terça-feira, março 25, 2008

No Brasil tem guerrilha ? Tem sim, senhor. - I

Adelson Elias Vasconcellos

Vocês devem ter lido aqui, durante a recente crise Equador-Colômbia-Venezuela, as inúmeras em que vezes afirmamos a existência da guerrilha no Brasil, bem como em outras tantas mandamos recados ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ao Ministro da justiça, Tarso Genro, para que procurassem e investigassem os acampamentos de sem-terras, espalhados pelo país, nos quais, fácil e fatalmente, encontrariam instrutores falando espanhol e dando”aulas” e “trenamentos”.

Claro, sabíamos do que estávamos falando. Não é de hoje que sabemos da presença entre nós de guerrilheiros e terroristas das FARCs.

Com a chegada de Lula ao poder, a turma encontrou porteira aberta, e valendo-se da fragilidade com que o Brasil “policia” e guarda sua imensa fronteira territorial com os países da América do Sul, sabe que no poder estava agora seu sócio fundador do clube que congrega narco-traficantes e esquerdas latinas, passando a penetrar em solo brasileiro com uma freqüência assustadora.

Também noticiamos que as FARCs já haviam tentado penetrar no solo brasileiro pela força, na década de 90, e foram rechaçados pelo Exército Brasileiro.

Tudo isto são fatos, não são ilações ou fantasias. E todos são de domínio público. A diferença é que alguns noticiam, outros se calam.

Na semana passada, em sua peregrinação pelos EUA, Tarso Genro “aconselhou” os americanos a se manterem distantes do continente sul-americano, que prepara a formação de uma espécie de Conselho de Defesa, clubinho fechado onde americano não entra. Apesar da Secretária de Estado americana ter informado que o tal Conselho é perfeitamente dispensável, em razão da existência da OEA, os tupiniquins não querem tê-os por perto. Resta saber quem nos defenderá, neste caso, das tentações autoritárias do pessoal do Foro de São Paulo, do qual Lula é fundador, e o PT, sócio permanente.

Pois bem, neste final de semana, a Revista IstoÉ chegou às bancas com as provas mais do que indiscutíveis sobre a presença de guerrilha armada dentro do território nacional, e, sim, a turminha das FARCs está lá dando “treinamento” para os guerrilheiros verde-amarelos.

A reportagem é bastante longa e bem ilustrada. Isto nos obriga a ter que dividi-la em pelo menos três partes. Mas, acreditem, se por um lado vale a pena ler e conhecer uma realidade que o governo tem conhecimento, mas finge que “nada existe” e que “está tudo sob controle”, por outro lado, mostra-nos o perigo que correm nossas instituições, nossa democracia, e por conseguinte, a vida de todos nós.

Não me surpreendi com o conteúdo da reportagem. No interior da Amazônia, o “projeto” desenvolvido pelo atual governo é, em última análise, o maior crime já cometido por brasileiros contra brasileiros e contra, também, a integridade de nosso país.

Já denunciei aqui a ação do governo federal de criar “áreas de reservas”, e delas afastar inclusive a presença do Exército brasileiro, e deixar tudo por conta das populações indígenas. Resultado: além do contrabando de riqueza do subsolo, também temos contrabando de madeira e, pasmem, o Exército recentemente encontrou vastas plantações de coca. Tão achando pouco, é ? Logo que assumiu, o senhor Luiz Inácio assinou, na ONU, um tratado dando consentimento brasileiro para uma cretinice chamada de ‘Autodeterminação dos Povos Indígenas”. Ou seja, qualquer nação indígenas, a seu bel prazer, poderá se declarar independente do Brasil. Este só não prosperou ainda, porque, graças a Deus, os americanos não concordaram com seus termos.E culminou com um projeto de arrendamento de lotes da Amazônia por períodos de 50 anos, para exploração econômica.. Um dos últimos capítulos desta bandalheira chama-se a Reserva Raposa do Sol, no estado de Roraima, divisa com a Venezuela (logo com quem!), e que o Exército se nega em desalojar as famílias não indígenas que lá se encontram há mais de 50 anos. Todos estabelecidos, a maioria pequenos produtores rurais, que o governo Lula insiste em jogar no olho da rua e na miséria total. Aliás, também sobre isto já falamos aqui muitas vezes. Junte tudo isso, acrescente uma pitadas da baderna provocada pelo MST e congêneres, e vocês terão um lindo prato para se deliciar e, depois, chorarem.

Ou seja, se estão pensando que este governo está preocupado com o Brasil, trata-se, senhores, de um ledo engano. O compromisso desta gente que está aí é unicamente com o projeto de poder do clubinho de cafajestes congregando esquerdas e narco-terroristas.

A pergunta que me faço é a seguinte: a reportagem da Revista VEJA sobre o dossiê canalha e chantagista do Governo com as contas de FHC e esposa, ganhou enorme repercussão na grande imprensa, e por que não se deu a mesma atenção a existência da guerrilha dentro do país comprovada através da reportagem da Revista IstoÉ?

Não é por outra razão que este desgoverno que aí está, luta freneticamente para impor censura à Imprensa. Como nas duas vezes que tentou acabou derrotado, achou por bem criar uma rede estatal de comunicação, na qual pouco a pouco vai arregimentando parte da imprensa submissa.

E vocês ainda saberão que, nos próximos dias, em Caracas, acontecerá uma espécie de simpósio em que se discutirá exatamente o papel da Imprensa nos países do continente.

Quando aqui falamos a primeira vez sobre a USRAL, União das Repúblicas Socialistas da América Latina e Caribe, teve quem nos taxasse de malucos. Quando Olavo de Carvalho e, mais tarde, o jornalista Reinaldo Azevedo passaram a denunciar o tal Foro de São Paulo, também lhes torceram o nariz. Hoje, o Foro de São Paulo aparece quase que diariamente nos jornais. Os fatos sobre a Amazônia e a guerrilha nela instalada, são parte de um projeto parido justamente pelo clubinho. O tempo e os fatos estão provando que tudo o que se disse sobre esta gente não se tratava apenas de um sonho de verão. Era pura realidade.

Acreditem: existem muita coisa ruim que é mantida fora do conhecimento do povo brasileiro, e que este governo está comando. Espero que o despertar da Nação não se faça tarde demais...

Foto de uma plantação de coca em reserva indígena