segunda-feira, junho 18, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Embaixada aconselha 'dinheiro do ladrão'
Jornal do Brasil

Há muito as notícias sobre a violência no Rio de Janeiro ecoam na imprensa internacional. Mas a criminalidade não está estampada apenas no noticiário: o site da embaixada francesa mantém uma lista de recomendações aos turistas que pretendem visitar o Brasil. Em francês, consta entre as recomendações a dica: os visitantes devem reservar R$ 50 para dar ao ladrão em caso de assalto.

Há orientações ainda sobre como os turistras devem proceder em caso de roubo e agressão, além de dados específicos sobre as cidades de Brasília e São Paulo, além do Rio.

Em relação à Cidade Maravilhosa, os conselhos são para que os visitantes tenham especial atenção em áreas como a Vista Chinesa, a Floresta da Tijuca, Santa Teresa e os arredores da rodoviária. Para o Centro, uma recomendação especial da embaixada: deve-se evitar visitas nos fins de semana, quando as ruas estão mais vazias que o habitual.

Quatro franceses foram assassinados no Brasil em 2007, todos no Rio. O crime de domingo - em que turistas foram assaltados em Ipanema - aconteceu a um mês dos Jogos Pan-Americanos, um dia antes de a prefeitura anunciar que receberá propostas de empresas interessadas em se credenciar para criarem espaços - ou reformarem aqueles já existentes de propriedade da Riotur - para funcionar como pontos de informação turística. A entrega das propostas deve ser feita na sede da Secretaria de Turismo (Praça Pio Dez, No 119, 10º andar - Assessoria Jurídica) até o dia 22.

O intuito é que a iniciativa privada renove e amplie o serviço de atendimento ao turista já existente, reformando e criando novos postos de informação turística, proporcionando um serviço personalizado.

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Juro menor para setores afetados pela alta do real
Com agências

O governo federal estuda oferecer linhas de crédito com taxas de juros mais baixas para os setores que são afetados pela valorização do real frente ao dólar. A informação é do ministro Guido Mantega (Fazenda), que deverá anunciar até o final da semana medidas de desoneração para segmentos mais prejudicados.

- Estamos estudando medidas para compensar alguns setores que tenham problemas com a valorização do real, com ações nas esferas tributária e financeira. Acredito que ainda esta semana podemos anunciar essas medidas - afirmou.

De acordo com Guido Mantega, o crédito que será oferecido terá taxas de juros mais baixas e condições mais favoráveis para esses setores, por intermédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Tesouro Nacional também terá uma participação nesse modelo por meio da equalização das taxas.

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Gerente tinha celular de delegado da PF
Folhapress

O telefone celular do chefe da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, delegado Aldo Roberto Brandão, aparece na agenda do celular de Elenilton Dutra de Andrade, gerente de caça-níqueis, preso na Operação Xeque-Mate na semana passada.

O delegado foi ouvido ontem sobre suposto vazamento de informação para a quadrilha de caça-níqueis. Aldo Brandão foi citado em um telefonema entre Elenilton e alguém identificado como Alexandre, em 19 de abril.

"Então, o Aldo diz que cê tá no lucro", diz Elenilton. "O Aldo é um... cê tá falando o delegado?". "É (...). Só que deixa eu dizer uma coisa. Ele sabe das coisas porque ele uns 15 dias atrás falou para mim: "Tá com o equipamento na rua, tira que vai ter operação'", diz Elenilton, que afirma em outro trecho: "Ontem ele me falou: vai descer um monte de mandado de prisão".

Em depoimento, Brandão disse que em 5 de abril, um dia após uma operação da PF que apreendeu 465 máquinas caça-níqueis no Estado, foi abordado por Elenilton em um salão de cabeleireiro. Conforme o delegado, Elenilton disse que "desse jeito os caça-níqueis iriam acabar". Brandão disse ter falado: "A tendência é acabar".

O delegado afirmou que conhece Elenilton de vista do salão. Disse acreditar que o gerente de caça-níqueis tenha obtido lá seu número de celular. Brandão participou da Operação Xeque-Mate, mas disse que soube do alvo das prisões meia hora antes de entrar em ação. Ele disse que na sexta-feira fez uma reunião com os demais delegados que participariam da operação, mas ainda não sabia do que se tratava.

No dia 14 de maio, Brandão ligou para o advogado Alexandre Fronzino, que pode ser o interlocutor de Elenilton na conversa de abril, e marcaram um encontro. Brandão nega ter tratado de caça-níqueis. Também foram ouvidos o delegado da Polícia Civil Marcelo Vargas e o coronel da PM Marcos Davi.

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Procura-se um celular ilustre
Cláudio Humberto

A Polícia Federal procura o celular da primeira-dama Marisa, que o compadre Dario Morelli Filho registrou como roubado em uma delegacia de polícia de São Bernardo do Campo (SP). Propriedade da Presidência da República e criptografado, o aparelho só pode ser usado no máximo por um assessor direto. A PF quer saber se nos últimos três anos foi usado para conversas paralelas com o irmão de Lula e/ou assessores do presidente.

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Brasil-Bolívia: acordo em xeque
Sérgio Pardellas, Informe JB

Promete dar pano para manga o mandado de segurança impetrado, no Supremo Tribunal Federal, pelo deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), líder do PSDB na Câmara, com o qual pretende anular o acordo indenizatório celebrado entre a Petrobras e o governo boliviano, que encampou as refinarias da estatal brasileira. Em causa, o inciso 1 do artigo 49 da Constituição. Segundo o dispositivo, é da competência exclusiva do Congresso "resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio social". Para o deputado tucano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi "omisso" e agiu na contramão da norma constitucional, ao não submeter o acordo ao Congresso.

- O governo alega tratar-se de um acordo firmado entre duas empresas, mas a Petrobras é uma estatal cujo maior acionista é a União - argumenta Pannunzio.
Em 2001, lembrou o tucano, o Congresso foi instado a se manifestar sobre a cessão, pelo Brasil, do uso da base de Alcântara, no Maranhão, aos Estados Unidos. O acerto acabou rejeitado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

- Na ocasião, também votei contra, mesmo sendo uma iniciativa do governo do presidente Fernando Henrique - disse.

A ação foi distribuída, por sorteio, ao ministro Marco Aurélio, que já pediu informações ao presidente da República. Ainda precisam se pronunciar a Advocacia Geral da União (AGU) e a Procuradoria Geral da República. Pelo acordo, fechado no último dia 10, a Petrobras receberá do país vizinho US$ 112 milhões pelas duas refinarias, compradas pela estatal brasileira em 1999 e nacionalizadas pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, no ano passado. O preço inicial pedido pela Petrobras era de US$ 200 milhões.

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Contas confusas
Lauro Jardim, Radar, Revista Veja

O pizzaiolo Epitácio Cafeteira, relator do caso Renan no Conselho de Ética, não viu nenhum problema nas contas apresentadas pelo presidente do Senado. Não é para menos. Veja-se a prestação de contas que Cafeteira encaminhou ao TRE do Maranhão depois de sua eleição para o Senado em 2006. Cafeteira garante que gastou 81 274 reais para eleger-se (sua previsão de gastos era de 2,5 milhões de reais, conforme o TRE). Dá 8 centavos por voto – um recorde. Campanha barata, hein? Na verdade, o que há é um festival de omissões visível. Por exemplo: ele fez, é claro, campanha de rádio e TV. Só que em sua declaração de despesas não consta nenhum gasto em produção de programas. Não há dúvida de que Cafeteira mediu Renan pelo seu próprio metro.