Blog do Noblat
O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) se licenciará do cargo no meio desta semana. Assumirá a vaga dele seu primo e suplente Euclides Melo.
Collor não quer estar no Senado quando seus 80 pares tiverem que votar em plenário pela cassação ou absolvição de Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de quebra de decoro.
Renan e Collor foram aliados no passado. Renan apoiou a eleição de Collor para presidente da República em 1989 - e foi líder do seu governo na Câmara dos Deputados.
Em 1990, candidato ao governo de Alagoas, contava com o apoio de Collor. De fato, Collor o apoiou - mas injetou uma grana maior na campanha do adversário dele, Geraldo Bulhões, eleito governador.
Dali a dois anos, ao ver Collor acuado por denúncias de corrupção que acabariam por derrubá-lo, Renan rompeu com ele. Concedeu à VEJA uma contundente entrevista chamando Collor de corrupto. Repetiu a acusação diante de uma CPI.
Manchete de primeira página do Jornal do Commercio, de Pernambuco, do dia 26 de junho de 1992: "Renan depõe e pede renúncia de Collor".
Título menor embaixo da manchete: "Renan defende detector de mentiras para ele e Collor".
Texto destacado: "Renan pede enquadramento do presidente em crime de responsabilidade por conveniência e omissão com o esquema PC, mas disse não ter provas documentais sobre o escândalo".
Naquela época, Renan desprezava o valor de provas documentais para pedir a cassação do mandato do presidente da República.
O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) se licenciará do cargo no meio desta semana. Assumirá a vaga dele seu primo e suplente Euclides Melo.
Collor não quer estar no Senado quando seus 80 pares tiverem que votar em plenário pela cassação ou absolvição de Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de quebra de decoro.
Renan e Collor foram aliados no passado. Renan apoiou a eleição de Collor para presidente da República em 1989 - e foi líder do seu governo na Câmara dos Deputados.
Em 1990, candidato ao governo de Alagoas, contava com o apoio de Collor. De fato, Collor o apoiou - mas injetou uma grana maior na campanha do adversário dele, Geraldo Bulhões, eleito governador.
Dali a dois anos, ao ver Collor acuado por denúncias de corrupção que acabariam por derrubá-lo, Renan rompeu com ele. Concedeu à VEJA uma contundente entrevista chamando Collor de corrupto. Repetiu a acusação diante de uma CPI.
Manchete de primeira página do Jornal do Commercio, de Pernambuco, do dia 26 de junho de 1992: "Renan depõe e pede renúncia de Collor".
Título menor embaixo da manchete: "Renan defende detector de mentiras para ele e Collor".
Texto destacado: "Renan pede enquadramento do presidente em crime de responsabilidade por conveniência e omissão com o esquema PC, mas disse não ter provas documentais sobre o escândalo".
Naquela época, Renan desprezava o valor de provas documentais para pedir a cassação do mandato do presidente da República.