Governo anuncia recordes no comércio exterior em julho
O Ministério do Desenvolvimento divulgou nesta quarta-feira que as exportações e importações brasileiras bateram recordes no mês de julho. As vendas para o exterior somaram US$ 14,120 bilhões, um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as compras de produtos importados registraram um crescimento acentuado de 34,8% ante julho de 2006, totalizando US$ 10,773 bilhões.
O Ministério do Desenvolvimento divulgou nesta quarta-feira que as exportações e importações brasileiras bateram recordes no mês de julho. As vendas para o exterior somaram US$ 14,120 bilhões, um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as compras de produtos importados registraram um crescimento acentuado de 34,8% ante julho de 2006, totalizando US$ 10,773 bilhões.
Com esses valores, o saldo positivo da balança comercial (diferença entre exportações e importações) ficou em US$ 3,347 bilhões, uma queda de 40,8% na comparação com o mês de julho anterior. No acumulado do ano, o superávit está em US$ 23,985 bilhões, uma queda de 4,8% em relação aos sete primeiros meses de 2006.
O mercado financeiro estima um superávit da balança comercial de US$ 43,8 bilhões neste ano, enquanto o Banco Central projeta um saldo positivo de US$ 40 bilhões.
ENQUANTO ISSO...
Superávit da balança desacelera pelo terceiro mês seguido
Reuters
As exportações e as importações brasileiras cresceram em julho, mas o superávit comercial do País desacelerou pelo terceiro mês seguido, informou nesta quarta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O saldo foi positivo em US$ 3,347 bilhões no mês passado, ante US$ 3,815 bilhões em junho e US$ 5,659 bilhões em julho de 2006.
As exportações brasileiras somaram US$ 14,120 bilhões em julho, o equivalente a uma média por dia útil de US$ 641,8 milhões. Em junho, as vendas externas foram de US$ 13,118 bilhões.
As importações totalizaram US$ 10,773 bilhões, com média por dia útil de US$ 489,7 milhões, contra US$ 9,303 bilhões em junho.
No ano, o superávit comercial acumulado é de US$ 23,985 bilhões. Nos últimos 12 meses, o saldo é de US$ 45,250.
As exportações somam nos primeiros sete meses do ano US$ 87,334 bilhões, e as importações, US$ 63,349 bilhões.
COMENTANDO A NOTÍCIA: No Jornal do Brasil desta quinta-feira, por Alexandre Bicca, é feita uma análise mais profunda deste resultado sobre os números da balança comercial brasileira.
Há mais de um ano estamos protestando conta a política do governo Lula na área do câmbio. Ninguém está aqui, é bom que se diga, dizendo que o governo deve intervir no câmbio de forma direta. Mas que existem algumas medidas que, se tomadas a tempo, poderiam brecar um pouco a constante e já preocupante valorização da nossa moeda perante o dólar.
Não foram os recordes anteriores que provocaram esta supervalorização do real. O excesso de dólares se dá porque, além do ingresso das exportações, ocorreu uma enxurrada de moeda americana por conta dos juros internos aqui praticados. E se conjugarmos a isto a desoneração criada pelo governo Lula no início de 2006, para aqueles ingressos destinados ao financiamento da dívida pública, então pode-se perceber o quanto estávamos e ainda estamos na contramão.
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É preciso que o governo e sua equipe econômica tratem de reverter a curva acentuada de importações em alta e exportações em baixa. Estamos deixando de vender lá fora em torno de trinta por cento a mais. Imaginem o quanto de empregos estamos deixando de criar! É muito prejuízo no campo do trabalho e renda, levando-se em conta que o desemprego, historicamente, encontra-se há muitos anos girando em torno dos 10%, ou cerca de 9 milhões de trabalhadores procurando emprego sem encontrá-lo.
A seguir, a reportagem do Jornal do Brasil.
Vendas externas caem 1,3% e importações sobem 28,7% em julho
Alexandra Bicca
Brasília. Pela primeira vez no ano, o total das exportações de um mês foi menor do que o resultado do mesmo período do ano passado. Em julho, as vendas externas somaram US$ 14,1 bilhões, 1,3% a menos do que no mesmo mês de 2006. Já as importações tiveram aumento de 28,7% sobre julho do ano passado e somaram US$ 10,7 bilhões. Como o governo já esperava, no mês passado houve uma desaceleração no saldo comercial, que vinha batendo recordes contínuos. Em julho, o superávit comercial foi de US$ 3,3 bilhões, uma queda de 40,8% sobre julho de 2006.
Mesmo assim, o governo revisou a meta de exportações deste ano, de US$ 152 bilhões para US$ 155 bilhões. O motivo é que, em julho, o total das exportações no acumulado dos últimos 12 meses já ultrapassa US$ 150 bilhões. Na avaliação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apesar do aumento das importações, as vendas externas vão bem e o efeito do câmbio e do aumento da demanda interna não são suficientes para atingir os bons resultados da balança comercial.
No ano, as exportações somam US$ 87,3 bilhões, 16,9% a mais do que de janeiro a julho de 2006. As importações no ano alcançam US$ 63,3 bilhões, aumento de 27,9%. O saldo comercial no ano está em US$ 23,9 bilhões, uma queda de 4,8% com relação ao saldo no mesmo período do ano passado.
De acordo com o secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, o saldo comercial abaixo do registrado no ano passado já era esperado.
- Nossa meta sempre foi realista, desde o início do ano estamos falando que o saldo cairia - disse Meziat. - Estamos comparando o primeiro semestre e as bases comparativas do ano passado, muito altas, e não devemos ter o mesmo ritmo no segundo semestre. Caso a nossa meta de US$ 155 bilhões se confirme, o crescimento será de 12,5% contra 17,5% registrado no ano passado.
No acumulado de 12 meses, as três categorias de produtos registraram valores históricos, na comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações de manufaturados aumentaram 14,2%; de básicos, 21,9%; e as de semimanufaturados, 26,5%. Os manufaturados deram a maior contribuição para o resultado comercial, segundo Meziat, com aumento de 44%.
Os destaques das exportações em julho foram aviões, gasolina, polímeros plásticos, automóveis de passageiros, autopeças e laminados planos.