terça-feira, agosto 21, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** TV Insulto
Cláudio Humberto

Um requerimento do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) ao ministro Hélio Costa (Comunicações) chama a atenção para o mau uso da tevê pública. Sciarra quer saber o que Hélio Costa acha da TV Educativa do Paraná, que se especializou em insultar adversários do governador Roberto Requião.

***** ONGs fantasmas teriam participação de político da BA
Lisandra Paraguassú - Agência Estado

A auditoria sobre falsas ONGs que o Ministério da Educação entregou ao Ministério Público Federal aponta o ex-candidato a deputado estadual Francisco Airton Félix Junior como o homem por trás de quatro entidades de fachada na Bahia. Coordenador da Educar.com, ele teria ajudado a montar a Associação de Inclusão Social da Bahia (Aisba), a Associação de Desenvolvimento dos Jovens da Bahia (ADJB) e a Força Jovem da Bahia. Segundo a auditoria, as quatro não têm sedes regulares nem turmas funcionando, apesar de ter convênios com o Programa Brasil Alfabetizado.

A auditoria começou a ser feita em julho, depois que reportagens do Jornal da Tarde e do Estado revelaram irregularidades no Brasil Alfabetizado. O ministério bloqueou recursos que estavam nas contas das ONGs. A investigação apontou nove com indícios graves de fraude: as quatro, a Fundação Humanidade Amiga, a Fundação Movimento Cultural de Camaçari e a Fundação Cultural Ca e Ba, na Bahia, e em São Paulo o Centro de Educação Cultura e Integração de São Paulo (Ciesp) e o Núcleo Cultural Direito ao Saber.

Francisco Airton nega irregularidades e critica o MEC. "Liguei lá e me disseram que não havia problema nenhum", afirma. "Temos um trabalho sério, reconhecido em todo o Estado. Os auditores estiveram na Educar, viram as turmas. Não há como dizer que elas não existem".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

***** CPI das ONGs pode finalmente sair do papel. Até que enfim...

A CPI das ONGs deve sair do papel na próxima quarta-feira (22), quando serão eleitos o presidente e o vice-presidente da comissão e será escolhido o relator. A comissão foi criada para apurar o repasse de recursos públicos às Organizações Não Governamentais e o uso que essas instituições fizeram dessas quantias entre 1999 e 2006. O pivô da criação da CPI foi a denúncia de que a Fundação Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho (Unitrabalho) teria recebido em setembro de 2006 R$ 4,1 milhões do governo federal. A Unitrabalho é dirigida pelo petista Jorge Lorenzetti, suspeito de envolvimento nas negociações de um dossiê que apontaria indícios de que o tucano José Serra estaria relacionado a máfia das ambulâncias.

***** Aqui se faz, aqui se paga
Lauro Jardim, Radar, Revista Veja

Uma semana depois de tentar livrar o Planalto de um embaraço, garantindo que a dupla de pugilistas cubanos queria voltar para a prisão-ilha por decisão própria, o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, já faturou com a boa vontade do governo. A Petrobras decidiu na semana passada que vai bancar dois projetos da entidade: um seminário com juristas brasileiros e portugueses e a reforma de um antigo fórum no Rio de Janeiro.

***** Índios assassinos e impunes

Mais de três anos após o massacre em que 29 garimpeiros foram assassinados em Espigão do Oeste (RO), em um conflito com índios por diamantes, a Justiça não puniu os criminosos. Em 2005, a Polícia Federal indiciou 23 índios cintas-largas e o coordenador da Fundação Nacional do Índio, Walter Bloss, por não ter tomado providências para evitar a chacina. Mas o processo continua mofando no Ministério Público de Ji-Paraná (RO).

Para denunciar índios assassinos e "inimputáveis", que desfilam em carros importados, o MP precisa de laudo atestando que eles sabem o que fazem.

***** Motosserra no dinheiro público
Holofote, Revista VEJA

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, queima dinheiro público com ONGs que nada têm a ver com ecologia. Entre elas, o Movimento dos Atingidos por Barragens, dos baderneiros que invadiram a usina de Tucuruí em maio. Em 2005, seu ministério patrocinou um convescote desse bando em Brasília, cujo ápice foi a invasão do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Só entre 2003 e 2005, incinerou 30 milhões de reais em ONGs como essa. O Tribunal de Contas da União intimou Marina a pôr ordem na casa.

***** Bornhausen: "PT quer plebiscito para reeleição de Lula"

O ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC) afirmou em entrevista que o presidente Lula vai tentar fazer um plebiscito para aprovar uma reforma política que possibilite o terceiro mandato. "O PT quer um plebiscito para a reeleição de Lula. Não sei se isso será possível. Eles vão enfrentar fortes reações por parte da mídia e dos partidos de oposição. A Constituinte só serve para o terceiro mandato. Este governo só se dedicou a cooptação. Fidelidade partidária não interessa a eles. É lamentável, já demos dois mandatos para esta incompetência", disse Bornhausen.

Questionado pelo jornalista Boris Casoy se a oposição também não estaria paralisada e afetada pela anestesia da popularidade de Lula, Bornhausen reconheceu: "A oposição falhou no primeiro período do presidente, e eu me incluo entre os que mais falharam. Dirigi um dos maiores partidos de oposição. Não discutimos o problema que reelegeu Lula, o Bolsa-Família. Não discutimos a questão das privatizações", afirmou o ex-senador.

Sobre as privatizações, o Democrata declarou que a oposição deve voltar a defender este tema e não se envergonhar. De acordo com Bornhausen, a única solução para a crise aérea seria o controle aéreo ser administrado pela iniciativa privada.

***** Violência muda rotina da maioria dos brasileiros
De Demétrio Weber e Flávio Freire em O Globo

A violência muda hábitos da maioria dos brasileiros. Andar de carro com os vidros fechados é parte da rotina de 61% da população, enquanto 58% não deixam os filhos saírem sozinhos à noite e 53% evitam caminhar nas ruas do próprio bairro depois que escurece. Outros 18% admitem encomendar comida por telefone para evitar o risco de sair de casa. É o que revela pesquisa do Ibope, realizada por telefone fixo, com 1.400 pessoas acima de 16 anos, em todo o país, entre os dias 7 e 9 de agosto.

Nas capitais, três em cada quatro moradores — 76% — consideram insegura a cidade onde vivem. Quase a metade — 46% — diz que já teve vontade de mudar de casa por causa da falta de segurança. A pesquisa foi feita para a agência Nova S/B Comunicação. A margem de erro é de três pontos percentuais.

— A insegurança faz com que as pessoas limitem horários, áreas e atividades. O habitat urbano muda em função disso. As pessoas começam a viver em condomínios fechados, com seguranças, grades.

O medo da violência tem custos econômico e social muito altos, em termos de qualidade de vida — diz o sociólogo Ignácio Cano, pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os pesquisadores pediram aos entrevistados que indicassem quais atitudes tomam para enfrentar a violência, numa uma lista de nove opções. As pesquisa constatou que 36% — o percentual é o mesmo entre homens e mulheres — já adotam cinco ou mais dessas atitudes, que podem ser entendidas como mudanças de hábitos."