*** Suspeita sobre BRB se estende a Nossa Caixa
Folha de S.Paulo
O Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal afirmam haver "fortes indícios" da existência de um esquema de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa, banco oficial do governo de São Paulo.
Os investigadores apontam a existência de esquema idêntico ao que fraudou os cofres do BRB, banco oficial do Distrito Federal: as mesmas empresas, com procedimentos e contratos da mesma natureza, mas em valores superiores.
Folha de S.Paulo
O Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal afirmam haver "fortes indícios" da existência de um esquema de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa, banco oficial do governo de São Paulo.
Os investigadores apontam a existência de esquema idêntico ao que fraudou os cofres do BRB, banco oficial do Distrito Federal: as mesmas empresas, com procedimentos e contratos da mesma natureza, mas em valores superiores.
A fraude contra o BRB foi desvendada no último dia 14 por meio da Operação Aquarela, da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal.
Na operação, foram expedidos mandados de prisão contra 20 pessoas, entre elas o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura e o então secretário-geral da Asbace (Associação Nacional de Bancos), Juarez Lopes Cançado. Moura foi flagrado conversando com o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) sobre a partilha de dinheiro no escritório de Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol.
*** Voar no Brasil não é seguro, alertam controladores
Jornal do Brasil
Controladores de vôo civis e militares reunidos em Brasília alertaram ontem para a falta de segurança do sistema. Disseram que a substituição de 14 profissionais da área por militares especialistas em defesa aérea - estratégia adotada pela Aeronáutica para enfraquecer o movimento da categoria - é um risco aos passageiros. A Aeronáutica, revelaram, reduziu pela metade (de 180 horas para 90 horas) o tempo de treinamento exigido dos controladores que vieram de outras regiões do país e do sistema de defesa aérea para reforçar o quadro de pessoal do centro de operações de Brasília, o Cindacta-1.
*** Jovens que mataram Galdino tiveram privilégios
O Globo
Embora tenham sido julgados e condenados, os cinco jovens de classe média alta que queimaram e mataram o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, em Brasília, na madrugada de 20 de abril de 1997, tiveram privilégios no cumprimento das penas e, desde 2004, estão em liberdade. O único menor de idade no grupo, então com 17 anos, ficou detido apenas três meses, o que caracteriza impunidade, na avaliação da promotora do Ministério Público do Distrito Federal Maria José Miranda, que fez a denúncia contra os cinco jovens.
— Esse ficou impune. Passou apenas três meses detido, antes do julgamento. O que ele aprendeu? Apenas reforçou a $sensação de poder, de ser diferente, de que com ele nada acontecia, de que papai sempre daria um jeitinho. Pedagogicamente funcionou como um reforço — diz Maria José.
A promotora travou uma batalha na Justiça do Distrito Federal para que os quatro maiores de idade fossem julgados pelo Tribunal do Júri, por crime hediondo, e não por lesão corporal $de morte. Em 2001, os estudantes Max Rogério Alves, Eron Chaves Oliveira e Antônio Novely Villanova, todos de 19 anos, e Tomáz Oliveira de Almeida, de 18, foram condenados a 14 anos de prisão.
*** Empréstimo por novilha, mesmo tendo 6 mil bois
O Globo
O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que afirma ter pedido um empréstimo de R$ 300 mil para o "pagamento inadiável" de uma novilha, dando a entender que não tinha recursos disponíveis para tanto, tem na Agropecuária Palma, que está em nome das três filhas, uma grande criação de gado reconhecida no meio como de ótima qualidade. Além disso, a fazenda tem um haras com cavalos manga-larga marchador ganhadores de prêmios. Roriz alega que pediu o dinheiro ao amigo Nenê Constantino, dono de empresas de ônibus no Distrito Federal e da companhia aérea Gol. Ele diz que adquiriu o animal em 12 de março.
A Palma, localizada em Luziânia (GO), a menos de 50 quilômetros do Centro de Brasília, ocupa uma área de 12 mil hectares (120 milhões de metros quadrados, o que equivale a 14.545 campos do Maracanã) e, conforme reportagem especial exibida no sábado passado no "Canal do Boi", "é um exemplo para qualquer propriedade". No programa, o responsável pelo bem-sucedido empreendimento é apresentado como "um dos mais atuantes políticos brasileiros, Joaquim Roriz".
*** A pantomima do PT pró-Renan: Sibá renuncia à presidência do Conselho de Ética
Reinaldo Azevedo
Mais uma pantomima no Conselho de Ética estrelada por esta melancólica figura, Sibá Machado (PT-AC), que renunciou à presidência para ajudar Renan Calheiros (PMDB-AL). Observem: ele não precisa prestar contas a ninguém, a não ser ao PT. Afinal, nem mesmo eleitores ele tem. Suplente de Marina Silva, estava na chefia do conselho, o que já é evidência da degradação do Senado.
Nesta terça, o PT ensaiou uma mímica de independência. Depois de quatro horas de reunião, os petistas anunciaram que poriam em votação amanhã o parecer de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), aquele que inocenta Renan. O presidente do Senado e seus aliados, que já tentaram resolver tudo na primeira semana, agora querem adiar a votação o máximo possível, na esperança de que o caso esfrie e, quem sabe?, dada a qualidade da turma, à espera de um escândalo novo.
Sibá informou ainda que não escolheria um novo relator. Aqueles que se ofereceram para a tarefa, na sua opinião, estavam impedidos, e os que não estavam impedidos, vejam só, não queriam deixar as suas digitais no caso. Se o parecer de Cafeteira fosse rejeitado, o regimento obriga a votar três outros que foram apresentados separadamente: um do PDT, um do PSDB e outro do DEM.
Muito macho, Siba também deu um murro na mesa: ou se votaria o relatório nesta quarta, ou ele renunciaria. Era, evidentemente, um jogo de cena. Afinal, bastava a tropa de Renan fazer barulho para não votar, e o texto não seria votado. Foi o que ela fez. E restou a Sibá cumprir a sua “ameaça”: renunciou para melar o jogo, fazendo o que Renan queria. Afinal, caso o texto fosse mesmo votado amanhã, era grande a chance de o parecer de Cafeteira ser derrotado.
Ao longo da tarde e começo da noite, chegou-se a noticiar que o PT havia abandonado o presidente do Senado. Conversa. Apenas tornou mais sofisticada — e, de certo modo, mais picareta — a sua blindagem. Agora, é preciso procurar um novo presidente para o Conselho. E o caso Renan vai ter de esperar. Mais: PT e PMDB tentarão envolver as oposições nessa escolha na esperança de dividir o peso de carregar um cadáver adiado.
Sibá entrou bem pequenininho na presidência do Conselho de Ética. Saiu ainda menor.
*** Ato falho, presidente?
Jornal do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem compreensão aos servidores públicos em greve. Alegou que o cobertor orçamentário é curto. Lembrou os aumentos salariais já concedidos. E voltou a defender a regulamentação do direito de greve do funcionalismo, além do corte de ponto em caso de paralisação. Seria mais do mesmo, em um dia de manifestação de grevistas do Incra dentro do Palácio do Planalto, não fosse uma frase perdida no meio do discurso da solenidade de lançamento do Plano Safra.
- Em quatro, oito ou 12 anos, é impossível fazer coisas que levam décadas ou séculos - alegou o presidente, numa de suas falas de improviso.
Lula não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo. A não ser que mude as regras do jogo ou - como ele mesmo já disse certa vez - "brinque com a democracia". Deve ter sido ato falho, diria a Constituição.
Durante a solenidade, os funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em greve desde 21 de maio, foram impedidos pela segurança do Planalto de exibir faixas de protesto.
*** Ataque ao bolso
O distinto público deve se preparar para a tunga: a única novidade que interessa ao Congresso, na tal "reforma política", é aprovar o financiamento público de campanha. Vamos pagar cartazes e santinhos dessa turma.
Jornal do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem compreensão aos servidores públicos em greve. Alegou que o cobertor orçamentário é curto. Lembrou os aumentos salariais já concedidos. E voltou a defender a regulamentação do direito de greve do funcionalismo, além do corte de ponto em caso de paralisação. Seria mais do mesmo, em um dia de manifestação de grevistas do Incra dentro do Palácio do Planalto, não fosse uma frase perdida no meio do discurso da solenidade de lançamento do Plano Safra.
- Em quatro, oito ou 12 anos, é impossível fazer coisas que levam décadas ou séculos - alegou o presidente, numa de suas falas de improviso.
Lula não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo. A não ser que mude as regras do jogo ou - como ele mesmo já disse certa vez - "brinque com a democracia". Deve ter sido ato falho, diria a Constituição.
Durante a solenidade, os funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em greve desde 21 de maio, foram impedidos pela segurança do Planalto de exibir faixas de protesto.
*** Ataque ao bolso
O distinto público deve se preparar para a tunga: a única novidade que interessa ao Congresso, na tal "reforma política", é aprovar o financiamento público de campanha. Vamos pagar cartazes e santinhos dessa turma.