O Brasil precisará investir pelo menos US$ 804 bilhões no setor de energia até 2030, conforme o Plano Nacional de Energia aprovado ontem pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O número foi divulgado ontem pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, em entrevista para detalhar o que ele definiu como "o primeiro plano de longo prazo para o setor energético do País".
Nesse total estão incluídos os investimentos em petróleo, eletricidade, gás natural e biomassa. Em termos anuais, esses investimentos representam cerca de US$ 32 bilhões, já que o cenário traçado contempla um período de 25 anos, a partir de 2005. Do investimento total, cerca de metade deverá ser direcionada para a área de petróleo (49%), outra parcela para as grandes hidrelétricas (35%), vindo a seguir o gás natural, com 12% do total previsto, e cerca de 4% para a biomassa, especialmente da cana-de-açúcar.
O presidente da EPE esclareceu que o plano não detalha os investimentos específicos no período, mas adiantou que a estatal está trabalhando com a construção das usinas do Rio Madeira, da hidrelétrica de Belo Monte e pelo menos mais quatro centrais nucleares, além de Angra 3. "Os empreendimentos específicos são detalhados no Plano Decenal", complementou.
O plano aprovado pelo CNPE é o que Tolmasquim chama de "cenário de referência", prevendo que a economia mundial crescerá cerca de 3,0% ao ano até 2030, ligeiramente abaixo dos 3,7% contabilizados nos últimos 25 anos. Já a economia brasileira crescerá em torno de 4,0% ao ano, praticamente igual aos 4,1% registrados no último quarto de século. A população brasileira, por sua vez, subirá de 185 milhões de habitantes para cerca de 239 milhões, com aumento de 53 milhões de pessoas. "Só o aumento da população no período equivale à população atual de países como a Espanha ou a França", ilustro o técnico do governo.
O acréscimo da população e o crescimento econômico demandarão volumes crescentes de energia, conforme destacou. A previsão é que o consumo de petróleo atingirá cerca de 3 milhões de barris por dia, enquanto o consumo nacional de energia elétrica subirá dos atuais 375,2 TW/h para cerca de 1.032,7 TW/h, com aumento de 175% no período. Um aspecto "relevante" destacado por Tolmasquim na entrevista coletiva é que o País continuará com uma forte participação de energia renovável, mesmo com a grande expansão na capacidade de produção.
Atualmente as fontes renováveis representam cerca de 44,5% do consumo total de energia primária, praticamente igual aos 44,7% previstos para 2030. A média mundial é de 14% para as fontes renováveis, sendo que nos países desenvolvidos essa participação é de apenas 6%. Outro ponto apontado por ele é a grande diversidade de fontes de energia. Em 1970, o petróleo e a lenha, somados, representavam 78% do consumo total de energia. Para 2030, a previsão da EPE é de um forte aumento da energia hidráulica, do gás natural e da biomassa ampliando a diversidade da matriz energética brasileira.
Nesse total estão incluídos os investimentos em petróleo, eletricidade, gás natural e biomassa. Em termos anuais, esses investimentos representam cerca de US$ 32 bilhões, já que o cenário traçado contempla um período de 25 anos, a partir de 2005. Do investimento total, cerca de metade deverá ser direcionada para a área de petróleo (49%), outra parcela para as grandes hidrelétricas (35%), vindo a seguir o gás natural, com 12% do total previsto, e cerca de 4% para a biomassa, especialmente da cana-de-açúcar.
O presidente da EPE esclareceu que o plano não detalha os investimentos específicos no período, mas adiantou que a estatal está trabalhando com a construção das usinas do Rio Madeira, da hidrelétrica de Belo Monte e pelo menos mais quatro centrais nucleares, além de Angra 3. "Os empreendimentos específicos são detalhados no Plano Decenal", complementou.
O plano aprovado pelo CNPE é o que Tolmasquim chama de "cenário de referência", prevendo que a economia mundial crescerá cerca de 3,0% ao ano até 2030, ligeiramente abaixo dos 3,7% contabilizados nos últimos 25 anos. Já a economia brasileira crescerá em torno de 4,0% ao ano, praticamente igual aos 4,1% registrados no último quarto de século. A população brasileira, por sua vez, subirá de 185 milhões de habitantes para cerca de 239 milhões, com aumento de 53 milhões de pessoas. "Só o aumento da população no período equivale à população atual de países como a Espanha ou a França", ilustro o técnico do governo.
O acréscimo da população e o crescimento econômico demandarão volumes crescentes de energia, conforme destacou. A previsão é que o consumo de petróleo atingirá cerca de 3 milhões de barris por dia, enquanto o consumo nacional de energia elétrica subirá dos atuais 375,2 TW/h para cerca de 1.032,7 TW/h, com aumento de 175% no período. Um aspecto "relevante" destacado por Tolmasquim na entrevista coletiva é que o País continuará com uma forte participação de energia renovável, mesmo com a grande expansão na capacidade de produção.
Atualmente as fontes renováveis representam cerca de 44,5% do consumo total de energia primária, praticamente igual aos 44,7% previstos para 2030. A média mundial é de 14% para as fontes renováveis, sendo que nos países desenvolvidos essa participação é de apenas 6%. Outro ponto apontado por ele é a grande diversidade de fontes de energia. Em 1970, o petróleo e a lenha, somados, representavam 78% do consumo total de energia. Para 2030, a previsão da EPE é de um forte aumento da energia hidráulica, do gás natural e da biomassa ampliando a diversidade da matriz energética brasileira.