Primeiro, foram dois espirros dados pela economia chinesa, sinais estes que não foram afastados dantes chineses, precisará reduzir a velocidade de seu crescimento. Esta redução vai atingir a economia mundial.
Desde o final do ano passado, sinais de alerta tem sido dados pela economia americana, muito embora os economistas tentem dissimular para não criar um pânico generalizado.
Porém, na quinta-feira, 26.07, o susto foi muito grande, e afetou as economias do mundo inteiro, principalmente as dos países emergentes.
Não é de hoje que estamos alertando para o perigo de uma certa retração da economia mundial, e as conseqüências para o Brasil. Nossas autoridades econômicas insistem em tentar passar uma despreocupação, tendo em vista o uso político que Lula tem feito dos nossos indicadores.
Apesar do discurso apregoar um “nuncadantez”, a verdade é que bastou o espirro na economia americana, para aqui dentro, o risco-país subir 51%, de 146 pontos básicos para 221 pontos básicos ontem.
Desde o final do ano passado, sinais de alerta tem sido dados pela economia americana, muito embora os economistas tentem dissimular para não criar um pânico generalizado.
Porém, na quinta-feira, 26.07, o susto foi muito grande, e afetou as economias do mundo inteiro, principalmente as dos países emergentes.
Não é de hoje que estamos alertando para o perigo de uma certa retração da economia mundial, e as conseqüências para o Brasil. Nossas autoridades econômicas insistem em tentar passar uma despreocupação, tendo em vista o uso político que Lula tem feito dos nossos indicadores.
Apesar do discurso apregoar um “nuncadantez”, a verdade é que bastou o espirro na economia americana, para aqui dentro, o risco-país subir 51%, de 146 pontos básicos para 221 pontos básicos ontem.
As grandes empresas já vêm tomando medidas de cortes operacionais para enfrentar a previsível falta de crédito (induzida, artificialmente, pelo sistema bancário) e uma também calculada inflação, via aumento de preços dos insumos produtivos básicos. Os operadores nos mercados não confiam em títulos apoiados em créditos concedidos a devedores norte-americanos que evidentemente não estão em condições de saldá-los.
Os “culpados” por tal crise seriam os investidores, cidadãos comuns norte-americanos, que apostaram – e agora podem perder – na valorização de ativos (como a procura pela compra da casa própria). Eles também se acostumaram a viver com as facilidades de crédito, que agora começa a sofrer restrição.
A chamada aversão ao risco estimulou a saída maciça de investidores dos mercados emergentes nesta quinta-feira. A causa principal foi o aumento do temor de inadimplência no mercado hipotecário de alto risco nos Estados Unidos.
A queda das vendas de imóveis residenciais atingiu 6,6% em junho. A taxa foi muito superior à estimativa de 2,7% de analistas. Além disso, o grupo australiano Absolute Capital suspendeu os resgates de dois de seus principais fundos de investimento em função de uma queda de 6% em um mês.
Portanto, por mais que o governo Lula e sua equipe econômica tentem passar uma tranqüilidade que no fundo não existe, o Brasil ainda não devidamente blindado para viver turbulências na economia, e que venham embaraçar as linhas de créditos abundantes e de baixo custo existente nos mercados financeiros mundiais. Estamos, é bom que se diga, menos vulneráveis do que há dez anos atrás, porém, não concluímos o ciclo de reformas, nossa infra-estrutura é deficiente, nosso custo tributário é elevadíssimo, nosso câmbio está em linha contrária, e o grau de endividamento interno se mantém elevado em relação ao PIB. Ou seja, mesmo que não se sofra as dificuldades já vividas em outros tempos, o certo é que uma instabilidade da economia mundial no curto prazo, prejudicaria substancialmente a economia brasileira.
É bom que Lula, Mantega e demais autoridades econômicas se mantenham alertas para sinais que estão nos chegando desde o final do ano passado. Ou bem eles começam a se prevenir e aceleram a aprovação e implantação das reformas indispensáveis não apenas à estabilidade mas a um ciclo virtuoso de crescimento sustentado, ou estaremos amargando retrocessos nos pontos em que avançamos já no curto prazo.
Quanto mais acharmos que está tudo bem, que nada nos atingirá e que estamos imunes à crises internacionais, tanto pior para o crescimento do país. A crise pode ser lá fora, mas as soluções para que ela não nos atinjam se encontram aqui dentro mesmo. Ignorar isto é condenar o país a dias muito difíceis.