Fernando Exman, Jornal do Brasil
Insatisfeitos com a falta de pessoal, equipamentos e a ausência de um plano de carreiras, os controladores de vôo querem se reunir com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para apresentar suas demandas e tentar acabar com as punições impostas pelo Comando da Aeronáutica. Desde o dia da posse de Jobim pedem uma audiência. Até agora, reclamam, não foram recebidos pelo chefe.
- Queremos colocar a nossa versão - diz o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, em referência à desgastada relação entre os controladores do tráfego aéreo e os oficiais da Aeronáutica que os chefiam. - Se ouvir só a Aeronáutica, vai ouvir só um lado da história.
Embora satisfeito com a gestão do ministro, o relator da CPI do Apagão Aéreo do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), alertou para a necessidade de o governo solucionar o gargalo existente no controle do tráfego aéreo. Atualmente, há cerca de 2.700 controladores civis e militares em atividade no país.
- Falta resolver o problema dos controladores de vôo, que podem voltar a boicotar o sistema aéreo por que querem um salário maior - declara o senador.
Até agora, Jobim não anunciou se aumentará o contingente da área ou melhorará os equipamentos dos centros integrados de defesa aérea e controle de tráfego aéreo (Cindactas). Tampouco revelou se é a favor ou contra a desmilitarização do controle de vôos. Botelho disse entender tal demora, já que o ministro não é do setor. Considerou positivo o fato de Jobim ter deixado claro que "ele é quem comanda tudo". Botelho se lamenta, entretanto, por achar que o Comando da Aeronáutica ainda não entendeu o recado.
- O governo precisa enquadrar a Aeronáutica, fazê-la entender que está subordinada à Defesa. Se não fizer isso, acabará desgastado como os outros (ministros que precederam Jobim) - ataca o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo. - A Aeronáutica descumpriu uma determinação do governo, que foi a de contratar mais civis para a área.
*** COMENTANDO A NOTICIA: Jobim chegou atropelando, dizendo que iria mudar a diretoria da INFRAERO e da ANAC. Na ANAC acabou recuando, apesar do cheque em branco que lula lhe deu. Gaudenzi agora promete mexer na ANAC também, bem, isto é o que vamos ver. Mas convém notar um detalhe: o sistema CINDACTA precisa ser revisto com URGÊNCIA urgentíssima. Todo o imbróglio do apagão aéreo começou no vencimento do prazo de validade do sistema de controle.
Insatisfeitos com a falta de pessoal, equipamentos e a ausência de um plano de carreiras, os controladores de vôo querem se reunir com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para apresentar suas demandas e tentar acabar com as punições impostas pelo Comando da Aeronáutica. Desde o dia da posse de Jobim pedem uma audiência. Até agora, reclamam, não foram recebidos pelo chefe.
- Queremos colocar a nossa versão - diz o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, em referência à desgastada relação entre os controladores do tráfego aéreo e os oficiais da Aeronáutica que os chefiam. - Se ouvir só a Aeronáutica, vai ouvir só um lado da história.
Embora satisfeito com a gestão do ministro, o relator da CPI do Apagão Aéreo do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), alertou para a necessidade de o governo solucionar o gargalo existente no controle do tráfego aéreo. Atualmente, há cerca de 2.700 controladores civis e militares em atividade no país.
- Falta resolver o problema dos controladores de vôo, que podem voltar a boicotar o sistema aéreo por que querem um salário maior - declara o senador.
Até agora, Jobim não anunciou se aumentará o contingente da área ou melhorará os equipamentos dos centros integrados de defesa aérea e controle de tráfego aéreo (Cindactas). Tampouco revelou se é a favor ou contra a desmilitarização do controle de vôos. Botelho disse entender tal demora, já que o ministro não é do setor. Considerou positivo o fato de Jobim ter deixado claro que "ele é quem comanda tudo". Botelho se lamenta, entretanto, por achar que o Comando da Aeronáutica ainda não entendeu o recado.
- O governo precisa enquadrar a Aeronáutica, fazê-la entender que está subordinada à Defesa. Se não fizer isso, acabará desgastado como os outros (ministros que precederam Jobim) - ataca o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo. - A Aeronáutica descumpriu uma determinação do governo, que foi a de contratar mais civis para a área.
*** COMENTANDO A NOTICIA: Jobim chegou atropelando, dizendo que iria mudar a diretoria da INFRAERO e da ANAC. Na ANAC acabou recuando, apesar do cheque em branco que lula lhe deu. Gaudenzi agora promete mexer na ANAC também, bem, isto é o que vamos ver. Mas convém notar um detalhe: o sistema CINDACTA precisa ser revisto com URGÊNCIA urgentíssima. Todo o imbróglio do apagão aéreo começou no vencimento do prazo de validade do sistema de controle.
Não bastarão reformas em pistas, ampliando suas capacidades de embarque e desembarque, não adiantarão a contratação de mais controladores, não adiantarão as medidas de redesenho da malha aérea: tudo isto é indispensável, mas de nada servirão se o sistema de controle do tráfego aéreo permanecer intocado.
Para amenizar toda essa discussão, uma piadinha que já circula na incensurável Internet. Os personagens são o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente Lula da Silva.
Ministro Jobim - "Presidente, precisamos retirar assentos dos aviões!"
Presidente - "Ô Jobim, até você? Avião não tem acento, tem "til"...