***** Greve ameaça levar ao colapso o sistema de saúde
De O Globo Online
De O Globo Online
Em mais um episódio da crise na saúde de Alagoas, cerca de cem médicos da rede estadual pediram demissão nesta sexta-feira. De acordo com cálculos do Sindicatos dos Médicos (Sinmed), 260 profissionais já pediram demissão desde o início da greve, há 75 dias.
Além dos médicos, outros servidores da Saúde discutem, em assembléia, o início de uma greve geral. Se a reunião de auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos decidir pela paralisação, todos os postos e ambulatórios serão fechados ainda nesta sexta.
Essas unidades ainda estão funcionando, apesar da greve dos médicos, para atender a serviços como vacinação, curativo, entrega de medicamentos. Se os servidores paralisarem suas atividades, nem esses serviços estarão disponíveis.
- A situação tem se complicado a cada dia - disse o presidente do Sinmed, Wellington Galvão.
***** "Temos muita bala na agulha", diz Mantega
Do ministro da Fazenda, Guido Mantega
- Eu acredito que esta turbulência não deve durar, mas se durar, nós temos muita bala na agulha para enfrentar a crise.
- Passada esta turbulência, o Brasil continuará sendo um dos endereços prediletos dos investidores, devido às condições que temos. Esta turbulência levará a busca de menor risco. Eles (os investidores) foram em busca de risco maior por falta de oportunidades e pela sobra de capital e então eles deram empréstimo com risco maior. A lição que eles vão aprender é que precisam tomar mais cuidado com as aplicações e depois desta turbulência é possível que o Brasil seja até privilegiado, por apresentar condições de solidez e de rentabilidade, onde o risco é menor que este que os investidores tomaram.
- A turbulência nunca é positiva, sempre deixa uma inquietação no ar, mesmo que não haja uma repercussão direta, ela sempre traz alguma perturbação. Então, eu não aposto na turbulência para melhorar o câmbio no Brasil, mas é claro que o câmbio subiu e deve ter acalmado alguns setores que estavam reclamando.
***** Agência alemã diz que Cuba ameaçou família de boxeadores
Jamil Chade, do Estadão
GENEBRA - A Arena Box Promotion, agência alemã que teria tentado levar os atletas cubanos do Brasil para atuar na Europa, cobra uma explicação do governo brasileiro e acusa Havana de ter atacado as famílias dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Os atletas desertaram da delegação de seu país durante estada no Rio de Janeiro, para os Jogos Pan-Americanos.
Em declarações ao Estado, o porta-voz da agência de lutadores na Alemanha, Malte Muller-Michaelis, alega que os atletas foram informados que suas famílias foram ameaçadas por Havana ainda quando estavam no Rio de Janeiro. A história contada por Rigondeaux e Lara era outra: a agência alemã os teria embriagado e os forçaram a assinar um acordo. Por isso, pediram ajuda à Polícia Federal.
"Os passaportes de alguns membros da família dos atletas foram levados, os carros foram tirados de seu poder e ainda alguns chegaram a ficar algumas horas detidos. Ao ouvirem isso, os atletas mudaram de idéia e decidiram voltar a Cuba. Mas sabiam que suas carreiras estavam acabadas. Nunca mais os dois serão boxeadores", disse o porta-voz.
"O público precisa saber o que ocorreu e que eles já haviam assinado um contrato em 2004, durante os Jogos Olímpicos de Atenas, de que usariam a primeira oportunidade que teriam para escapar. E isso finalmente surgiu no Rio", explicou. Os cubanos deixaram a Vila Olímpica e nos ligaram. Estávamos preparados a ajudá-los, disse.
***** Oposição pede investigação na Petrobrás
A Executiva Nacional do Democratas emitiu uma nota oficial, assinada pelos deputados Rodrigo Maia (RJ) e José Carlos Aleluia (BA), pedindo a investigação da compra da Suzano Petroquímica feita pela estatal Petrobrás.
A nota alerta, entre outras coisas, que o valor da compra superou 11 vezes o caixa da Suzano. O Democratas também lembrou que no início do ano a Petrobrás já se tornara sócia minoritária relevante do grupo Ipiranga, beneficiando detentores de informações privilegiadas. Segundo a sigla, a reestatização do setor petroquímico é inconstitucional.
***** Primo de Calheiros teria sido laranja em compra de fazendas
De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), negociaram duas fazendas em Alagoas que foram registradas em nome de Tito Uchôa, primo de Renan.
Jorge Florentino dos Santos declarou ao jornal paulista que negociou a Fazenda Sítio Lagoa 3 com os irmãos Calheiros "por uns R$ 120 mil" e que Tito teria sido o interlocutor da negociação. Florentino recebeu, como parte do pagamento, duas salas em um edifício.
Olavo declarou no Imposto de Renda de 1998 ter dado baixa, em 1996, em duas salas comerciais no edifício Rui Palmeiras, o que indicaria que ele estava envolvido na compra da fazenda. A certidão da fazenda estava em nome de Tito Uchôa até maio deste ano. A Fazenda Alagoas, ainda segundo o jornal, foi vendida à Uchôa por R$ 600 mil, em 1998. Neste ano, Uchôa era funcionário da Delegacia Regional do Trabalho de Alagoas, com salário de R$ 1.390.
Seis anos após, Renan disse à Receita ter comprado a fazenda de seu primo por R$ 400 mil. Assim como no caso da Lagoa 3, até maio deste ano a propriedade estava no nome de Uchôa.
As fazendas na região foram valorizadas nos últimos anos. Segundo a Folha, em 1999, Olavo declarou ao Incra que a terra nua da Fazenda Boa Vista, suspeita de ter sido grilada pelo deputado, valia R$ 260 mil. Em 2003, o Banco do Nordeste avaliou a terra nua da Boa Vista por R$ 1 milhão, o que significa uma valorização de 283%, e contrasta com a redução de preço informada por Renan ao declarar a compra da Fazenda Alagoas. Em 2005, Renan foi denunciado ao Ministério Público Federal por seu primo Dimário Calheiros, por tê-lo usado como laranja.
***** FHC rebate Lula: "De álcool ele entende mais que eu"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu às críticas do presidente Lula em relação à política do projeto de produção de álcool combustível no final da década passada. "De álcool, ele entende mais que eu e agora chegou à apoteose", declarou o tucano.
Fernando Henrique também defendeu a redução da CPMF. "Nada mais justifica a manutenção da CPMF, não no nível em que está. A CPMF deve ser reduzida já e reconduzida ao patamar de imposto controlador, caso for necessário", disse.
Na avaliação do ex-presidente, o PSDB não deve concordar com alíquota de 0,38% nem partir para discussão de dividir a contribuição entre estados e a União, como defendem algumas lideranças tucanas, como Aécio e Serra. "A discussão é outra, pois o povo precisa pagar impostos", concluiu o tucano.