O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou ontem o comportamento de visitantes do Palácio do Planalto ao de cães-guia que já entraram no local. Num discurso a atletas dos Jogos Parapan-americanos do Rio, marcado por forte apelo emocional e críticas ao preconceito contra deficientes físicos, Lula citou que, durante uma ida de deficientes visuais com cães-guia à sede do governo, os animais se comportaram melhor do que pessoas.
"Foi todo mundo para o Palácio do Planalto com os seus cães-guia e os cães entraram sem fazer nenhum estrago no Palácio, ao contrário, os cães se portaram melhor do que muita gente que vai ao Palácio", afirmou Lula, durante o discurso na Vila do Parapan.
Em setembro do ano passado, deficientes visuais foram ao Palácio do Planalto quando o governo regulamentou o direito de permanecerem em ambientes de uso coletivo acompanhados de seus cães-guia. Durante o discurso de ontem, Lula foi seguidamente aplaudido pelos atletas presentes, num evento que não foi aberto ao público - na abertura do Pan do Rio, mês passado, o presidente havia sido vaiado pelas pessoas que foram ao Maracanã.
O presidente também aproveitou o evento para assinar documento com apoio oficial do governo federal à candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. No início do discurso, Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem aos mortos no acidente com o avião da TAM, no mês passado, em São Paulo, e também para os mortos no terremoto ocorrido na quarta-feira, no Peru.
Depois, o presidente criticou as empresas privadas por não patrocinarem os Jogos Parapan-americanos, que têm apoio da Caixa Econômica Federal (CEF). "Eu fico me perguntando, por que só a Caixa? Por que o preconceito de outras empresas que ganham tanto dinheiro aqui neste País e não investem no Parapan?", questionou Lula, afirmando, em seguida, que enquanto for presidente haverá dinheiro de estatais para patrocinar os esportes paraolímpicos.
O presidente defendeu, ao longo do discurso, os deficientes físicos. "Vocês não serão tratados como cidadãos e cidadãs de segunda classe porque Deus fez vocês diferentes de outras pessoas. Isso é um compromisso, porque as pessoas precisam aprender, de uma vez por todas, que o preconceito é uma das doenças mais nojentas que a humanidade criou", afirmou Lula.
Ele destacou o esforço dos atletas e disse que muita gente "tem duas pernas e não pratica 1% do esporte que vocês, que estão na cadeira, praticam". Lula ainda comentou que a proibição do uso de cães-guia representa um crime contra "pelo menos 15% da população brasileira que têm algum problema de deficiência" e completou a frase afirmando "até eu", quando levantou a mão esquerda com quatro dedos devido a um acidente de trabalho que lhe tirou o dedo mindinho.
Segundo o Censo de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 24,600 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência física, o equivalente a 14,5% da população total.
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*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Já que sua excelência nunca vê e nem sabe de nada, talvez pudesse valer-se de um cão-guia dentro do Palácio do Planalto para ajudá-lo a governar. Talvez até aprendesse o significado da palavra “gestão pública”. Em caso de falha, já teria alguém, além de FHC, para jogar a culpa.
Quanto aos deficientes, Lula deveria envergonhar-se: ele por causa do dedo mínimo parou de trabalhar. Ao passo que gente que não enxerga, ou que se locomove em cadeiras de rodas, jamais se deixaram abater pelo vagabundismo ordinário que vossa excelência adora exibir e se gabar.
"Foi todo mundo para o Palácio do Planalto com os seus cães-guia e os cães entraram sem fazer nenhum estrago no Palácio, ao contrário, os cães se portaram melhor do que muita gente que vai ao Palácio", afirmou Lula, durante o discurso na Vila do Parapan.
Em setembro do ano passado, deficientes visuais foram ao Palácio do Planalto quando o governo regulamentou o direito de permanecerem em ambientes de uso coletivo acompanhados de seus cães-guia. Durante o discurso de ontem, Lula foi seguidamente aplaudido pelos atletas presentes, num evento que não foi aberto ao público - na abertura do Pan do Rio, mês passado, o presidente havia sido vaiado pelas pessoas que foram ao Maracanã.
O presidente também aproveitou o evento para assinar documento com apoio oficial do governo federal à candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. No início do discurso, Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem aos mortos no acidente com o avião da TAM, no mês passado, em São Paulo, e também para os mortos no terremoto ocorrido na quarta-feira, no Peru.
Depois, o presidente criticou as empresas privadas por não patrocinarem os Jogos Parapan-americanos, que têm apoio da Caixa Econômica Federal (CEF). "Eu fico me perguntando, por que só a Caixa? Por que o preconceito de outras empresas que ganham tanto dinheiro aqui neste País e não investem no Parapan?", questionou Lula, afirmando, em seguida, que enquanto for presidente haverá dinheiro de estatais para patrocinar os esportes paraolímpicos.
O presidente defendeu, ao longo do discurso, os deficientes físicos. "Vocês não serão tratados como cidadãos e cidadãs de segunda classe porque Deus fez vocês diferentes de outras pessoas. Isso é um compromisso, porque as pessoas precisam aprender, de uma vez por todas, que o preconceito é uma das doenças mais nojentas que a humanidade criou", afirmou Lula.
Ele destacou o esforço dos atletas e disse que muita gente "tem duas pernas e não pratica 1% do esporte que vocês, que estão na cadeira, praticam". Lula ainda comentou que a proibição do uso de cães-guia representa um crime contra "pelo menos 15% da população brasileira que têm algum problema de deficiência" e completou a frase afirmando "até eu", quando levantou a mão esquerda com quatro dedos devido a um acidente de trabalho que lhe tirou o dedo mindinho.
Segundo o Censo de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 24,600 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência física, o equivalente a 14,5% da população total.
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*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Já que sua excelência nunca vê e nem sabe de nada, talvez pudesse valer-se de um cão-guia dentro do Palácio do Planalto para ajudá-lo a governar. Talvez até aprendesse o significado da palavra “gestão pública”. Em caso de falha, já teria alguém, além de FHC, para jogar a culpa.
Quanto aos deficientes, Lula deveria envergonhar-se: ele por causa do dedo mínimo parou de trabalhar. Ao passo que gente que não enxerga, ou que se locomove em cadeiras de rodas, jamais se deixaram abater pelo vagabundismo ordinário que vossa excelência adora exibir e se gabar.