por José Paulo Kupfer, NoMínimo
Aproveitando o feriadão, o Banco Central soltou, depois do fechamento dos mercados, na sexta-feira enforcada, três medidas administrativas de contenção do assanhamento dos bancos com dólares. A idéia é evitar uma exposição excessiva das instituições em moeda estrangeira, numa hora em que começam a pipocar sinais de instabilidade nos mercados financeiros internacionais.
Todas as medidas reduzem as margens para manter posições em dólares. A primeira, reduz o limite de exposição cambial de 60% para 30% do patrimônio de referência. A segunda, que entra em vigor em julho, aumenta de 50% para 100% a exigência de capital para fazer frente à exposição cambial. Finalmente, os bancos ficam agora obrigados a contabilizar as operações em filiais ou subsidiárias do exterior no total de sua exposição cambial.
Tudo bem que são medidas de prudência, mas, na prática, a expectativa é que obriguem as instituições, atualmente em largas posições vendidas, a comprar divisas para atender às exigências da autoridade monetária. Ou seja, a teoria dos cabeções, segundo a qual a política cambial tupiniquim não tem culpa se o dólar está caindo no mundo inteiro, pode sofrer, depois dessas medidas, algum abalo. Afinal, o dólar continuará caindo no mundo inteiro, mas tenderá a cair um pouco menos por aqui.
As novas exigências deixam claro também que havia uma enorme margem de manobra especulativa com divisas, sancionada pelo Banco Central. Cortar a alavancagem dos bancos em divisas pode ser o início de um caminho para pôr um pouco de ordem no galinheiro cambial.
Aproveitando o feriadão, o Banco Central soltou, depois do fechamento dos mercados, na sexta-feira enforcada, três medidas administrativas de contenção do assanhamento dos bancos com dólares. A idéia é evitar uma exposição excessiva das instituições em moeda estrangeira, numa hora em que começam a pipocar sinais de instabilidade nos mercados financeiros internacionais.
Todas as medidas reduzem as margens para manter posições em dólares. A primeira, reduz o limite de exposição cambial de 60% para 30% do patrimônio de referência. A segunda, que entra em vigor em julho, aumenta de 50% para 100% a exigência de capital para fazer frente à exposição cambial. Finalmente, os bancos ficam agora obrigados a contabilizar as operações em filiais ou subsidiárias do exterior no total de sua exposição cambial.
Tudo bem que são medidas de prudência, mas, na prática, a expectativa é que obriguem as instituições, atualmente em largas posições vendidas, a comprar divisas para atender às exigências da autoridade monetária. Ou seja, a teoria dos cabeções, segundo a qual a política cambial tupiniquim não tem culpa se o dólar está caindo no mundo inteiro, pode sofrer, depois dessas medidas, algum abalo. Afinal, o dólar continuará caindo no mundo inteiro, mas tenderá a cair um pouco menos por aqui.
As novas exigências deixam claro também que havia uma enorme margem de manobra especulativa com divisas, sancionada pelo Banco Central. Cortar a alavancagem dos bancos em divisas pode ser o início de um caminho para pôr um pouco de ordem no galinheiro cambial.