Do Portal G1. Volto depois:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (28) a disputa político-partidária feita depois da eleição entre os estados e a União. Ele enfatizou que os governos federal e estaduais precisam fechar parcerias em benefício da população mais pobre do Brasil.
“Nós temos que trabalhar juntos porque a única chance de melhorar a vida do povo é não repetir o erro do passado: quando o presidente não gostava do governador não dava dinheiro; o governador não gostava do presidente não saia projeto. Quando o governador e o presidente brigam quem paga o pato não é presidente nem o governador, mas o povo pobre”, disse Lula.O presidente participou, ao lado do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSDB), e de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), de cerimônia de assinatura de parceria nas áreas de segurança pública, saneamento básico e transportes com os dois estados. O evento ocorreu em Ceilândia, cidade-satélite mais populosa do DF.
Lula voltou a afirmar o discurso sobre sua preferência por realizar política para os pobres sob argumento que as elites não precisam do estado brasileiro. “Nós temos três anos e meio de mandato e precisamos fazer o mais necessário, que é garantir a parte mais pobre da população que ela conquiste a cidadania que outros já conquistaram”, disse. “Tem gente que não precisa do governo, porque já tem carro, casa, plano médico, tem tudo. E tem uma parcela que não tem nada e é essa que precisamos ajudar”, acrescentou.
Lula criticou a posição de governadores que, mesmo depois do final da eleição, mantêm a disputa político-partidária. “As eleições já terminaram e tiveram ganhadores de tudo quanto é partido. Nós não podemos ficar com eleição na cabeça porque a nossa obrigação é governar”, disse o presidente.
Voltei
É um discurso idiota. Governo não é ONG nem entidade assistencial. Se for assim, Lula que se aposente, e a gente chama alguma pastoral da Igreja Católica para tocar a administração.
Qualquer setor da sociedade precisa de governo — é bom não confundir com estatismo ou com ingerência oficial na vida dos cidadãos. Os “incluídos” precisam de governo, por exemplo, para a redução da carga tributária, que cassa dinheiro da sociedade e o esteriliza na gestão da máquina. Com menos tributos, é bem possível que se tenha mais investimentos, o que gera mais empregos, o que também pode ser bom para os “excluídos”.
Se o não-governo de Lula para quem “já tem carro, casa, plano médico, tudo” implicasse não ser sufocado pelo aparato burocrático e, às vezes, confiscatório, vá lá. Mas isso é mentira. Essas pessoas, na verdade, estão submetidas a governo demais. Não há uma só teoria econômica responsável que ignore que a chave do desenvolvimento e do progresso social está nos setores produtivos da sociedade. É ali que se concentra a riqueza necessária para fazer a economia crescer, para um país avançar.
Na cabeça de Lula, há dois países distintos. E curiosamente separados pelo seu governo.