Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Sempre tenho reservas para pessoas que chegam atropelando os fatos e pessoas para imporem uma autoridade. E quando se trata de uma instituição secular, com regras e forma próprias, com tradições e linguagem que dão uma personalidade própria para a instituição, qualquer autoridade que tente se impor acaba ou gerando confusão ou acaba sendo alijado pela própria instituição. Bastaria conhecermos a dinâmica humana para entendermos como isto se dá.
O leitor provavelmente já sabe onde quero chegar e sobre estou falando ou escrevendo. Trato da questão da crise militar criada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim que atabalhoadamente tenta impor uma autoridade que lhe foi delegada, mas para a qual ele minimamente nada fez por conquista-la. Tivesse o ministro a frente de um ministério qualquer que não o da Defesa, talvez este jeito de trator desse certo.
O problema com os militares é uma crise que está sendo construída lentamente. Começou quando o próprio Ministério da Defesa foi criado. Sua estruturação pedia um especialista, alguém moldado e criado dentro de uma das três armas, mas a opção por um civil, inevitável, iria trombar não apenas com o espírito de corpo, mas também com as características próprias que fazem cada uma das três armas, Marinha, Exército e Aeronáutica. Ao longo do tempo, com a redução cada vez maior de recursos orçamentários para a modernização, aparelhamento e a própria manutenção, foram fazendo com que um sentimento crítico fosse sendo urdido em cada militar.
Com a chegada de Lula ao poder, e a condução de antigos desafetos dos militares, não gente que lutara pela restauração da democracia, mas de guerrilheiros de esquerda que lutaram para impor sua ditadura socialista, o clima azedou de vez. Porém, dentro do regime da disciplina, as Forças Armadas foram suportando, dia a dia, humilhações e constrangimentos, alguns até propositais.
Quando Lula empurrou para dentro da Justiça Militar uma socialista de carteirinha, o clima azedo começou a se acentuar. Depois, logo sobreveio a crise aérea e todas as formas de quebra de hierarquia e disciplina protagonizadas pelo próprio presidente da República. Sobreveio a questão do Carlos Lamarca, que acabou incendiando uma ferida que melhor faria o governo se tivesse agido com outros critérios.
O lançamento do livro sobre os tempos da ditadura militar, com tanta pompa e majestade e sem que os ministros militares tivesse sido convidados acendeu a fogueira da crise. O que entornou o caldo foram as declarações de Jobim de negar o direito aos militares de criticarem a posição do governo, em adotar apenas a linguagem ou a voz de um dos lados. Que os militares erraram entre 1964 e 1985, comeram injustiças, atrocidades, crimes, assaltos, e uma longa lista de crimes contra as pessoas, ninguém nega. Porém, também é fato que muitos “subversivos” não desejavam a democracia. Se os militares impuseram sua ditadura de direita, outros quereriam a ditadura de esquerda. Muitos rebeldes, e é o caso de Lamarca nada guardam em respeito aos injustiçados. Lamarca era desertor, bandido, criminoso que acabou sendo “promovido” no governo Lula quase ao grau de herói nacional. E esta história, da forma como o governo atual tenta contar é um erro, uma mentira histórica que não se coaduna com os fatos que realmente aconteceram.
Nelson Jobim precisa entender uma coisa: ele é um estranho no ninho. Militares são cidadãos brasileiros com os mesmos direitos que qualquer civil. Assim, desde que não transgridam nenhuma lei, tem sim todo o direito a se manifestarem, ainda mais quando o fato motivador que der causa ao seu desagrado, for a tentativa espúria de tentar distorcer a história.
Se Jobim pensa que com enfrentamento ele conseguirá se impor, está enganado. Não está lidando com crianças, nem tampouco com marginais. Seria bom para ele e para o país que tratasse de resgatar-se da imprudência tola que cometeu. Aliás, para quem adulterou ilegalmente a constituição, na calada da noite, é melhor remediar e consertar o estrago provocado.
De outro lado, Lula afirmou em discurso lá no tal 3° Congresso do PT, que ninguém tem mais autoridade ética, moral e política do que o PT. Mas de que ética Lula se referia, a do PT? A dos mensaleiros ? Mais adiante ele próprio deu a senha: a de que companheiros cometeram erros ao dizer “(...)É verdade que podemos ter cometido erros. E os erros cometidos estão sendo apurados como precisam ser apurados (...)”. Erros !!!!???? Erros porcaria nenhuma, senhor Lula: teus quadrilheiros cometeram foram crimes, ouviu. Entenda bem: são CRIMES. O Mensalão não foi “folclore” como você tentou empurrar para a sociedade, mensalão não foi só “caixa 2” de campanha. Foi uma longa lista de crimes, como corrupção, aliciamento, peculato, evasão de divisas, sonegação, dentre outros, cometidos em nome não do bem estar social, mas de um poder de poder arbitrário e autoritário.
Sempre tenho reservas para pessoas que chegam atropelando os fatos e pessoas para imporem uma autoridade. E quando se trata de uma instituição secular, com regras e forma próprias, com tradições e linguagem que dão uma personalidade própria para a instituição, qualquer autoridade que tente se impor acaba ou gerando confusão ou acaba sendo alijado pela própria instituição. Bastaria conhecermos a dinâmica humana para entendermos como isto se dá.
O leitor provavelmente já sabe onde quero chegar e sobre estou falando ou escrevendo. Trato da questão da crise militar criada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim que atabalhoadamente tenta impor uma autoridade que lhe foi delegada, mas para a qual ele minimamente nada fez por conquista-la. Tivesse o ministro a frente de um ministério qualquer que não o da Defesa, talvez este jeito de trator desse certo.
O problema com os militares é uma crise que está sendo construída lentamente. Começou quando o próprio Ministério da Defesa foi criado. Sua estruturação pedia um especialista, alguém moldado e criado dentro de uma das três armas, mas a opção por um civil, inevitável, iria trombar não apenas com o espírito de corpo, mas também com as características próprias que fazem cada uma das três armas, Marinha, Exército e Aeronáutica. Ao longo do tempo, com a redução cada vez maior de recursos orçamentários para a modernização, aparelhamento e a própria manutenção, foram fazendo com que um sentimento crítico fosse sendo urdido em cada militar.
Com a chegada de Lula ao poder, e a condução de antigos desafetos dos militares, não gente que lutara pela restauração da democracia, mas de guerrilheiros de esquerda que lutaram para impor sua ditadura socialista, o clima azedou de vez. Porém, dentro do regime da disciplina, as Forças Armadas foram suportando, dia a dia, humilhações e constrangimentos, alguns até propositais.
Quando Lula empurrou para dentro da Justiça Militar uma socialista de carteirinha, o clima azedo começou a se acentuar. Depois, logo sobreveio a crise aérea e todas as formas de quebra de hierarquia e disciplina protagonizadas pelo próprio presidente da República. Sobreveio a questão do Carlos Lamarca, que acabou incendiando uma ferida que melhor faria o governo se tivesse agido com outros critérios.
O lançamento do livro sobre os tempos da ditadura militar, com tanta pompa e majestade e sem que os ministros militares tivesse sido convidados acendeu a fogueira da crise. O que entornou o caldo foram as declarações de Jobim de negar o direito aos militares de criticarem a posição do governo, em adotar apenas a linguagem ou a voz de um dos lados. Que os militares erraram entre 1964 e 1985, comeram injustiças, atrocidades, crimes, assaltos, e uma longa lista de crimes contra as pessoas, ninguém nega. Porém, também é fato que muitos “subversivos” não desejavam a democracia. Se os militares impuseram sua ditadura de direita, outros quereriam a ditadura de esquerda. Muitos rebeldes, e é o caso de Lamarca nada guardam em respeito aos injustiçados. Lamarca era desertor, bandido, criminoso que acabou sendo “promovido” no governo Lula quase ao grau de herói nacional. E esta história, da forma como o governo atual tenta contar é um erro, uma mentira histórica que não se coaduna com os fatos que realmente aconteceram.
Nelson Jobim precisa entender uma coisa: ele é um estranho no ninho. Militares são cidadãos brasileiros com os mesmos direitos que qualquer civil. Assim, desde que não transgridam nenhuma lei, tem sim todo o direito a se manifestarem, ainda mais quando o fato motivador que der causa ao seu desagrado, for a tentativa espúria de tentar distorcer a história.
Se Jobim pensa que com enfrentamento ele conseguirá se impor, está enganado. Não está lidando com crianças, nem tampouco com marginais. Seria bom para ele e para o país que tratasse de resgatar-se da imprudência tola que cometeu. Aliás, para quem adulterou ilegalmente a constituição, na calada da noite, é melhor remediar e consertar o estrago provocado.
De outro lado, Lula afirmou em discurso lá no tal 3° Congresso do PT, que ninguém tem mais autoridade ética, moral e política do que o PT. Mas de que ética Lula se referia, a do PT? A dos mensaleiros ? Mais adiante ele próprio deu a senha: a de que companheiros cometeram erros ao dizer “(...)É verdade que podemos ter cometido erros. E os erros cometidos estão sendo apurados como precisam ser apurados (...)”. Erros !!!!???? Erros porcaria nenhuma, senhor Lula: teus quadrilheiros cometeram foram crimes, ouviu. Entenda bem: são CRIMES. O Mensalão não foi “folclore” como você tentou empurrar para a sociedade, mensalão não foi só “caixa 2” de campanha. Foi uma longa lista de crimes, como corrupção, aliciamento, peculato, evasão de divisas, sonegação, dentre outros, cometidos em nome não do bem estar social, mas de um poder de poder arbitrário e autoritário.
Se a “ética” de Lula e de seu partido transforma crimes em erros, então neste caso, ninguém é mais “ético” do que Lula e o PT. A diferença é só o caráter e a vergonha na cara. Só isso. Uns têm, outros não. Uns têm consciência dos crimes, outros convergem os crimes em fantasias de “erros”, em simples travessuras. Neste quesito, Lula é imbatível, com certeza!!!