levantamento realizado pela Telecheque mostra que o indicador de cheques sem fundos no setor de eletroeletrônicos no mês passado foi de 5,53%, valor 103,31% superior ao índice nacional no mesmo período, que ficou em 2,72%. Segundo o estudo, um dos fatores que contribuem para a inadimplência com cheques é o valor do cheque transacionado.
Em maio, o valor médio das compras foi de R$ 144, enquanto o tíquete do segmento foi de R$ 190,28, 32,14% maior. De acordo com a Telecheque, por dispor de produtos com valor de venda mais alto, a opção dos consumidores pelo parcelamento também tende a ser maior. No setor, as compras parceladas com cheques chegaram a representar 80,11% do total das transações em maio, superando em 9,32% a média nacional, de 73,28%.
*** Previsão de crescimento do PIB chega a 4,7%
Veja online
O Banco Central (BC) elevou de 4,1% para 4,7% a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2007, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira. A instituição também reduziu a estimativa de inflação para 2007, de 3,8% para 3,5%.
A estimativa prevê que a inflação deste ano fique abaixo da meta estabelecida pelo governo, de 4,5% ao ano, com margem de erro de dois pontos porcentuais. A estimativa da inflação para 2008 também foi reduzida, de 4,4% para 4,1%. A meta é a mesma deste ano. Segundo o relatório, a probabilidade de se ultrapassar o limite de tolerância da meta em 2007 ano é de 3%. O cálculo de analistas do mercado financeira aponta o mesmo valor.
O setor de serviços puxou o aumento na estimativa de crescimento do PIB. Em março, previa-se um crescimento de 2,3% na área, valor que chegou a 4,3% projetados a partir de agora. A agropecuária deve registrar um crescimento de 7% este ano, segundo as novas estimativas. Em março, o aumento previsto era de 4,8%.
*** Brasil é o país mais burocrata
Excesso de regulamentos é a maior fonte de frustração para empresariado, revela pesquisa
O Brasil é o país com a maior carga de burocracia do mundo. Essa afirmação está no Relatório Internacional de Empresas (IBR), divulgado ontem pela Grant Thornton International. Com 60% dos votos, o Brasil aparece como o líder do ranking quando o assunto é o excesso de burocracia e regulamentos como a maior fonte de frustração entre as empresas pesquisadas no globo. Em seguida estão a Rússia (59%), Polônia (55%) e Grécia (52%).
A pesquisa revelou que quatro entre dez empresas citaram a burocracia, comparado com apenas duas entre dez, ou menos, que apontaram os custos financeiros, a escassez de capital de giro ou de financiamento a longo prazo. As empresas que menos sentem o peso da burocracia são as de Cingapura (16%), da Espanha (17%) e da Suécia (19%).
"Embora vários governos continuem a envidar esforços para simplificar a burocracia, muitos ainda não conseguiram", afirmou em comunicado o líder global de serviços para empresas privadas da Grant Thornton International, Alex MacBeath.
O segundo obstáculo mais votado pelas empresas pesquisadas foi a carência de mão-de-obra qualificada. De acordo com a pesquisa, Nova Zelândia (60%), Austrália (59%) e África do Sul (58%) são os que mais sofrem com este problema. "A falta de mão-de-obra qualificada é um grande inibidor do crescimento das economias desses países que não se beneficiaram como os países da União Européia, por exemplo, com as sucessivas ondas de migrantes qualificados vindos do leste europeu", explicou MacBeath.
O levantamento apontou ainda que a preocupação quanto à diminuição do volume de pedidos e à queda da demanda foram também citados como limitadores de crescimento. O líder do ranking desta categoria foi o Japão, com 59% e, com 54%, a Tailândia e a China Continental ocuparam a segunda colocação. O restante das empresas pesquisadas no mundo registraram 29% de preocupação com esse quesito.
Folha de S.Paulo
A polícia fluminense matou em 2006 mais pessoas em confrontos do que todas as corporações policiais que atuam nos EUA. Dados analisados pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes revelam que, no ano passado, 1.063 pessoas foram mortas em supostos confrontos com policiais no Estado do Rio. Deste total, 673 somente no município do Rio. Nos EUA, as estatísticas indicam que 341 pessoas morreram em confronto com a polícia.
As estatísticas mostram ainda que o patamar de pessoas que morrem sob o fogo de policiais no Estado tem se mantido elevado. Em 2005, o número de mortos chegou a 1.098. Em 2004, foram 983 vítimas.
Nos quatro primeiros meses deste ano, os autos de resistência (nome usado pela Secretaria Estadual de Segurança para mortes provocadas por policiais em serviço) já cresceram 36,5%, em relação ao mesmo período do ano passado.
*** Forfait
Apesar de escalado, Mangabeira Unger, ministro do futuro, não apareceu na sessão inaugural do seminário de política externa "O Brasil no mundo que vem aí", no Palácio do Itamaraty, Rio. Está ocupado com o presente.
*** Exemplos de boas ações no Judiciário
O Globo
1.- Em meio a uma montanha de processos que tramitam com lentidão e num cenário de poucos casos de punição a criminosos, o Poder Judiciário começa a colecionar iniciativas para tentar mudar esse quadro. E os exemplos vêm de todas as instâncias da Justiça.
Um mecanismo de nome complicado e resultados promissores entrou em vigor este ano para tentar desafogar os tribunais e agilizar os julgamentos. A súmula vinculante foi criada para obrigar juízes de instâncias inferiores a decidir como o Supremo Tribunal Federal (STF) em questões já sacramentadas pela corte. Para aprovar uma súmula, é preciso que pelo menos oito dos onze integrantes do STF concordem em transformar o resultado de um julgamento em regra para todo o país. A administração pública é obrigada a cumprir o entendimento.
No dia 31 de maio, o tribunal aprovou as três primeiras súmulas vinculantes do país. Uma delas diz que apenas a União pode legislar sobre bingos e loterias. A decisão acabou com a validade de centenas de liminares que mantinham estabelecimentos de jogos funcionando."
2.- Um projeto recém-lançado no Rio está provando que o combate à impunidade nem sempre exige mudanças profundas na legislação. Para enfrentar o drama da lentidão das investigações, bastou apenas dispensar o papel no vai-e-vem dos inquéritos entre delegacias e promotorias. Essa tramitação, que consome meses para sair de um lugar e chegar ao outro, agora é feita pelos computadores, num simples apertar de botão.
A experiência, batizada de "Inquérito virtual", começou em duas promotorias (3 e 5) e quatro delegacias (9, no Catete, 6, na Cidade Nova, 7, em Santa Teresa, e 10, em Botafogo). Providências como a prorrogação de prazos e pedidos de diligências, que pelo sistema do papel levavam até quatro meses entre polícia e MP, comprometendo a investigação, passaram a circular na velocidade dos bytes.
*** Mais cheques sem fundos na compra de eletrônicos
Folhapress
Levantamento realizado pela Telecheque mostra que o indicador de cheques sem fundos no setor de eletroeletrônicos no mês passado foi de 5,53%, valor 103,31% superior ao índice nacional no mesmo período, que ficou em 2,72%. Segundo o estudo, um dos fatores que contribuem para a inadimplência com cheques é o valor do cheque transacionado.
Em maio, o valor médio das compras foi de R$ 144, enquanto o tíquete do segmento foi de R$ 190,28, 32,14% maior. De acordo com a Telecheque, por dispor de produtos com valor de venda mais alto, a opção dos consumidores pelo parcelamento também tende a ser maior. No setor, as compras parceladas com cheques chegaram a representar 80,11% do total das transações em maio, superando em 9,32% a média nacional, de 73,28%.
*** Previsão de crescimento do PIB chega a 4,7%
Veja online
O Banco Central (BC) elevou de 4,1% para 4,7% a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2007, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira. A instituição também reduziu a estimativa de inflação para 2007, de 3,8% para 3,5%.
A estimativa prevê que a inflação deste ano fique abaixo da meta estabelecida pelo governo, de 4,5% ao ano, com margem de erro de dois pontos porcentuais. A estimativa da inflação para 2008 também foi reduzida, de 4,4% para 4,1%. A meta é a mesma deste ano. Segundo o relatório, a probabilidade de se ultrapassar o limite de tolerância da meta em 2007 ano é de 3%. O cálculo de analistas do mercado financeira aponta o mesmo valor.
O setor de serviços puxou o aumento na estimativa de crescimento do PIB. Em março, previa-se um crescimento de 2,3% na área, valor que chegou a 4,3% projetados a partir de agora. A agropecuária deve registrar um crescimento de 7% este ano, segundo as novas estimativas. Em março, o aumento previsto era de 4,8%.
*** Brasil é o país mais burocrata
Excesso de regulamentos é a maior fonte de frustração para empresariado, revela pesquisa
O Brasil é o país com a maior carga de burocracia do mundo. Essa afirmação está no Relatório Internacional de Empresas (IBR), divulgado ontem pela Grant Thornton International. Com 60% dos votos, o Brasil aparece como o líder do ranking quando o assunto é o excesso de burocracia e regulamentos como a maior fonte de frustração entre as empresas pesquisadas no globo. Em seguida estão a Rússia (59%), Polônia (55%) e Grécia (52%).
A pesquisa revelou que quatro entre dez empresas citaram a burocracia, comparado com apenas duas entre dez, ou menos, que apontaram os custos financeiros, a escassez de capital de giro ou de financiamento a longo prazo. As empresas que menos sentem o peso da burocracia são as de Cingapura (16%), da Espanha (17%) e da Suécia (19%).
"Embora vários governos continuem a envidar esforços para simplificar a burocracia, muitos ainda não conseguiram", afirmou em comunicado o líder global de serviços para empresas privadas da Grant Thornton International, Alex MacBeath.
O segundo obstáculo mais votado pelas empresas pesquisadas foi a carência de mão-de-obra qualificada. De acordo com a pesquisa, Nova Zelândia (60%), Austrália (59%) e África do Sul (58%) são os que mais sofrem com este problema. "A falta de mão-de-obra qualificada é um grande inibidor do crescimento das economias desses países que não se beneficiaram como os países da União Européia, por exemplo, com as sucessivas ondas de migrantes qualificados vindos do leste europeu", explicou MacBeath.
O levantamento apontou ainda que a preocupação quanto à diminuição do volume de pedidos e à queda da demanda foram também citados como limitadores de crescimento. O líder do ranking desta categoria foi o Japão, com 59% e, com 54%, a Tailândia e a China Continental ocuparam a segunda colocação. O restante das empresas pesquisadas no mundo registraram 29% de preocupação com esse quesito.